29 novembro 2007

Catarse


a) Aristóteles:

Catarse é palavra a que alude Aristóteles na Arte Poética quando trata dos efeitos da tragédia.

A tragédia é vista aí como imitação de uma ação de caráter elevado, imitação por meio de atores e não de narrativa, quer dizer, por meio de representação e não de recitação, e que, suscitando terror e piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções. A purificação é catarse.

Ou seja:

"Catarse é a purificação das almas por meio da descarga emocional provocada por um drama. Passando da felicidade para a infelicidade (drama, choro e desespero). E não pode ser ocasional, mas sim acolhida pelas escolhas do índividuo".

A catarse, enquanto purificação de emoções obriga-nos a colocar o problema, sempre muito discutido, mas nunca de todo esclarecido.

Apontem-se ainda as incidências da palavra na psicanálise freudiana, onde o tratamento, de tipo catártico, visa também a purificação das paixões. Se a matriz antropológica da poesia, entendida esta em sentido aristotélico, quer dizer, dramático, parece ser o culto religioso mais arcaico, nascido na época da sendentarização humana, a matriz mais imediata da psicanálise pode ser, por sua vez, a representação ou a associação poéticas.



b) Sigmund Schlomo Freud:

Freud era medico discípulo de Breuer Segundo a teoria de Breuer, que logo foi incorporada e melhor descrita por Freud, as doenças mentais provinham de conflitos que estavam localizados na mente da pessoa, e não necessariamente de problemas biológicos. Breuer acreditava que através da hipnose a pessoa poderia driblar censuras que a impediriam de lembrar certos fatos (os traumas), e assim melhorar sua idéia de tais, ou vivenciar experiências. Freud depois descreveu esse estado como catarse. Freud discordava quanto à eficiência da hipnose, e em contrapartida desenvolveu a técnica da livre associação. Foi aí que a Psicologia Clínica nasceu, porque trouxe a "cura pela palavra". Essa é uma formulação rasa da Psicologia Clínica para um melhor entendimento dos termos empregados aqui é preciso de mais pesquisa referente como se constituí os métodos da psicologia freudiana. Não há aprofundamento neste post para que o tema catarse não se inche.

Catarse - expressão emocional intensa eliciada dentro de um ambiente terapêutico contido. Esta terapia emotiva segue em linha direta desde formas iniciais de artes de cura antigas até estudos científicos recentes, explorando a ligação entre corpo e mente. O desafio para os médicos em responder às críticas sobre o uso da catarse tem sido conceituar a ponte entre passado e presente ao avaliar métodos emotivos.

Embora o uso da catarse tenha sido um elemento chave no tratamento durante os primeiros duzentos anos da psicoterapia inicial (Mesmer, Charcot, Janet e Breuer), a rejeição de Freud ao método catártico dentro da psicanálise e sua confiança na associação livre, "A cura ela palavra" como uma forma suficiente de ab-reação, expandiu-se até dominar o campo. Por volta de 1920, métodos de Psicoterapia emotiva ficaram à margem da prática psicológica convencional. Freud deu como uma das razões para rejeitar métodos emotivos, sua frustração como neurologista ao tentar teorizar nos trabalhos sobre emoção. Embora alguns de seus colegas tenham continuado a confiar no método catártico (notavelmente Ferenczi, Brown e Reich) e embora uma segunda onda de interesse tenha desenvolvido métodos adicionais no começo dos anos 50 (Janot, Lowen, Perls, Casriel e Jackins) a literatura acadêmica continuou a rejeitar a catarse, seguindo Freud.


c) Carl Gustav Jung:

Escrevendo em 1929, Jung identificou quatro aspectos da análise considerados por ele "estágios" do tratamento analítico. Lambert (1981) e M. Stein (1982) apontaram que os quatro estágios não são necessariamente seqüenciais, porém caracterizam vários aspectos do trabalho analítico.

O primeiro dos quatro estágios é a catarse ou purificação (ver AB-REAÇÃO). Jung falava disso como a aplicação científica de uma antiga prática, ou seja, a confissão, e a ligava a ritos e práticas de INICIAÇÃO. Aliviar o self de alguém abrindo-se para um outro ser humano provoca ruptura de defesas pessoais e do isolamento neurótico; daí a preparação do caminho para um novo estágio de crescimento e um diferente status.

d) Conclusão:
Este post serve como base de elucidação sobre a Catarse. Ainda trabalharei o tema em outros níveis e aspectos de nossos dias de religiosidade emotiva.
Claro que não definirei toda a manifestação divina como catarse. Isto seria uma alusão porca generalizada, mais à frente vou procurar questionar sim ALGUMAS destas manifestações de nossos dias usando os termos da catarse.

http://cartesianofinito.blogspot.com/2007/10/desvendando-catarse-1.html

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28 novembro 2007

Purificador Ambiental Ecológico Káli-Danda


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O incenso não é um artefato místico e sim um recurso natural que nos auxilia a atingir certos fins, variáveis conforme os perfumes e demais elementos constituintes das ervas, resinas, etc., cujas moléculas se desprendem com a queima e evolam, permitindo imediata absorção pela membrana pituitária.


Os perfumes influenciam o emocional, a mente e até o corpo, e a resposta é imediata, tão rápida quanto uma injeção na veia. Por exemplo:


- se você sente um cheiro nauseabundo, o seu estômago embrulha na hora;


- se você sente um perfume sensual, as glândulas sexuais começam a segregar hormônios imediatamente;


- se você sente uma fragrância devocional, é logo arrebatado para estados de consciência que nenhum outro recurso conseguiria desencadear.


Assim, os antigos descobriram que os odores doces eram ótimos para se usar nos mosteiros, pois reduzem o apetite e predispõem ao jejum. Chegaram também à conclusão de que a inalação dos aromas ou dos vapores de certas ervas tinham influência positiva numa série de enfermidades. Quem ignora o efeito do eucalipto no combate às gripes? E o que dizer das inalações?


Tudo começou quando passaram a queimar ervas e resinas em locais fechados para manter o ambiente agradável e notaram a ocorrência de efeitos nas pessoas que inalavam suas exalações, variáveis conforme o produto usado. Daí para a frente foi só uma questão de tempo para catalogar os resultados. Desde então, passaram-se 5.000 anos.


Hoje o incenso tem três aplicações distintas. A primeira é a de perfumar. A segunda, são os efeitos sobre as pessoas que o aspiram. A terceira é a purificação de ambientes. Um bom incenso deve ter tudo isso.


É interessante observar que a própria palavra perfume provém do latim per fumum, pela fumaça, fazendo referência à forma pela qual se usava o perfume na antiguidade, ou seja, incensando, queimando ervas e resinas aromáticas.


No nosso caso, a principal finalidade de utilizar o incenso, além do prazer olfativo, é estimular os exercícios respiratórios. Você já notou que quando sente um perfume agradável, a tendência natural é fazer respirações profundas?


A segunda finalidade é a que deu origem a uma divisão da medicina, denominada osmoterapia, ou aromaterapia. Ela procura proporcionar benefícios físicos e psicológicos, inclusive para estados enfermiços. Não trabalhamos com terapia, logo, essa parte é absorvida sob o aspecto da profilaxia.


A terceira finalidade é a que estuda os efeitos do incenso sobre o meio ambiente, no que diz respeito a duas perspectivas. Uma é não poluí-lo, evitando a queima de substâncias prejudiciais à saúde de seres humanos, animais e vegetais, ou à camada de ozônio.


A outra perspectiva dos efeitos sobre o meio ambiente é a que estuda os benefícios obtidos, tais como purificar o ar, reduzir a proliferação de fungos, repelir insetos e até mesmo melhorar a atmosfera psíquica. Atualmente estão sendo desenvolvidas pesquisas a fim de comprovar a teoria de que a fumaça do incenso contém elementos que neutralizam os da fumaça do cigarro. De qualquer forma, já é hábito corrente de muitos não-fumantes acender um incenso toda vez que alguém acende um cigarro em casa ou no escritório. Pelo menos, melhora o odor.


