30 novembro 2010

Simpatia Para pedir Proteção a Santa Bárbara


No Dia de Santa Bárbara, 04 de dezembro, em dois pedaços de fita vermelha e branca, escreva o seu nome e o da santa, amarre no pulso esquerdo e diga:



"Ó, Santa Bárbara, protetora contra os raios e temporais, fica sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, eu possa te agradecer e dar graças a Deus, Criador do céu, da terra e da natureza. Santa Bárbara, rogai por nós. Amém".



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O Significado do Natal


O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo atualmente uma das festas católicas mais importantes.


Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.



Uma das explicações para a escolha do dia 25 de dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como facto de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã. Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.


O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.


Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.


Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Cristo, Luz do Mundo. Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.


Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte. Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da Sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio Dele, Cristo, Filho de Deus.


Assim, não se esqueçam que o Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento Daquele que deu a Sua vida por nós, Jesus Cristo.


Árvore de Natal


Antecedentes


A Árvore de Natal é um pinheiro ou abeto, enfeitado e iluminado, especialmente nas casas particulares, na noite de Natal.


A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.


Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal. Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.


Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.


Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade.


Árvore de Natal como hoje a conhecemos


A primeira referência a uma "Árvore de Natal" surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central, há notícias de árvores de Natal na Lituânia em 1510.


Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.


O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.


No início do século XVII, a Grã-bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover. Contudo a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela "Illustrated London News", de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.


Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.


Árvore de Natal em Portugal


Como o uso da árvore de Natal tem origem pagã, este predomina nos países nórdicos e no mundo anglo-saxónico. Nos países católicos, como Portugal, a tradição da árvore de Natal foi surgindo pouco a pouco ao lado dos já tradicionais presépios.


Contudo, em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente quando comparada com os restantes países. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal.


Até aos anos 50, a Árvore de Natal era até algo mal visto nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. Contudo, hoje em dia, a Árvore de Natal já faz parte da tradição natalícia portuguesa e já todos se renderam aos Pinheirinhos de Natal!


Presépio


A palavra "presépio" significa "um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo". Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros.


A configuração plástica do nascimento de Jesus, ao que parece, surgiu por iniciativa de S. Francisco de Assis, em 1223.


No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).


Não é exagero dizer que em Portugal foram feitos alguns dos mais belos presépios de todo o mundo, sendo de destacar os realizados pelo o escultor Machada de Castro e os criados pelo barrista António Ferreira.


Atualmente, o costume de armar o presépio ainda se mantém em muitos países europeus.


Reis Magos


Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12).
A designação "Mago" era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Já o apelido de "Reis" foi-lhes atribuído em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.
Ignora-se a providência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os dons oferecidos (ouro, incenso e mirra).
Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica. Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Melchior.
O dia de Reis celebrava-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes.


As Músicas de Natal


A Igreja Católica sempre deu muita importância à música. As músicas de Natal surgiram devido aos esforços católicos de retirar importância às músicas e danças pagãs As primeiras músicas de Natal surgiram no século IV e ainda hoje são cantadas. No século XIX, surgiram muitas melodias de Natal de origem pagã.
Cada país tem as suas próprias canções, uma das mais populares é a canção inglesa "White Christmas" escrita por Irving Berlin em 1942, mas não é a única temos ainda o exemplo de "Silent Night, Holly Nigth" composta na Áustria por Franz Grubet no século XIX, "Jingle Bells", entre muitas outras.
Portugal também tem as sua músicas de Natal, a mais conhecida é "Adeste Fidelis", que tem a particularidade de estar escrita em latim. Aliás a fama desta música fez com se que se criasse uma versão sua em inglês, a também famosa "O Come, All Ye Faithful".


Missa do Galo


A partir do ano 330, a Igreja celebra, em Roma, o nascimento de Jesus a 25 de dezembro. Porque é o dia do solstício do inverno romano. Porque nesse dia do nascimento do sol, os pagãos festejavam o natal do Deus-Sol - Natalis Invictus. Por isso, os romanos passaram a celebrar, nesse dia, a festa da posse do Deus-Imperador. Por isso, o Imperador Constantino, cristão, substituiu as festas pagãs, com um sincretismo do culto ao Sol e ao Imperador. Instituiu a Festa de Natal do Sol da Justiça e da Luz do Mundo, Jesus Cristo.


