18 novembro 2007

glossario - B - 2


Bs.jpgBelzebu: Demônio descrito na Bíblia e em textos cabalísticos, Senhor das Moscas e dos Besouros, ou seja, das forças involutivas da natureza. Era reverenciado por diversos povos semitas. Segundo Samael Aun Weor, em sua obra altamente recomendável A Revolução de Bel (que se encontra em nossa Biblioteca Gnóstica para download), esse demônio foi um poderoso chefe de legiões infernais, porém foi recentemente reabilitado, tornando-se ditinguido iniciado da luz e seguidor dos mestres da Grande Fraternidade Branca.

Beni Elohim: (hebr.) Filhos dos Deuses. (Beni é o plural de Ben: filho.)

Berossus: Sacerdote de Marduk na Babilônia. Escreveu Babiloniaca em grego, cerca de 281 a.C. para Antióquio I, a fim de narrar as antigas tradições gnósticas da Mesopotâmia para os gregos. O trabalho apenas é conhecido em partes, de citações feitas por outros escritores gregos.

Bes: (egípcio) Deus tebano. Deus alado e dançante, protetor do lar. Espírito benfeitor, o qual com sua esposa assistia às jovens parturientes; protegia o amor e a alegria, e afugentava os maus espíritos. Mestre dos mundos subterrâneos, ensina os profundos segredos da Alquimia e seu uso para a desintegração do Ego.

Bhagavad Gita: (sânscr.; O Canto do Senhor) Nono livro do Mahabhárata. Poema composto por 700 versos e dividido em 18 capítulos, considerado pela maioria dos hindus como seu texto religioso mais importante e essência mesma de suas crenças. Quase todos os filósofos hindus importantes escreveram algum comentário sobre o Gita, e ainda continuam aparecendo novas interpretações e traduções desta obra. O Gita, que está incluído dentro do poema épico O Mahabhárata, foi escrito em forma de diálogo entre a encarnação do divino Krishna e um herói humano, o príncipe Arjuna, no campo santo de Kurukshetra, antes da grande batalha de Mahabhárata. Arjuna expressa sua indecisão à hora de batalhar contra amigos e parentes. A resposta de Krishna é uma exortação para que Arjuna cumpra seu dever, ou seja, que como guerreiro que é, deve lutar e vencer. Krishna, logo em seguida, explica a natureza da Alma, o Caminho verdadeiro para chegar ao Absoluto. O Gita recolhe diversas doutrinas, como a imortalidad do Ser do indivíduo (Atman) e sua identidade com a Deidade Suprema (Brahma), o processo da reencarnação e a necessidade de renunciar aos frutos da própria ação pessoal, estabelecendo os principais ensinamentos dos Upanishads e a filosofia de Sankhya. O espírito (Purusha) e a matéria ou natureza (Prakriti), que se divide na tríplice tendência da bondade, paixão e obscuridade, são complementares. Krishna reconcilia as afirmações opostas de sacrifício e dever mundano, por um lado, com a meditação e renúncia por outro, através da devoção a Deus (Bhakti). Esse Deus aparece em uma breve passagem sob sua forma terrífica de Dia do Juízo Final antes de transformar-se na forma humana compassiva de Krishna.


Bhaishajyaguru: (sânscr.; chin. Yao-Hs-Fu; jap. Yakushi Nyorai; tib. Mengyi Lama/ Sman Gyi Bla Ma) No budismo Mahayana, o Buda da Medicina, o buda curador. Também chamado de Buda Azul. Seu mantra é Begandze Begandze Maha Begandze.

Bhákti: (sânscr.; feminino) Devoção ardente.

Bhava-Chakra: (sânscr.; tib. Sipe Khorlo/ Srid Pa'i Khor Lo) A roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (Gati) do Samsara.

Bhavana: (sânscr. e páli) Meditação.

Bhogyá: (feminino) Nome dado à companheira sexual, àquela da qual se obtém o deleite supremo.

Bhumi: (sânscr.) No budismo mahayana, cada um dos dez estágios do Bodhisatva até alcançar a iluminação (Bodhi).