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27 novembro 2007

Primeiros macacos a andar em pé viveram há mais de 4 milhões de anos



Fósseis achados no Quênia, entre 1995 e 1997, revelam que os primeiros macacos a andar de pé viveram há mais de quatro milhões de anos. A descoberta faz recuar em 500 mil anos a data que se tinha como correta, até agora. Os restos fósseis constam de uma tíbia (osso da perna) e de um úmero (osso do braço).



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amansar marido


No caso de seu companheiro ser do tipo violento, tente esta simpatia para acalmá-lo. Quando estiver quase na hora de ele chegar em casa, abra a porta de entrada e chame o seu nome três vezes, pedindo a três santos fortes para deixá-lo bonzinho. Depois, acenda uma vela para cada um dos santos



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26 novembro 2007

Os 4 pilares para alcançae os seus objetivos.


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Os 4 pilares para alcançae os seus objetivos.
Por M. P. Nuno MNH

Pilar I
"Nada acontece até que algo se mova"
Albert Einstein

Através da ação podemos transformar as idéias em experiências, a ação manifesta a criação de uma realidade, e desta forma, o ponto da transmutação de nossa vida passa pela realização da ação.
Podemos pensar em fazer muitas coisas, mais o importante realmente em nossas vidas, é o que faremos durante o percurso de nosso caminho, em que realizamos com a ação. Lembraremos de nossas ações corajosas, como que em contraponto, tentamos esquecer as nossas inações covardes.
O verdadeiro empreendedor, é aquele que executa, não um sonhador.
Para que possamos alcançar nosso objetivos em nossas vida, nosso sonhos, intenções, somente poderão se tornar realidade no momento em que você, tomar a AÇÃO, objetivamente para manifestar os seus objetivos, não jogue a culpa nos outros, ou nas circunstancias, você é um ""incompetente"", até `agora' .... pois munido do conhecimento agora, você estará pronto para dar certo, tomando a AÇÃO.
Uma vida de paz e sem stress, parece muito boa, mais o tempo não para, e para você alcançar seus objetivos deve-se uma necessidade de alguma "urgência", cada um avalia a sua necessidade em relação ao tempo, para com os seus objetivos. Necessitamos uma atitude Pró-Ativa, devemos avançar em nossas ações, ............ ações, criando outras ações, um oroborus infinito, enquanto houver a ação.
E o momento é AGORA, somente existe o HOJE, amanhã só existira em premissa que exista o Hoje, nossas ações Hoje, serão os resultados de Amanhã.
Podemos ser os arquitetos de nossa criação, a partir de nossas ações, criando e estruturando o nosso mundo, sermos o que chamo de uma das facetas dos "Senhores", ou por outro lado podemos também reagir a arquitetura, e criação de outros, sermos escravos, simples empregados, reagindo aos pensamentos e ação. Quando manifestamos a ação, realizamos a manifestação de "Senhores", de Arquitetos. Se a ação não parte de você, serás incapaz de "controlar" as conseqüências.
O nosso desequilíbrio com a natureza e universo que se encontram em constante mudança, provoca a passividade nossa, evitando tais mudanças, que por si só, já são naturais. Esta defesa subconsciente em relação a mudanças, torna-se uma barreira contra nosso desenvolvimento pessoal, baseando no ponto principal que poderia manifestar tal transmutação a nossa AÇÃO.
Uma colega de caminho tinha uma máxima que resumia este problema; "Temos a tendência a dar errado naturalmente, já que para dar certo necessitamos de ajuda".
Nossa ação proporciona as mudanças e transformações necessárias para "Darmos Certo", porém tais mudanças são sempre assustadoras, tudo o que é novo e desconhecido, se torna naturalmente assustador, pois não temos parâmetros , dentro de nossa segurança mental e emocional para tais experiências novas.
Ao estarmos esperando algo para agir, estamos dando força ao conforto da inação, para que nada aconteça. Como a ação, e a ferramenta da transformação, e ela que será minada. Ao agir as coisas que buscamos alcançar para o nosso objetivo se manifestam naturalmente. O momento ideial para você começar a alcançar o que deseja é AGORA. Nossa mente e mentirosa, sempre lhe condicionará a um adiamento, afinal ela esta muito bem acomodada.
"A questão não é sobre hoje ser o primeiro dia de sua vida, na verdade a questão é que hoje pode ser o ultimo dia da sua vida".
Não pergunte como realizar, ... tome a ação, que o `como' se resolverá naturalmente pelo caminho.
Um erro de nossa programação mental, colocada por uma sociedade fraca é a palavra `impossível', troquemos ela por difícil, tudo o que vale a pena conquistar e difícil, enquanto esperar o seu sonho perfeito para realizar os seus objetivos dentro da material, mente ou espírito, está realização sempre está a sua frente, para assegurar o seu fracasso, você deve agir, para alcançar.
"Enquanto não agirmos, não podemos alcançar nada"
A cada a ação melhora o curso de nossas vidas com alegria, não devemos simplesmente esperar a hebdomas hebdomadum (a semana das semanas `alquímicas'), como Geraldo Vandré, em sua musica:
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"
Quando mais agirmos mais teremos resultados.

Pilar II
Deus ajuda aqueles que se ajudam

Cada pessoa tem a sua visão particular sobre Deus, que se manifesta através do conhecimento e realização, que estamos dispostos a manifestar.
Sendo o universo constante, numa visão quietista que Tudo, ocorre sem a interferência do homem e Deus, transformando isto numa grande ilusão, a busca por nosso melhor sempre é empregada de alguma forma, seja interna ou externa.
Devemos sempre avançar corajosamente enfrente, com uma disciplina de um soldado ou monge, diante uma batalha da vida material ou espiritual. O fatalismo ateísta ou divino, não possuem importância aqui, afinal você não possui conhecimento do futuro, de alguns simples minutos a frente, como as palavras que aqui se apresentam a frente, tudo depende da ação. Carlos Castanheda diz que temos que ser guerreiros em batalhas, sempre atentos e prontos para a ação. A busca de nossos objetivos de vida, devem ser baseados na ação sempre.
Guy Murchie nos coloca argumentos dentro do fantástico cientifico, que Charley Hoy Fort, aplaudiria de pé, acredito fielmente, pensem:
Se colocarmos bilhões de chimpanzés, enfrente a bilhões de computadores, com a tarefa de constituir uma obra literária, durante bilhões de anos. Na teoria matemática, teríamos 50 caracteres por teclado, com uma media de 65 caracteres, por linha de um livro.
Como na primeira chance o chimpanzé seria de, 1 em 50 possibilidades, e as seguintes conseqüentes possibilidades seriam de 50¹ x 50² x 50³ ....... 50 elevado a 65, somente para a primeira linha que é igual á 10¹¹°, afinal o que seria esse numero, 10¹¹° seria um numero mil vezes maior, do que a totalidade de vibrações geradas por todos os átomos do universo desde do Big Bang !!!
Seja qual for o argumento a causalidade, é uma "impossibilidade", matemática definitiva, por isso a busca destas linguagem de "leis" cósmicas, manifestada pela possibilidade de aplicações dentro da matemática sobe a forma de algoritmos.
O acaso não existe, a ação gera a ocasião. Temos a capacidade de determinar os resultados de nossas vidas. Quando tomamos a ação, realizamos o dualismo do sentido do movimento , energia, ação, tudo ao mesmo tempo, que esta mente deseja ficar parada.
O livre-arbítrio, somente se realiza quando manifestamos o conhecimento necessário para ter consciência do mesmo, assim realizando a nossa liberdade, sem influência tendenciosa ou não.
Tudo no universo trabalha em uma trindade intrínseca, seja no seu inicio através da Geometria Sagrada, na manifestação de um simples triangulo dimensional. Neste triangulo buscamos equilibrar as polaridades, estamos sempre sendo influenciados por forças cósmicas, lua, energias, musicas, livros, entidades, Deus, "amigos" ....... e nossa mente, estas polaridades que se encontram em suas extremidades, necessitam, como tudo em nossa vida, o equilíbrio das trindades.
Enquanto não determinarmos nosso objetivos a realizar, nos encontramos presos, confinados em nossa mente, e não na AÇÃO.
Através de consciência que estamos sendo influenciados, e de livre e espontânea escolha, com o conhecimento realizado podemos utilizar destas "forças", energias, que contribuem ao longo de nosso caminho, como amigos, apara que através do Plano Superior e o Mental, entrem em equilíbrio, se transformando em verdade, e assim realizando a ação, em total livre-arbítrio, que diga-se de passagem necessita de uma reformulação o termo.
Deveríamos estarmos utilizando o "livre-arbítrio" para constituir um bom canal, uma tranqüila e saudável mente, assim operando nossa ação pelo equilíbrio de nosso ego e desejos para com Deus.