Como preparavam a festa do Sol, com as festas pagãs de 17 a 24 de dezembro, chamadas Saturnais, assim surgiu o Tempo do Advento, para preparar o Natal de Cristo.


No século IV, a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém, para celebrar a Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo, mencionado por Jesus na traição de Pedro (Mt. 26,34 e Mc 14,68.72).


Por isso, a Missa da meia noite no Natal, se chama Missa do Galo, do primeiro canto do galo. Essa missa do galo é celebrada, em Roma, desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior. Pois, o galo,tam bém publica o nascer do sol. E o galo passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Por isso, no século IX, o galo foi parar no campanário das igrejas.


Papai Noel


Hoje lembramos São Nicolau, filho de pais ricos com profunda vida de oração. Nicolau nasceu no ano 275 na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.


São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa usando da fantasia viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.


Sagrado bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.


São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no céu em 342 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegasse ao povo


Fonte: Entre Redes


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A Verdade Sobre 2012 (Segundo Maias-Nahuas)


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Especial para Nós - Fora dos Eixos - Sempre que é chegada uma destas datas "marcadas" - e é verdade que poucas datas proféticas tem sido tão claramente assinaladas como o 2012-, aparecem os anunciadores do "fim do mundo" para lucrar com o sensacionalismo e o medo das pessoas. Tampouco podemos negar que "o mar não está pra peixe", a idéia da crise ambiental e cultural é coisa que quase ninguém consegue já refutar, e os experts confirmam que as perspectivas para o futuro são deveras sombrias.



A Tradição universal também ensina que os ciclos raciais terminam com crise ampla, cultural e ambiental. Porém, mesmo em meio a isto existe sempre muita esperança, afinal se está colhendo o carma de um logo período de evolução, o que prenuncia uma Nova Era. Quando aconteceu o Dilúvio, Deus conclamou Noé a construir a sua arca para nela preservar todas as espécies e também uma semente da humanidade, de modo que, após os 40 dias de chuvas, tudo pudesse recomeçar, sobre uma Terra depurada e renovada. Assim, todo este esforço e sofrimento final valeram a pena.




O Dilúvio: após a tempestade, a bonança.


De maneira que tudo isto que se anuncia para um futuro breve já representa um quadro bastante sério, porém se destina ainda a ser administrado, ao contrário do catastrofismo radical que inspira apenas o desespero. Por isto, quando chegar o 2012 e nada disto acontecer mais uma vez, lembremos-nos de não pensar que tal coisa desmente os maias, mas apenas aqueles que inventam coisas em seu nome.


Não haverá, por exemplo, uma inversão do eixo físico da Terra, embora possa mudar o pólo magnético, acarretando alguns transtornos temporários. Já quanto ao eixo espiritual do mundo, este sim estará ali consolidado. E lembrar, mais uma vez, que não se trata do fim do mundo, mas do encerramento de um ciclo, que os maias-nahuas chamaram de "Quinto Mundo" ou "Quinto Sol", chamado de Ollin ou "Movimento", porque comparativamente os ciclos anteriores eram humanos, materiais e estáticos, ao passo que o novo ciclo já era em parte solar e dinâmico, quintessencial e sagrado.




Crises anunciadas


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Dilúvio


Assim, nada melhor do que, pelo contrário, conhecer aquilo que os próprios maias têm a dizer. E quando falamos dos maias, estamos incluindo ou nos reportando também aos nahuas do México, culturas que são tão próximas e assemelhadas quanto duas culturas poderiam ser, distinguindo-se apenas pelo estilo, se tanto. Ocorre que, infelizmente, os registros da cultura maia foram impiedosamente destruídos, salvando-se apenas um ou outro códice quase por milagre, à parte as suas escrituras (talvez algo adaptadas já) e, é claro, muito daquilo que ficou registrado em pedras.