Bíblia: Também chamada Santa Bíblia, Livro Sagrado ou Escrituras de judeus e cristãos. Sem embargo, as bíblias do judaísmo e do cristianismo diferem em vários aspectos importantes. A Bíblia judaica é a escritura hebraica, com 39 livros escritos em sua versão original, à exceção de umas poucas partes que foram redigidas em aramaico. A Bíblia cristã consta de duas partes: O Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento. Os dois ramos principais do cristianismo estruturam o Antigo Testamento de modo algo diferente. A exegese do Antigo Testamento, lida pelos católicos, é a Bíblia do judaísmo mais outros sete livros e adições. Alguns dos livros adicionais foram escritos em sua versão primitiva em grego, como o Novo Testamento. Por sua parte, a tradução protestante do Antigo Testamento se limita aos 39 livros da Bíblia judaica. Os demais livros e adições são denominados apócrifos pelos protestantes, e livros deuterocanônicos pelos católicos. O termo Bíblia chegou ao latim do grego, que significa "livro", forma diminutiva de byblos, termo para "papiro" ou "papel" que se exportava desde o antigo porto comercial fenício de Biblos (atual Líbano). Na Idade Média, os livros da Bíblia eram considerados como uma entidade unificada. Infelizmente, da Bíblia foram suprimidos mais de 160 livros, considerados hoje como apócrifos.


Bija: (neutro) Semente (vegetal, sêmen), os adeptos do tantra utilizam essa palavra para designar as vogais que, segundo eles, fecundam as consoantes, centro das fórmulas sagradas (Mantras). Também designa a Força Sexual que dá o verdadeiro poder aos mantras.

Binah: (hebreu) Inteligência. O nome da terceira Séfira da Tríade Suprema. É denominado o Grande Mar, a Mãe Suprema. Representa a potência feminina do Universo e equivale ao Espírito Santo dos cristãos e ao terceiro aspecto do Logos Cósmico. O primeiro Logos, o Pai, é o Espaço; o segundo Logos é o Filho, o Sol e o Cinturão Zodiacal; e o terceiro Logos é a Natureza.

Bindu: (masculino; sânscr.; páli Thigle/ Thig Le) No budismo Vajrayana, essência ou gota de energia sutil. Gota (principalmente do esperma), ponto essencial luminoso ou sonoro de onde procede toda a manifestação cósmica. O Átomo Ultérrimo, criado pela Mente Cósmica do Divino Espírito Santo.

Birdu: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo, consorte da deusa Manungal. Assimilado com Meslamta'ea, um nome de Nergal.

Blavatsky: (Helena Petrovna Hann Fadeel de Blavatsky, ou HPB, ou somente Madame Blavatsky, 1831-1891) Ocultista, teósofa e autora russa de notável e acidentada vida. Realizou numerosas viagens pelo mundo, fundando en 1875, em Nova York, con Henry S. Olcott e outros a Sociedade Teosófica. Em síntese, foi a mensageira que através de suas obras Ísis sem Véu, A Doutrina Secreta, A Voz do Silêncio, etc., transmitiu à cultura ocidental importantes conhecimentos esotéricos e deu testemunho da presença, na Terra, de uma Hierarquia Oculta formada por Meestres de Sabeduria. Fala-nos o Mestre Samael maravilhas acerca da Grande Mestra, recomenda o estudo de todas as suas obras, em especial A Doutrina Secreta e Ísis sem Véu, e nos diz que a Mestra se reencarnou na cidade de Nova York, desta vez com corpo masculino, e que cumprirá uma Grande Missão oculta mundial.

Boaz: (hebreu) ou Bohaz. Símbolo cabalístico e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de bronze fundidos por Hiram Abif, supremo Arquiteto de Tiro, chamado "O Filho da Viúva", que estavam unidas por um véu que cerrava a entrada do Santuário do Templo de Salomão. Boaz, a coluna negra, era o símbolo da Inteligência: Binah, feminina, a terceira Séfira.

Bodhi: (sânscr. e páli; chin. Wu; jap. Satori, Kenshô; tib. Changchub/ Byang Chub) Iluminação, despertar.

Bodhicita: (sânscr.) Mente da iluminação; no budismo mahayana, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do Bodhisatva.

Bodhidharma: (sânscr.; chin. P'u-T'i-Ta-Mo; jap. Bodai Daruma) Um dos ancestrais do Zen (sécs. 5° - 6°) que introduziu esta escola na China.