Através de nossas ações, Deus se manifesta.
Por isso, tome à ação Agora.

Pilar III
A Lei das Probabilidades

Quando mais agir, estarás aumentando as probabilidades de alcançar o seu objetivo, assim podemos ter maior conexão como o Supremo, o Catalisador Universal e Cósmico.
Desta forma Deus ajuda, q quem se ajuda.
Já que nada acontece até que algo se mova, vamos nos mover ..... mover ... agir. Woody Allen possui uma máxima que diz: "90% do sucesso e aparecer". Estar nos lugares para os dia, à hora, à pessoas, à energia certa, tenha o canal para se manifestar, assim quando estamos atentos neste laboratório da vida, as coisas acontecem, como Eugéne Canseliet ao dizer com minhas palavras que devemos, estar preparados nas primaveras, para que o trabalho do homem, se encontre com a Natureza."
Mas com certeza isso não é tudo, perguntar é muito importante, na nossa história o questionamento é o ponto inicial para o conhecimento, pode ser dizer que de certa forma é a própria manifestação do mundo, os questionamentos dos antigos Sofistas, se tornaram necessários ao nosso caminhar. Porém sempre devemos levar em conta o questionamento positivo, que ocorre dentro de uma reflexão, meditação, sobre questões em que possuímos a resposta muitas vezes, e se este questionamento continuar manifestado, assim devemos buscar a soma que nos liberta desta prisão, que nos realizará com um simples: Por que?
Devemos ousar e estar sempre presente, constituindo as perguntas certas. Enquanto não buscarmos a realização de nossas ações nada acontece.
O poder da pergunta, pode mudar o resultado alcançado. Devemos ter paciência e questionar no momento e com a pessoa certa, o que somente realizarás se questionar.
O tempo é a própria manifestação do Supremo, quando ele se manifesta ao nosso lado, tudo se torna acelerado, as coisas começam a acontecer.
Tudo mundo quer 1 milhão de dólares, mas em qual relação de tempo, tudo de uma vez agora, ou em 3 anos, ou mesmo em 40 anos o que seria 2.000 dólares mês, que é bem diferente.
Tudo depende da sua ação.

Pilar IV
A ação produz genialidade, magia e poder. (Robert Ringer)
A ousadia traz em si a genialidade, o poder e a magia. (Goethe)

Goethe manifestou em uma simples frase, toda a realização necessária para nos tornarmos senhores, arquitetos de nosso mundo.
Através da ousadia, de uma pessoa ciente de seu poder na ação, agir é a raiz, ousado deve ser o passo, com coragem devemos caminhar, nosso mundo e marcado pela ousadia, genialidade, e o poder em todos os ramos de nossa vida, seja nos negócios, que transformam simples pessoas, em homens de grande poder, parte devido a compreensão deste 4 pilares, ou na realização de uma vida, seja a via espiritual, mental ou material, este é um caminho a ser realizado, e para aquele que deseja ir além, e alcançar a Trindade de nossa realizações.
A ação é um circulo vicioso, pois após iniciação o movimento, ele se auto renova. Agir é o ponto, se for necessário FORCE-SE, MOTIVE-SE, pois ao agir a ousadia, genialidade, poder e magia se manifestaram naturalmente, quando mais energia e poder, manifestar na ação, mais coisas serão produzidas e motivadas, que lhe levaram a mais ação, o grande oroborus se manifesta aqui.
A ação estimula, o nosso cérebro, células, religare … ação e alegria, são as manifestações da `boa' espiritualidade, nas palavras de Osho: "Eu não acredito em santos que não pecam, e em Deuses que não Dançam", o universo é ação, movimento, o Supremo, seja qual for a forma que possamos crer, em ultimo caso ele é Tudo e o Todo à energia Total, energia só existe se estiver em movimento, em ação, o Supremo é o movimento cósmico, a dança de Nataraj, a ação ou inação do santo, provoca dor, seja para um animal, uma arvore, um inseto, uma planta, os monges munis do jainísmo, por compreenderem esta máxima, de forma profunda, são com certeza um dos maiores grupos ascetas que existem hoje, vivem nus, com uma pequena mascara na boca e nariz, para filtrar os pequenos insetos que são ingeridos naturalmente por nós, possuem um leque, para limpar o solo que se deitam, para não matar nada, somente comem grão e frutas, não comem nada que seja necessário matar, ….. tudo isso por que mesmo como santos, são "pecadores".

"A genialidade, a magia, e o poder, e são partes únicas e integrais da equação"
Frase modificada, Robert Ringer