Nisto, os nahuas seguem uma tradição pela qual o final de cada mundo ou raça é anunciada por catástrofes, e para o final deste "Quinto Mundo" (ou "Quinto Sol", semelhante à Quinta raça-raiz dos teósofos), preconizam um caos formado por fogo e terremotos. O fim do mundo pelo fogo está presente já em muitas escrituras, e São Pedro chega a dar detalhes: "(…)pela palavra de Deus existiram os primeiros céus e terra, terra esta tirada da água e por meio da água subsistiu, e pela qual pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas o dia do Senhor virá agora como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão." (II Pedro 3:5-10)




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Chuva em excesso prejudicam estados como São Paulo. Por Fernando Donasci



As águas estão subindo novamente


Assim, apesar das águas estarem a subir novamente, já não cabe a ênfase neste elemento, pois o seu desequilíbrio atual é um resultado da ação do fogo (não obstante, como símbolo das massas humanas-ver Apocalipse 17,15-, as águas são um símbolo cíclico permanente). Nem vamos discutir o quanto o dilúvio tem de mito e até de profecia.


O "estrondo" aqui pode sugerir o terremoto. Ora, sendo a Terra um ser vivo, como afirma a Teoria Gaia, ela naturalmente poderá produzir manifestações de autodefesa ante as coisas que o ser humano tem produzido. Para alguns analistas, algo que poderia acontecer de positivo neste quadro, é a criação de uma grande capa de fumaça impedindo um maior acesso dos raios do Sol à superfície, através da atividade dos vulcões. Ora, a atividade vulcânica acontece naturalmente em par com os movimentos sísmicos ou os terremotos, os quais poderão assim acrescentar e ampliar as suas ações num futuro próximo.


A Ciência atual considera irreversível o aquecimento global, de modo que é provável que as reações de Gaia se estendam por décadas e até por séculos. Neste período, o setor imobiliário se globalizará para negociar as áreas mais estáveis da Terra, a um só tempo imune e inundações e a terremotos. Nisto, os grandes planaltos serão naturalmente valorizados. Os ricos farão é claro construções seguras, ali mesmo onde estiverem. Porém, as pessoas mais simples redescobrirão a importância de viver sem uma montanha de concreto sobre a própria cabeça, buscando para isto muitas vezes as regiões cálidas da Terra.




A busca pela Terra da Promissão


2012 não é em si mesmo o fim, ele é "apenas" o começo-do-fim, o início da transição, aquela etapa na qual o mundo se mobilizará ativamente porque as dores do parto estarão presentes e sendo sensivelmente sentidas. As águas estarão subindo e atingirão países "civilizados", entre muitos outros caos que as mudanças climáticas trarão, acarretando em protestos da população contra o modelo econômico vigente.




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Visão do Paraíso



As Mudanças esperadas


Isto nos leva a ver que, ao lado das precauções necessárias, é preciso enxergar o lado positivo do quadro, que é de natureza cultural. Chega um ponto que a crise se transforma em ensinamento, na velha, mas sempre renovada lição da rebeldia e do arrependimento. As crises potencializam mudanças, e as grandes transições preparam a transformação. Aqui entra a questão axial ou da mudança dos pólos, seja magnética ou espiritual.


Os nahuas também legaram informações precisas a respeito. Reza uma grande lenda local que, após o Dilúvio produzido na extinção do Quarto Sol (entenda-se "Sol" como símbolo da cultura ou da civilização), os deuses se reuniram em Teotihuakan para criar o Quinto Sol. Por isto, a cidade das Grandes Pirâmides ficou conhecida como "a Cidade dos Deuses", ou Teotihuakan.