Bodhisatva: (masculino; sânscr.; páli Bodhisatta; chin. Pu-Sa; tib. Bosatsu, Bodaisatta; tib. Chang Chub Sempa / Byang Chub Sems Dpa) Ser da iluminação; no budismo Mahayana, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (Paramita) e realizando a mente da iluminação (Bodhicita). Diz-se daqueles seres que obtiveram a Bodhi, porém renunciam, por compaixão aos humanos, sua entrada no Nirvana.

Bön: [-Po] (tib. Bon Po, ou Bön) Religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo. Teve forte influência sobre o budismo tibetano, especialmente na linhagem Niyngma. Existem duas linhas Bön (ou Bonzo): os Böns propriamente, que são magos xamânicos completos, ligados à magia branca, e os Dugpas (ou Dagh-Dugpa), os famosos magos negros tibetanos, os quais são o pólo contrário da Sagrada Ordem do Tibet, esta última presidida pelo Mestre Ascenso Bhagavan Aclaiva. Uma terrível guerra astral entre essas duas últimas "ordens" refletiu-se no mundo físico como a Segunda Guerra Mundial.

Borobudur: Grande construção em forma da Mandala Dupla Swástica, na ilha de Java, Indonésia. Sobre esse templo há um gigantesco Deva que ilumina, cura e inspira a todos os devotos da Senda que ali visitam.

Brahma: (sânscr., masculino) O Deus Criador (primeira manifestação Brahman, o Imanifestado, o Ser do Ser do início dos ciclos cósmicos. O Pai, da Trindade judaico-cristã. Brahama: o Brahmâ, masculino, con a final larga (â), é o Deus ou Princípio Criador do Universo, ou, em outras palavras, é a personificação temporal do poder criador de Brahma. Existe periodicamente tão-somente no período de manifestação do mundo, depois do qual entra de novo em Pralaya, y volta a Brahman, do qual procedeu. Brahmâ, em união com Shiva e Vishnu, forma a Trimurti ou Trindade hindu.

Brahman: (sânscr.) ou Brahmân, é o impessoal, supremo e incognoscível Princípio do Universo, de cuja essência tudo emana e ao qual tudo volta, e que é incorpóreo, imaterial, inato, eterno, sem princípio nem fim. É onipresente, onipenetrante, anima desde o deus mais elevado até o mais diminuto átomo mineral. Segundo os Vedas, Brahma, neutro, com a final breve, ou Brahman, é o Supremo, o Absoluto, a Suprema Divindade, o Espírito Universal e Eterno, que enche, penetra, sustém e anima todo o Universo; é princípio e fim de todos os seres, pois todos emanam d'Ele e a Ele todos voltam ao terminar o Kalpa. O Absoluto, o princípio único de todas as coisas, essência que transcende todas as formas de existência, é idêntico ao Eterno Pai Cósmico Comum, o Pai de nosso Pai, o próprio Absoluto, o sem forma, Aelohim.

Brahma-Vihara: (sânscr. e páli) Meditações ilimitadas; amor (Maitri), compaixão (Karuna), alegria (Mudita) e equanimidade (Upeksha).

Buda, Budha: (sânscr.; chin. Fo; jap. Hotoke, Butsu; tib. Sangye/ Sangs Rgyas) Desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (Bodhi), um dos três preciosos (Triratna).

Budaghosha: Monge da escola Theravada (séc. 4º) que estudou no Sri Lanka; autor do Visudhi-Magga.

Budata: (sânscr. budatva; jap. Bushô; tib. Sangyen Yid/ Sangs Rgyas Nyid) Natureza búdica. Essência espiritual, fragmento da Consciência Divina encerrado nas formas mentais egóicas.

Budhi: (feminino): Inteligência, ser superior ao ser humano, sua principal função é a de refletir sobre a mente (Manas) e a Matéria a luz que emana de Atman.

Bulwer-Lytton: (Edward Cayse, 1803-1873) Escritor, político e esoterista inglês. Pertenceu ao Metropolitan College da Societas Rosicruciana in Anglia. Suas duas principais noveles ocultistas são: Zanoni (1842) e a Vril, a Raça Futura (1872), já clássicas em seu gênero.

Burka: Vestimenta feminina, que mantém o corpo, a face e as mãos cobertas. Representa a virtude do pudor. Conceito infelizmente deturpado.