Nesta aura-escarpa, a ação e genialidade, um produz a outra, apesar que a ação será sempre a ação criadora desta energia de movimento.
Nossa inteligência emocional é ativada, assim manifestando criatividade, simplesmente pela ação, que trouxe a tira-colo a genialidade.
Precisamos ultrapassar o nosso paradigma mental, criado por nossas pré-concepções, nossa mente se fecha uma verdade única, ficamos aprisionados dentro de uma caixa mental, que nos retrai e nos fecha, limitando nossa capacidade de expansão, de consciência, mental, espiritual, material, tudo manifestado.
Ao derrubarmos tais limitações de uma mente fechada, rígida e limitada, em que tudo esta imóvel, como um universo morto, sem movimento, sem ação.
Ao expandir nosso paradigma mental, nosso poder aumenta em relação ao Pilar III, a Lei da Probabilidade, de alcançar o seu objetivo.
Nós temos o poder de mudar a natureza e eventos, podemos ir além de nossas crenças pessoais e penetrar no Supremo, Deus, Inteligência Infinita e Cósmica.
A ferramenta para manifestar nosso futuro que planejamos, está em nossas mãos, o uso desta ferramenta condicionará tudo, alegria, tristeza, um carro, casamento, divorcio, saúde, prosperidade, viagens ...... TUDO, só depende da AÇÃO.
Quantas vezes você já pode ter vivido, situação em que todos lhe diziam para desistir, pois a tarefa parecia impossível, e você foi enfrente e conquistou, por que encontrava-se em mente expansiva, enxergando o que mente limitadas, não podiam ver. Esta é a vida de um bom empresário, verificar com a sua mente expansiva, as oportunidade que ninguém vê.
Muitas vezes os nossos objetivos são realizados através de uma alternativa, que mesmo as vezes nós desviando, acaba encaminhando-nos a algo melhor do que o original.
Todo o passo enfrente, em busca de expansão de nossos paradigmas mentais, nos transporta á uma ação de um guerreiro, de um senhor, um ato de coragem diante a adversidade.
"Quando mais uma pessoa age, mais expansivo se torna seu paradigma mental, e mais forte fica a sua conexão, com os poder infinitos do Catalisador Cósmico"
Nossa ação corajosa, resulta em um aceleramento mental, permitindo que as "coincidências incríveis, aconteçam em nossas vidas, nos colocando como que telepaticamente ligados com as coisas, pessoas e circunstancias para alcançarmos nosso objetivo. Podemos influenciar o resultado, em quase tudo, se tomarmos a ação, e de forma corajosa, devemos converter nossos objetivos em realidades físicas.
Estarmos todos conectados, devem ser mais do que palavras, devemos vivenciar esta magia natural, dentro de nós, sentindo cada átomo de nosso corpo vibrando, dentro de nosso micro cosmo, e assim acendendo ao macro, realizando que somos todos um, assim o universo e um para comigo, se manifesta a minha energia, que vibra na ação, realização, depressão, alegria e tristeza, exercendo poder dentro de nossos objetivos. Temos que estar sempre pronto, para agir mais, é mais, mais, mais ..... E assim realizar o movimento mágico do Tudo e do Todo.
Enquanto nos agirmos, as portas se abrirão, quantas vezes você ouviu o que aqui de alguma forma e falada, varias talvez, até que você esteja pronto para esta realização e agir, continuaram, sendo palavras conhecidas que sempre são ditas. Mas que não possuem realização dentro de nosso ser. E necessário criar o mapa mental adequado para manifestar o programa. Acontecimentos mágicos tendem a aumentar, quando mais você tomar o poder da ação, é a ação, manifestar o seu poder.
Nosso poder se potencializa-se pela ousadia, quando mais ficarmos dispostos em agir, mais poder será gerado, quando nossa ação, genialidade, magia e poder, se manifestam, geramos milagres, aos olhos do humilde de conhecimento e realização.
Não podemos permitir que a inércia manifeste, temos de forma corajosa buscar agir sempre, e para isso e necessário ousadia.
Numa ocasião de minha vida, como estudante de ciências da computação no Brasil, no terceiro ano de faculdade, fui morar com minha esposa, na época as coisas estavam diremos que ruins, desempregado, precisava me mexer, passei dois dias batendo perna por São Paulo, em busca de trabalho, já chateado, sentei no sofá, e resolvi colocar em pratica meu conhecimento, que buscava novamente ação, movimento, expansão .... relaxando comecei a traçar o que desejava, dois dias depois, na quinta-feira tinha "O Plano Magistico" perfeito.
Iria me cadastrar em um destes sites de emprego, é o primeiro que toca-se o telefone, seria o melhor para mim, e estaria empregado imediatamente. Era Louco, Ousado, motivado por uma enorme Fé, em Mim, em `meu' conhecimento e ao Supremo, Todos éramos Um, o que poderia dar errado !!!
Vibrando constantemente o "mapa mantra" magistico construindo, na segunda feira, me telefonaram de uma multinacional, querendo me entrevistar no dia seguinte, por não gostar de resolver nada em dia de Marte (terça) marquei na quarta, arriscando-me a perder, mais o que tinha eu a perder, "EU" era o cara, era a minha empresa que eu tinha manifestado com a mão do universo. Resumo da história, entrei como se já fosse empregado, conversei com o meu entrevistador, e através do questionamento, ousadia, genialidade, poder, magia e ação, fui entrevistado no mesmo dia por 4 pessoas diferente, em 4 idiomas diferentes, e o ultimo era o próprio vice-presidente, que me achou tão audaz, que não teve como não me contratar. Trabalhei quase dois anos neste empresa, em que comecei como estagiário e acabei como Geo, conheci os melhor exemplos de profissionais que cada um a sua forma, foi um grande Mestre, pessoas que me ensinaram o que tinham consciência, e como busco ser um bom aluno, aprendi também o que eles não tinham consciência.
Devemos sempre superar nossas ações, como um `louco' em busca de um
pote de ouro inesgotável, mas para isso e necessário ousadia e coragem.
Quando a calmaria se manifesta, é hora de agir. Tudo isso é um ciclo de sucesso, que depende de você. A ação manifesta nosso melhor amigo e Pai Celestial que chamamos de Tempo, tenha sempre ele a seu lado.
Então o que você está fazendo ai parado ............... AÇÃO.

* rascunho de um estudo literario de Robert Ringer.


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25 novembro 2007

FASES DA LUA E SEUS RITUAIS




LUA CRESCENTE


Esta fase da lua traz as novidades e a possibilidade de renovação em nossas vidas. Muito propícia para todos aqueles que buscam aprimoramento, seja amoroso, financeiro, saúde, negócios. O risco de tudo que for começado nesta fase dar certo, ou seja, crescer, prosperar é muito alto.


Em relação à magia, rituais para amor e prosperidade são favorecidos.


SUA MEDITAÇÃO


Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk


Concentre-se e centre-se. Visualize uma lua crescente cor de prata, que se curva para a direita. Ela é o poder daquilo que inicia, do crescimento e geração.


Ela é tempestuosa e indomada, como as idéias e planos antes de serem equilibrados pela realidade. Ela é a página em branco, o campo não semeado. Sinta as suas próprias possibilidades escondidas e potenciais latentes; seu poder para iniciar e crescer. Veja-a como uma menina de cabelos prateados correndo livremente pela floresta sob a lua delgada. Ela é virgem, eternamente não penetrada, a ninguém pertencendo, exceto ela mesma. Invoque seu nome, "Nimuël", e sinta poder dentro de você.


SEU RITUAL


Coloque sobre o altar uma tigela com sementes, encha o caldeirão com terra e coloque no centro dele, uma vela, abra o círculo.


Em frente de seu altar, medite através de exercício respiratório, quando se sentir preparado, diga:


Este é o tempo do início, a semeadura da criação, o despertar após o sono. Agora, a lua emerge do escuro; aquela que dá a luz retorna da morte. A maré muda; tudo é transformado. Esta noite sou tocada pela donzela .Ela muda tudo aquilo em que toca; que ela me abra para as transformações e o crescimento.


Dito tais palavras, tire a tigela de grãos do altar dizendo:


Abençoada seja, criatura da terra, semente lunar da mudança, inicio resplandecente de um novo circulo de tempo. Poder para começar, poder para crescer, poder para renovar estejam nestas sementes. Abençoada seja.


Plantarei com a lua meu desejo de ................... (diga o que deseja iniciar ou espera que aconteça neste novo mês)


E que a bênção desta lua recaia sobre meus planos


Visualize o que deseja por alguns instantes em silêncio. Feito isto, plante as sementes da tigela na terra do caldeirão.


Abra o círculo


LUA CHEIA


Favorece os relacionamentos sociais. Período que favorece, também, a comunicação, sendo, portanto, período indicado para discussão de propostas, projetos, assinatura de contratos, etc.


Fase lunar muitíssimo indicada para trabalhar o que muitos chamam de alta magia.


SUA MEDITAÇÃO


Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk


Concentre-se e centre-se e visualize uma lua cheia. Ela é a mãe, o poder de realização e de todos os aspectos da criatividade. Ela nutre aquilo que foi iniciado pela lua nova. Veja-a abrindo os braços, os seios abundantes, o ventre desabrochando em vida. Sinta seu próprio poder de nutrir, dar, tornar manifesto o que é possível. Ela é a mulher sexual; seu prazer na união é a força motriz que sustenta toda a vida. Sinta o poder em seu próprio prazer, no orgasmo. Sua cor é o vermelho do sangue, que é vida. Invoque seu nome "Maril" e sinta sua própria capacidade de amar.


SEU RITUAL


Em frente de seu altar, medite através de exercício respiratório, quando se sentir preparado, diga:


Estou no período da grande plenitude, quando a senhora com seu círculo completo e iluminado atravessa o céu noturno. Esta é a época das mudanças realizadas. A Grande Mãe, sobre o universo, derrama seu amor e suas dádivas em abundância. E, nós que miramos o seu rosto brilhante, somos repletos de amor.


Invoque a Deusa e o Deus. Feito isso, diga: Eu, (diga seu nome) preencho-me de seu amor, seu poder e sua Luz, bondosa Senhora. E reconheço perante ti e perante seu senhor, que sou Deus, Sou Deusa.


Medite por um instante sua condição de Deusa e Deus.


Abra o círculo


LUA MINGUANTE


Período indicado para terminar tudo o que deseja. Indicado para terminar com rancores e sentimentos negativos, e, tudo aquilo que machuca interna e externamente. Excelente período para iniciar tratamento médico.


Magicamente falando, é ideal para rituais de limpeza, expurga de doenças e más energias.