Teotihuakan: o berço do Quinto Sol


Tal coisa fixa, assim, certo padrão de renovação através da chamada Assembléia Agarthina, quando os iniciados se reúnem em Conclaves para tomar decisões e determinar mudanças culturais. Por isto uma das grandes profecias nahuas para o período, trata justamente da volta dos deuses na aurora do Sexto Mundo. Afinal, todo o começo de Era e de raça-raiz é prenunciada pela chegada dos Budas e dos Rishis ou videntes, aqueles que preparam a transição através da síntese. Eis o que escrevemos a respeito em outra parte:


"Esta reaproximação à Luz se dá em boa parte em função das crises surgidas nas transições raciais, quando a humanidade reaprende que necessita do auxílio superior para não sucumbir. E assim ela termina por conhecer períodos de grande estabilidade e felicidade, que constituem as chamadas Idades de Ouro e de Prata da civilização. Mas na medida em que avança a raça, o alinhamento com a Hierarquia se debilita, e vão predominando as tendências humanas de materialismo, até que uma crise planetária se instaure novamente. Esta situação cíclica perdura enquanto a humanidade evolui, e felizmente estamos adentrando agora na última raça-raiz." ("O Jardim do Sol", Luís A. W. Salvi).


Neste quadro, a principal coisa a ser sabida, é que estamos tratando da transição das raças-raízes ou de civilizações mundiais, uma realidade que envolve o próprio conceito de História e de cultura. Esta transição prepara daí um novo momento para a cultura mundial, de modo que para os iniciados significará a liberação cósmica através da ascensão, e para os humanos representará a liberação terrena através da iluminação - daí também se anunciar esta Nova Era como uma época de Fogo. Para a humanidade em especial, significa ultrapassar a etapa meramente racional e adentrar na etapa intuitiva ou pós-racional, que é o resgate do sensível, porém enriquecido pelo uso do instrumento da razão, a qual passa doravante para o segundo plano e a ser subordinado à imaginação, ao amor, etc.




Brasil: a nação do Sexto Sol


Com isto, importantes paradigmas culturais se renovarão e novas sínteses serão alcançadas, de tal modo que o modelo cultural anterior passará a ser visto como primitivo e retrógrado, assim perigoso em diversos sentidos. E tais coisas têm uma importância especial para o Brasil, porque este país é sabidamente a última sub-raça árya, aquela que encerra o ciclo civilizatório do Quinto Mundo. E tudo isto deve ser visto sob uma ótica calendárica própria, baseada antes nos códigos de tempo ocidentais do que nas cronologias orientais, as quais são comumente apostos por véus. Por isto, o local destinado a protagonizar esta transição é realmente o Brasil. E é por esta razão que as únicas orientações sensatas a respeito da transição estão sendo emanadas dentro e a partir deste país, servindo, senão para orientar as presentes gerações, ao menos como marco e referência para o futuro-felizes, contudo, aqueles que despertarem na alvorada, pois a estes Deus ajuda.


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Planalto Central mexicano


O tema trata, assim, das grandes claves da renovação, sempre conhecidas, mas também desafiadoras, ou seja, a lógica da união, seja vertical ou horizontal. Ao lado de buscar a iniciação e a iluminação, é preciso admitir a importância de somar forças e de diversificar a linguagem. Ninguém pode achar que detém toda a verdade ou todo o poder, porque isto é impossível e anti-evolutivo. Quem assim pensar estará falhando em alguma coisa e não enxerga a globalidade dos fatos.


A crise deve ser usada como oportunidade, como ensinavam os antigos chineses. Quando a crise se desencadeia, os arautos na renovação (os detentores das novas informações) devem estar a postos para oferecer a um mundo perdido uma nova orientação, a fim de fazer da perplexidade uma chance de rever as coisas, pois de outra forma restará somente o caos e o desespero destrutivo. Assim, a renovação deve suceder, e se isto não acontecer é apenas porque aqueles que têm sido chamados para construir a Arca não fizeram a parte que lhes foi ordenada, que é reunir a família noética (os iniciados), edificar a nau (a sabedoria) e congregar os pares de animais (um pouco de todo o povo em geral), rumando daí para a Terra Prometida a salvo das águas do Dilúvio. E então, no sagrado Ararat, serão todos recebidos pelo arco-íris da Nova Aliança.


Por Luis Augusto Weber Salvi


Bibliografia


- 2012 - o Despertar da Terra (O Portal da Quarta Dimensão), Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, 2009, AP.


- A Acrópole Agarthina - a Tradição dos Planaltos como bases da Alta Cultura Espiritual, Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, 2009, AP.


- O Jardim do Sol (coletânea), Luís A. W. Salvi.


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