Butsudan: (jap.) No budismo japonês, pequeno altar familiar.


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ASTROLOGIA DO CONFORMISMO X ASTROLOGIA DA TRANSFORMAÇÃO


Adeus ao Conformismo,
Urano em Peixes nos convida à Transformação

Sílvia Bacci

A entrada de Urano em Peixes marca um momento importante para a humanidade. O signo de Peixes tem como características marcantes a receptividade, a dualidade e a mutabilidade. Representa o amor incondicional e a doação, que pode assumir uma conotação positiva ou negativa, dependendo da sua intensidade e direcionamento. A dependência está profundamente ligada a Peixes. Já Urano é original, rebelde por natureza, repentino e implacável quando se faz necessária uma ruptura, um redirecionamento e um processo de libertação. A independência é sua marca. Que nos reserva esta incomum associação? Certamente o adeus ao conformismo. A percepção aguda de que não há tempo a perder.

Tudo o que Urano não permite é a acomodação e adoção de estereótipos. Sua natureza inquieta e radical nos lembra que a vida não dá garantia de nada.
A astrologia assume definitivamente seu papel transformador, a partir do momento em que Urano traz à consciência até os conteúdos mais submersos e nebulosos, bem à moda de Peixes. Tudo o que Urano não permite é a acomodação e adoção de estereótipos. Sua natureza inquieta e radical nos lembra que a vida não dá garantia de nada. E a impressionabilidade de Peixes, que tudo absorve, como uma verdadeira "esponja energética", torna esta conscientização ainda mais profunda.

O processo de transformação torna-se urgente por Urano e abrangente, por Peixes, que concentra em si as lições de doze signos, por ser o último, por representar a síntese de um percurso zodiacal. A alma já não pode se manter indiferente diante da perturbação elétrica de um insight que este conjunto de símbolos e arquétipos nos traz, com a iminência de revoluções, internas e externas, em nossas vidas. A causa é mais nobre de todas: a liberdade de ser quem somos.

A localização, no final do zodíaco, dos signos de Aquário - regido pelo planeta Urano - e de Peixes nos dá uma pista desta poderosa associação. Em Aquário chegamos a um ponto da jornada zodiacal em que a identidade é menos importante que o coletivo, o grupo, a causa, o ideal. Já em Peixes a identidade vive uma verdadeira dissolução, diante da diversidade de sensações e impressões provocadas pelo mundo e que facilmente penetram sua essência.
Arquétipos do final de um ciclo, eles nos lembram que muito já foi aprendido e que é tempo de colher frutos destas lições.

Como poderíamos interferir no processo de nossos clientes, poupando-os de suas lições?

E os astrólogos? Urano, regente da astrologia, vem nos trazer a lição da transmutação, em Peixes, da nossa maneira de atuar. Toda a sensibilidade, percepção e adaptabilidade deste signo mutável, unidas à irreverência, quebra de padrões e sede de liberdade de Urano, resultam numa proposta de trabalhar a astrologia de maneira diferente.

A impessoalidade e o espírito científico - tipicamente aquarianos - podem ser "umedecidos" pela água de Peixes e suas emoções e resultar em padrões de atendimento não menos éticos, porém mais afetivos e pessoais. As certezas podem ser mutáveis e adaptáveis, como é o último signo do zodíaco; afinal, estamos lidando com pessoas, e não símbolos. Em contrapartida, a tentação de sermos redentores das almas em conflito - à moda pisciana, onde os papéis de vítima, perseguidor e salvador são recorrentes - caem por terra diante da imprevisibilidade de Urano.
Quando ele atua, não existe choro, não há rota de fuga, somos obrigados a ficar e presenciar sua revolução. Assim é em nosso próprio aprendizado... como poderíamos interferir no processo de nossos clientes, poupando-os de suas lições?

Nossa missão é estimular processos de conscientização. A tradução que realizamos dos sinais do céu tem como objetivo expandir a percepção do ser humano sobre si mesmo, seus conteúdos e sobre o contexto no qual está inserido. Urano em Peixes vai identificar a necessidade de transformações no mundo e nas almas em busca de progresso pessoal com uma grande dose de entrega, intuição e fé.
http://explicadinho.blogspot.com


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