SUA MEDITAÇÃO


Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk


Concentre-se e centre-se. Visualize uma lua minguante, que se curva para a esquerda, envolta pelo céu escuro. Ela é a anciã, a velha que ultrapassou a menopausa, o poder de terminar, da morte. Todas as coisas devem terminar a fim de suprir os seus inícios. O grão que foi plantado deve ser cortado. A página em branco deve ser destruída, para que a obra seja escrita. A vida se alimenta da morte; a morte conduz à vida e, nesse conhecimento, encontra-se a sabedoria. A velha é a mulher sábia, infinitamente velha. Sinta a sua própria idade, a sabedoria da evolução armazenada em cada célula do seu corpo. Conheça o seu próprio poder para terminar, para perder assim como ganhar, para destruir aquilo que está estagnado e decadente. Veja a velha em seu manto negro sob a lua minguante; invoque seu nome "Anul" e sinta seu poder em sua própria morte.


SEU RITUAL


Coloque uma tigela com água sobre seu altar .Invoque a Deusa e o Deus. Feito isso, diga: Estamos diante do fim, mas o fim que antecede ao novo começo.A Grande Senhora penetra no reino da morte. Encontro-me nos teus braços oh, Anciã. Mostre-me sua sabedoria.


Senhora dos mistérios Senhora dos mistérios Senhora dos mistérios


Revele minha voz interior Revele minha paz interior Revele minha sabedoria interior.


Senhora dos mistérios Senhora do Meu intimo Senhora da sabedoria infinita


Após dizer estas palavras, centre-se e trabalhe a contemplação que deverá ser feita na tigela com água mineral.


Quando terminar, abra o círculo


LUA NOVA


Favorece planejamentos, organizações da própria vida. Magicamente falando, esta fase é propícia para rituais de renovação e revitalização. Mas cuidado, pois vc poderá se deparar com seus sentimentos mais perigosos. Medos interiores poderão aflorar. Mas, se souber trabalhar tais medos e sentimentos interiores, alcançará a renovação e o fim dos medos, ansiosidades e por aí vai.


Rituais nesta fase requer experiência e capacidade para trabalhar com seu próprio lado negro. Para esta fase não darei exemplo que ritual. Se acha que está preparada para trabalhar ritualmente esta fase, crie o seu próprio ritual e arque com o êxito ou com a derrota de não saber vencer seu eu interior.


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A Infância de Cristo Segundo Tiago


INTRODUÇÃO


Apresentamos, numa versão modernizada, textos considerados apócrifos e que trazem importantes informações a respeito da vida de Cristo, preenchendo lacunas até então criadas pelos Evangelhos constantes da Bíblia.
Estes textos retratam os acontecimentos que precederam o nascimento de Cristo, contando a história de Maria e da natividade, além da história da infância do Senhor Jesus, no Evangelho de Tomé. Há também excertos do Livro da Infância do Salvador, onde a vida de Jesus, dos cinco aos doze anos, é retratada.
Vale lembrar que numa outra obra desta coleção, o Evangelho de São Pedro, a Infância de Cristo é apresentada na sua íntegra, mostrando fatos e passagens importantes da vida do Senhor Jesus, nos seus primeiros anos.
Os textos chamados de apócrifos são aqueles não incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas.
Como foi feita essa seleção, até hoje a Igreja não explicou adequadamente. Se inspirados ou não, são relatos dos primeiros tempos do Cristianismo, importantes para quem deseja conhecer a fundo essa religião.
A NATIVIDADE
Este livro, apesar de conhecido como o Evangelho de Tiago ou Proto-Evangelho de Tiago, tem sua autoria desconhecida. Publicado em fins do século XVI, não se sabe exatamente ainda qual a época em que foi escrito, mas os maiores estudiosos dos Livros Apócrifos afirmam que é anterior aos Quatro Evangelhos Canônicos, servindo, em muitos aspectos, como base para estes.
O Proto-Evangelho de Tiago conta a vida de Maria, seu nascimento de Ana e Joaquim, considerados estéreis, de como foi sua educação no Templo até a sua puberdade, como se deu a escolha de seu futuro esposo, José, velho, viúvo e pai de seis filhos: Judas, Josetos, Tiago, Simão, Lígia e Lídia. Continua, narrando a concepção e a virgindade, que se manteve após dar à luz o Salvador, numa caverna. Fala da estrela misteriosa e radiante, que guiou os magos até a caverna e da nuvem de luz que pairou sobre o local, na hora em que o Senhor Jesus nascia.
Narra, também, a participação da parteira que testemunhou a virgindade de Maria, após o nascimento do Senhor E cita o testemunho de uma parteira que constatou a virgindade de Maria após dar à luz.
PROTO-EVANGELHO DE TIAGO
i
Segundo narram as memórias das doze tribos de Israel, havia um homem muito rico, de nome Joaquim, que fazia suas oferendas em quantidade dobrada, dizendo:
- O que sobra, ofereça-o para todo o povoado e o devido na expiação de meus pecados será para o Senhor, a fim de ganhar-lhe as boas graças.
Chegou a grande festa do Senhor, na qual os filhos de Israel devem oferecer seus donativos. Rubem se pôs à frente de Joaquim, dizendo-lhe:
- Não te é lícito oferecer tuas dádivas, enquanto não tiveres gerado um rebento em Israel.
Joaquim mortificou-se tanto que se dirigiu aos arquivos de Israel, com intenção de consultar o censo genealógico e verificar se, porventura, teria sido ele o único que não havia tido prosperidade em seu povoado.
Examinando os pergaminhos, constatou que todos os justos haviam gerado descendentes. Lembrou-se, por exemplo, de como o Senhor deu Isaac ao patriarca Abraão, em seus derradeiros anos de vida.
Joaquim ficou muito atormentado, não procurou sua mulher e se retirou para o deserto. Ali armou sua tenda e jejuou por quarenta dias e quarenta noites, dizendo:
- Não sairei daqui nem sequer para comer ou beber, até que não me visite o Senhor meu Deus. Que minhas preces me sirvam de comida e de bebida.
II
Ana lamentava-se e gemia dolorosamente, dizendo:
- Chorarei minha viuvez e minha esterilidade.
Chegou, porém, a grande festa do Senhor e disse-lhe Judite, sua criada:
- Até quando vais humilhar tua alma? Já é chegada a festa maior e não te é lícito entristecer-te. Toma este lenço de cabeça, que me foi dado pela dona da tecelagem, já que não posso cingir-me com ele por ser eu de condição servil e levar ele ao selo real.
Disse Ana:
- Afasta-te de mim, pois que não fiz tal coisa e, além do mais, o Senhor já me humilhou em demasia para que eu o use. A não ser que algum malfeitor o haja dado e tenhas vindo para fazer-me também cúmplice do pecado.
Replicou Judite:
- Que motivo tenho eu para maldizer-te, se o Senhor já te amaldiçoou não te dando fruto de Israel?
Ana, ainda que profundamente triste, despiu suas vestes de luto, cingiu-se com um toucado, vestiu suas roupas de bodas e desceu, na hora nona, ao jardim para passear. Ali viu um loureiro, assentou-se à sua sombra e orou ao Senhor, dizendo:
- Ó Deus de nossos pais! Ouve-me e bendize-me da maneira que bendisseste o ventre de Sara, dando-lhe como filho Isaac!
III
Tendo elevado seus olhos aos céus, viu um ninho de passarinhos no loureiro e novamente lamentou-se dizendo:
- Ai de mim! Por que nasci e em que hora fui concebida? Vim ao mundo para ser como terra maldita entre os filhos de Israel. Estes me cumularam de injúrias e me escorraçaram do templo de Deus. Ai de mim! A quem me assemelho eu? Não às aves do céu, pois elas são fecundas em tua presença, Senhor. Ai de mim! A quem me pareço eu? Não às bestas da terra, pois que até esses animais irracionais são prolíficos ante teus olhos, Senhor. Ai de mim! A quem me posso comparar? Nem sequer a estas águas, porque até elas são férteis diante de ti, Senhor. Ai de mim! A quem me igualo eu? Nem sequer a esta terra, porque ela também é fecundada, dando seus frutos na ocasião própria e te bendiz, Senhor.
IV
Eis que se lhe apresentou o anjo de Deus, dizendo-lhe:
- Ana, Ana, o Senhor escutou teus rogos! Conceberás e darás à luz e de tua prole se falará em todo o mundo.
Ana respondeu:
- Viva o Senhor meu Deus, que, se chegar a ter algum fruto de bênção, seja menino ou menina, levá-lo-ei como oferenda ao Senhor e estará a seu serviço todos os dias de sua vida.
Então vieram a ela dois mensageiros com este recado:
- Joaquim, teu marido, está de volta com seus rebanhos, pois que um anjo de Deus desceu até ele e lhe disse que o Senhor escutou seus rogos e que Ana, sua mulher, vai conceber em seu ventre.
Tendo saído Joaquim, mandou que seus pastores lhe trouxessem dez ovelhas sem mancha.
Disse ele:
- Estas serão para o Senhor.
Mandou, então separar doze novilhas de leite, dizendo:
- Estas serão para os sacerdotes e para o sinédrio.
Finalmente, mandou apartar cem cabritos para todo o povoado.
Ao chegar Joaquim com seus rebanhos, estava Ana à porta e, ao vê-lo chegar, pôs-se a correr e atirou-se ao seu pescoço dizendo:
- Agora vejo que Deus me bendisse copiosamente, pois, sendo viúva, deixo de sê-lo e, sendo estéril, vou conceber em meu ventre.
Então Joaquim repousou naquele dia em sua casa.
V
No dia seguinte, ao ir oferecer sua dádivas ao Senhor, dizia para consigo mesmo:
- Saberei se Deus me vai ser favorável se eu chegar a ver o éfode do sacerdote.
Ao oferecer o sacrifício, observou o éfode do sacerdote, quando este se acercava do altar de Deus, e, não encontrando pecado algum em sua consciência, disse:
- Agora vejo que o Senhor houve por bem perdoar todos os meus pecados.
Desceu Joaquim justificado do templo e foi para casa. O tempo de Ana cumpriu-se e no nono mês deu à luz.
Perguntou à parteira:
- A quem dei à luz?
A parteira respondeu:
- Uma menina.
Então Ana exclamou:
- Minha alma foi enaltecida - e reclinou a menina no berço.
Ao fim do tempo marcado pela lei, Ana purificou-se, deu o peito à menina e pôs-lhe o nome de Maria.
VI
Dia a dia a menina ia robustecendo-se. Ao chegar aos seis meses, sua mãe deixou-a só no chão, para ver se sustentava-se de pé. Ela, depois de andar sete passos, voltou ao regaço de sua mãe. Esta levantou-se, dizendo:
- Salve o Senhor! Não andarás mais por este solo, até que te leve ao templo do Senhor.
Fez-lhe um oratório em sua casa e não consentiu que nenhuma coisa vulgar ou impura passasse por suas mãos. Chamou, além disso, umas donzelas hebréias, todas virgens, para que a entretivessem.
Quando a menina completou um ano, Joaquim deu um grande banquete, para o qual convidou os sacerdotes, os escribas, o sinédrio e todo o povo de Israel. Apresentou a menina aos sacerdotes, que a abençoaram assim:
- Ó Deus de nossos pais, bendiz esta menina e dá-lhe um nome glorioso e eterno por todas as gerações.
Ao que todo o povo respondeu:
- Assim seja, assim seja! Amém!
Apresentou-a também Joaquim aos príncipes e aos sacerdotes e estes a abençoaram assim:
- Ó Deus Altíssimo, põe teus olhos nesta menina e outorga-lhe uma bênção perfeita, dessas que excluem as ulteriores.
Sua mãe levou-a ao oratório de sua casa e deu-lhe o peito. Compôs, então, um hino ao Senhor Deus, dizendo:
- Entoarei um cântico ao Senhor meu Deus, porque me visitaste, afastaste de mim o opróbrio de meus inimigos e me deste um fruto santo, que é único e múltiplo a seus olhos. Quem dará aos filhos de Rubem a notícia de que Ana está amamentando? Ouvi, ouvi, ó Doze Tribos de Israel: Ana está amamentando!
Tendo deixado a menina para que repousasse na câmara onde havia o oratório, saiu e pôs-se a servir os comensais. Estes, uma vez terminada a ceia, saíram regozijando-se e louvando ao Deus de Israel.
VII
Entretanto, os meses iam-se passando para a menina. Ao fazer dois anos, disse Joaquim a Ana:
- Levemo-la ao templo do Senhor para cumprir a promessa que fizemos, para que Senhor não a reclame e nossa oferenda se torne inaceitável a seus olhos.
Ana respondeu:
- Esperamos, todavia, até que complete três anos, para que a menina não tenha saudades de nós.
Joaquim respondeu:
- Esperaremos.
Ao chegar aos três anos, disse Joaquim:
- Chama as donzelas hebréias que não têm mancha e que tomem, duas a duas, uma candeia acesa e a acompanhem, para que a menina não olhe para trás e seu coração seja cativado por alguma coisa fora do templo de Deus.
Assim fizeram enquanto iam subindo ao templo de Deus. Lá recebeu-a o sacerdote, o qual, depois de tê-la beijado, abençoou-a e exclamou:
- O Senhor engrandeceu teu nome diante de todas as gerações, pois que, no final dos tempos, manifestará em ti sua redenção aos filhos de Israel.
Fê-la sentar-se no terceiro degrau do altar. O Senhor derramou graças sobre a menina, que dançou cativando toda a casa de Israel.
VIII
Saíram, então, seus pais, cheios de admiração, louvando ao Senhor Deus porque a menina não havia olhado para trás. Maria permaneceu no templo como uma pombinha, recebendo alimento pelas mãos de um anjo.
Ao completar doze anos, os sacerdotes reuniram-se para deliberar, dizendo:
- Eis que Maria cumpriu doze anos no templo do Senhor. Que faremos para que ela não chegue a manchar o santuário?
Disseram ao sumo sacerdote:
- Tu que tens o altar ao teu cargo, entra e ora por ela. O que o Senhor te disser, isso será o que haveremos de fazer.
O sumo sacerdote, cingindo-se com o manto das doze sinetas, entrou no Santo dos Santos e orou por ela. Eis que um anjo do Senhor apareceu, dizendo-lhe:
- Zacarias, Zacarias, sai e reúne a todos os viúvos do povoado. Que cada um venha com um bastão e o daquele em que o Senhor fizer um sinal singular, deste será ela a esposa.
Saíram os arautos por toda a região da Judéia e, ao soar a trombeta do Senhor, todos acudiram.
IX
José, deixando de lado sua acha, uniu-se a eles. Uma vez que se juntaram todos, tomaram cada qual seu bastão e puseram-se a caminho, à procura do sumo sacerdote. Este tomou todos os bastões, entrou no templo e pôs-se a orar. Terminadas as suas preces, tomou de novo os bastões e os entregou, mas em nenhum deles apareceu sinal algum. Porém, ao pegar José o último, eis que uma pomba saiu dele e se pôs a voar sobre sua cabeça. Então o sacerdote disse:
- A ti coube a sorte de receber sob tua custódia a Virgem do Senhor.
José replicou:
- Tenho filhos e sou velho, enquanto que ela é uma menina. Não gostaria de ser objeto de zombaria por parte dos filhos de Israel.
Então tornou o sacerdote:
- Teme ao Senhor teu Deus e tem presente o que fez Ele com Datan, Abiron e Corê, de como abriu-se a terra e foram sepultados por sua rebelião. Teme agora tu também, José, para que não aconteça o mesmo a tua casa.
Ele, cheio de temor, recebeu-a sob proteção. Depois, disse-lhe:
- Tomei-te do templo. Deixo-te agora em minha casa e vou continuar minhas construções. Logo voltarei. O Senhor te guardará.
X
Os sacerdotes, então, reuniram-se e concordaram em fazer um véu para o templo do Senhor.
O sumo sacerdote disse:
- Chama algumas donzelas sem mancha, da tribo de Davi.
Os ministros se foram e, depois de terem procurado, encontraram sete virgens. Então o sacerdote lembrou-se de Maria, a jovenzinha que, sendo de estirpe davídica, se conservava imaculada aos olhos de Deus. Os emissários foram buscá-la.
Depois de as terem introduzido no templo, disse o sacerdote:
- Vejamos qual há de bordar o ouro, o amianto, o linho, a seda, o zircão, o escarlate e a verdadeira púrpura.
O escarlate e a verdadeira púrpura couberam a Maria que, tomando-as, foi para casa.
Naquela época, Zacarias ficou mudo, sendo substituído por Samuel, até quando pôde falar novamente. Maria tomou em suas mãos o escarlate e pôs-se a tecê-lo.
XI
Certo dia, pegou Maria um cântaro e foi enchê-lo de água. Eis que ouviu uma voz que lhe dizia:
- Deus te salve, cheia de graça! O Senhor está contigo, bendita és entre as mulheres!
Ela olhou a sua volta, à direita, à esquerda, para ver de onde vinha aquela voz. Tremendo, voltou para casa, deixou a ânfora, pegou a púrpura, sentou-se no divã e pôs-se a tecê-la. Logo um anjo do Senhor apresentou-se diante dela, dizendo:
- Não temas, Maria, pois alcançaste graça ante o Senhor onipotente e vais conceber por Sua palavra!
Ela, ao ouví-lo, ficou perplexa e disse consigo mesma:
- Deverei eu conceber por virtude de Deus vivo e haverei de dar à luz como as demais mulheres?
Ao que lhe respondeu o anjo:
- Não será assim, Maria, pois que a virtude do Senhor te cobrirá com sua sombra. Depois, o fruto santo que deverá nascer de ti será chamado de Filho do Altíssimo. Chamar-lhe-ás Jesus, pois Ele salvará seu povo de suas iniqüidades. Então, disse Maria:
- Eis aqui a escrava do Senhor em Sua presença. Que isto aconteça a mim conforme Sua palavra.
XII
Concluído seu trabalho com a púrpura e o escarlate, levou-o ao sacerdote. Este a abençoou dizendo:
- Maria, o Senhor enaltecer seu nome e serás bendita entre todas as gerações da terra.
Cheia de alegria, Maria foi à casa de sua parente Isabel. Chamou-a da porta e, ao ouví-la, Isabel largou o escarlate, correu para a porta, abriu-a e, vendo Maria, louvou-a dizendo:
- Que fiz eu para que a mãe do meu Senhor venha a minha casa? Pois saiba que o fruto que carrego em meu ventre se pôs a pular dentro de mim, como que para bendizer-se.
Maria havia se esquecido dos mistérios que o anjo Gabriel lhe comunicara, elevou os olhos aos céus e disse:
- Quem sou eu, Senhor, para que todas as gerações me bendigam?
Passou três meses em casa de Isabel. Dia a dia seu ventre aumentava e, cheia de temor, pôs-se a caminho de casa e escondia-se dos filhos de Israel. Quando sucederam essas coisas, ela contava dezesseis anos.
XIII
Ao chegar Maria ao sexto mês de gravidez, voltou José de suas construções e, ao entrar em casa, deu-se conta de que ela estava grávida. Então, feriu seu próprio rosto, jogou-se no chão sobre uma manta e chorou amargamente, dizendo:
- Como é que me vou apresentar agora diante do meu Senhor? E que oração direi eu agora por esta donzela, pois que a recebi virgem do templo do Senhor e não a soube guardar? Será que a história de Adão se repetiu comigo? Assim como no instante em que ela estava glorificando a Deus veio a serpente e, ao encontrar Eva sozinha, a enganou, o mesmo me aconteceu.
Levantando-se, José chamou Maria e disse-lhe:
- Predileta como eras de Deus, como foste capaz de fazer isso? Acaso te esqueceste do Senhor teu Deus? Com pudeste vilipendiar tua alma, tu que te criaste no Santo dos Santos e recebeste alimento das mãos de um anjo?
Ela chorou amargamente dizendo:
- Sou pura e não conheço varão algum.
Replicou José:
- De onde, pois, provém o que carregas no seio?
Ao que Maria respondeu:
- Pelo Senhor, meu Deus, eu juro que não sei como aconteceu.
XIV
José encheu-se de temor, retirou-se da presença de Maria e pôs-se a pensar sobre o que faria com ela. Dizia consigo próprio:
- Se escondo seu erro, contrario a lei do Senhor. Se a denuncio ao povo de Israel, temo que o que acontecer a ela se deva a uma intervenção dos anjos e venha a entregar à morte uma inocente. Como deverei proceder, pois? Mandá-la embora às escondidas.
Enquanto isso, caiu a noite. Eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, dizendo-lhe:
- Não temas por esta donzela, pois o que ela carrega em suas entranhas é fruto do Espírito Santo. Dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, pois que ele há de salvar seu povo dos pecados.
Ao despertar, José levantou-se, glorificou a Deus de Israel por haver-lhe concedido tal graça e continuou guardando Maria.
XV
Por essa ocasião, veio à casa de José um escriba chamado Anás, que lhe disse:
- Por que não compareceste à nossa reunião?
Respondeu-lhe José:
- Estava cansado da caminhada e decidi repousar este primeiro dia.
Ao voltar-se, Anás deu-se conta da gravidez de Maria.
Então, correu ao sacerdote, dizendo-lhe:
- Esse José, por quem respondes, cometeu uma falta grave.
- Que queres dizer com isso? - perguntou o sacerdote. Ao que respondeu Anás:
- Pois violou aquela virgem que recebeu do templo de Deus, com fraude de seu casamento e sem manifestá-lo ao povo de Israel.
Disse o sacerdote:
- Estás certo de que foi José que fez tal coisa?
Replicou Anás:
- Envia uma comissão e te certificarás de que a donzela está realmente grávida.
Saíram os emissário e encontraram-na tal qual havia dito Anás. Por isso levaram-na, juntamente com José, ante o tribunal.
O sacerdote iniciou, dizendo:
- Maria, como fizeste tal coisa? Que te levou a vilipendiar tua alma e esquecer-te do Senhor teu Deus? Tu que te criaste no Santo dos Santos, que recebias alimento das mãos de um anjo, que escutaste os hinos e que dançavas na presença de Deus? Como fizeste isso?
Ela se pôs a chorar amargamente, dizendo:
- Juro pelo Senhor meu Deus que estou pura em sua presença e que não conheci varão.
Então o sacerdote dirigiu-se a José, perguntando-lhe:
- Por que fizeste isso?
Replicou José:
- Juro pelo Senhor meu Deus, que me encontro puro com relação a ela.
Acrescentou o sacerdote:
- Não jures em falso! Dize a verdade! Usaste fraudulentamente o matrimônio e não o deste a conhecer ao povo de Israel. Não abaixaste tua cabeça sob a mão poderosa de Deus, por quem sua descendência havia sido bendita.
José guardou silêncio.
XVI
- Devolve, pois - continuou o sacerdote, - a virgem que recebeste do templo do Senhor.
José ficou com os olhos marejados em lágrimas. Acrescentou ainda o sacerdote:
- Farei com que bebais da água da prova do Senhor e ela vos mostrará, diante de vossos próprios olhos, vossos pecados.
Tomando da água, fez José bebê-la, enviando-o em seguida à montanha, de onde voltou são e salvo. Fez o mesmo com Maria, enviando-a também à montanha, mas ela voltou sã e salva.
Toda a cidade encheu-se de admiração ao ver que não havia pecado neles.
Disse o sacerdote:
- Posto que o Senhor não declarou vosso pecado, tampouco irei condenar-vos.
Então despediu-os. Tomando Maria, José voltou para casa cheio de alegria e louvado ao Deus de Israel.
XVII
Veio uma ordem do imperador Augusto para que se fizesse o censo de todos os habitantes de Belém da Judéia.
Disse José:
- A meus filhos posso recensear, mas que farei desta donzela? Como vou incluí-la no censo? Como minha esposa? Envergonhou-me. Como minha filha? Mas já sabem todos os filhos de Israel que não é! Este é o dia do Senhor, que se faça a sua vontade.
Selando sua asna, fez com que Maria se acomodasse sobre ela. Enquanto um de seus filhos ia à frente, puxando o animal pelo cabresto, José os acompanhava. Quando estavam a três milhas de distância de Belém, José virou-se para Maria e viu que ela estava triste.
Disse consigo mesmo:
- Deve ser a gravidez que lhe causa incômodo.
Ao voltar-se novamente, encontrou-a sorrindo e indagou-lhe:
- Maria, que acontece, pois que algumas vezes te vejo sorridente e outras triste?
Ela lhe disse:
- É que se apresentam dois povos diante de meus olhos: um que chora e se aflige e outro que se alegra e se regozija.
Ao chegar à metade do caminho, disse Maria a José:
- Desça-me, porque o fruto de minhas entranhas luta por vir à luz.
Ele a ajudou a apear da asna, dizendo-lhe:
- Aonde poderia eu levar-te para resguardar teu pudor, já que estamos em campo aberto?
XVIII
Encontrando uma caverna, levou-a para dentro e, havendo deixado seus filhos com ela, foi buscar uma parteira na região de Belém.
Eis que José encontrou-se andando, mas não podia avançar. Ao levantar seus olhos para o espaço, pareceu lhe ver como se o ar estivesse estremecido de assombro. Quando fixou vista no firmamento, encontrou-o estático e os pássaros do céu, imóveis. Ao dirigir seu olhar à terra, viu um recipiente no solo e uns trabalhadores sentados em atitude de comer, com suas mãos na vasilha. Os que pareciam comer, na realidade não mastigavam, e os que estavam em atitude de pegar a comida, tampouco a tiravam do prato. Finalmente, os que pareciam levar os manjares à boca, não o faziam, ao contrário, tinham seus rostos voltados para cima.
Também havia umas ovelhas que estavam sendo tangidas, mas não davam um passo. Estavam paradas. O pastor levantou sua destra para bater-lhes com um cajado, mas parou sua mão no ar.
Ao dirigir seu olhar à corrente do rio, viu como uns cabritinhos punham nela seus focinhos, mas não bebiam. Em uma palavra, todas as coisas estavam afastadas, por uns instantes, de seu curso normal.
XIX
Então uma mulher que descia da montanha disse-lhe:
- Aonde vais?
Ao que ele respondeu:
- Ando procurando uma parteira hebréia.
Ela replicou:
- Mas és de Israel?
Ele respondeu:
- Sim.
- E quem é a que está dando à luz na caverna?
- É minha esposa.
- Então, não é tua mulher?
Ele respondeu:
- É Maria, a que se criou no templo do Senhor, e ainda que me tivesse sido dada por mulher, não o é, pois que concebeu por virtude do Espírito Santo.
Insistiu a parteira:
- Isso é verdade?
José respondeu:
- Vem e verás.
Então a parteira se pôs a caminho junto com ele. Ao chegar à gruta, pararam, e eis que esta estava sombreada por uma nuvem luminosa.
Exclamou a parteira:
- Minha alma foi engrandecida, porque meus olhos viram coisas incríveis, pois que nasceu a salvação para Israel. De repente, a nuvem começou a sair da gruta e dentro brilhou uma luz tão grande que seus olhos não podiam resistir. Esta, por um momento, começou a diminuir tanto que deu para ver o menino que estava tomando o peito da mãe, Maria. A parteira então deu um grito, dizendo:
- Grande é para mim o dia de hoje, já que pude ver com meus próprios olhos um novo milagre.
Ao sair a parteira da gruta, veio ao seu encontro Salomé.
- Salomé, Salomé! - exclamou. - Tenho de te contar uma maravilha nunca vista. Uma virgem deu à luz; coisa que, como sabes, não permite a natureza humana.
Salomé replicou:
- Pelo Senhor, meus Deus, não acreditarei em tal coisa, se não me for dado tocar com os dedos e examinar sua natureza.
XX
Havendo entrado a parteira, disse a Maria:
- Prepara-te, porque há entre nós uma grande querela em relação a ti.
Salomé, pois, introduziu seu dedo em sua natureza, mas, de repente, deu um grito, dizendo:
- Ai de mim! Minha maldade e minha incredulidade é que têm a culpa! Por descrer do Deus vivo, desprende-se de meu corpo minha mão carbonizada.
Dobrou os joelhos diante do Senhor, dizendo:
- Ó Deus de nossos pais! Lembra-te de mim, porque sou descendente de Abraão, Isaac e Jacó! Não faças de mim um exemplo para os filhos de Israel! Devolve-me curada, porém, aos pobres, pois que tu sabes, Senhor, que em teu nome exercia minhas curas, recebendo de ti meu salário!
Apareceu um anjo do céu, dizendo-lhe:
- Salomé, Salomé, Deus escutou-te. Aproxima tua mão do menino, toma-o e haverá para ti alegria e prazer.
Acercou-se Salomé e o tomou, dizendo:
- Adorar-te-ei, porque nasceste para ser o grande Rei de Israel.
De repente, sentiu-se curada e saiu em paz da gruta. Nisso ouviu uma voz que dizia:
- Salomé, Salomé, não contes as maravilhas que viste até estar o menino em Jerusalém.
XXI
José dispôs-se a partir para Judéia. Por essa ocasião, sobreveio um grande tumulto em Belém, pois vieram um magos dizendo:
- Aonde está o recém-nascido Rei dos Judeus, pois vimos sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo?
Herodes, ao ouvir isso, perturbou-se. Enviou seus emissários aos magos e convocou os príncipes e os sacerdotes, fazendo-lhes esta pergunta:
- Que está escrito em relação ao Messias? Aonde ele vai nascer?
Eles responderam:
- Em Belém da Judéia, segundo rezam as escrituras. Com isso, despachou-os e interrogou os magos com estas palavras:
- Qual é o sinal que vistes em relação ao nascimento desse rei?
Responderam-lhes os magos:
- Vimos um astro muito grande, que brilhava entre as demais estrelas e as eclipsava, fazendo-as desaparecer. Nisso soubemos que a Israel havia nascido um rei e viemos com a intenção de adorá-lo.
Replicou Herodes:
- Ide e buscai-o, para que também possa eu ir adorá-lo!
Naquele instante, a estrela que haviam visto no Oriente voltou novamente a guiá-los, até que chegaram à caverna e pousou sobre a entrada dela. Vieram, então, os magos a ter com o Menino e Sua mãe, Maria, e tiraram oferendas de seus cofres: ouro, incenso e mirra.
Depois, avisados por um anjo para que não entrassem na Judéia, voltaram a suas terras por outro caminho.
XXII
Ao dar-se conta Herodes de que havia sido enganado, encolerizou-se e enviou seus sicários, dando-lhes a missão de assassinar todos os meninos de menos de dois anos.
Quando chegou até Maria a notícia da matança das crianças, encheu-se de temor e, envolvendo seu filho em fraldas, colocou-o numa manjedoura.
Quando Isabel inteirou-se de que também buscavam a seu filho João, pegou-o e levou-o a uma montanha. Pôs-se a ver onde haveria de escondê-lo, mas não havia um lugar bom para isso. Entre soluços, exclamou em voz alta:
- Ó Montanha de Deus, recebe em teu seio a mãe com seu filho, pois que não posso subir mais alto.
Nesse instante, abriu a montanha suas entranhas para recebê-los. Acompanhou-os uma grande luz, pois estava com ele um anjo de Deus para guardá-los.
XXIII
Herodes prosseguia na busca de João e enviou seus emissários a Zacarias para que lhe dissessem:
- Aonde escondeste teu filho?
Ele respondeu desta maneira:
- Eu me ocupo do serviço de Deus e me encontro sempre no templo. Não sei onde está meu filho.
Os emissários informaram a Herodes tudo o que se passara e ele encolerizou-se muito, dizendo consigo mesmo:
- Deve ser seu filho que vai reinar em Israel.
Enviou, então, um outro recado, dizendo-lhe:
- Diga-nos a verdade sobre onde está teu filho, porque do contrário bem sabes que teu sangue está sob minhas mãos.
Zacarias respondeu:
- Serei mártir do Senhor, se te atreveres a derramar meu sangue, porque minha alma será recolhida pelo Senhor, ao ser segada uma vida inocente no vestíbulo do santuário. Ao romper da aurora, foi assassinado Zacarias, sem que os filhos de Israel se dessem conta desse crime.
XXIV
Os sacerdotes se reuniram à hora da saudação, mas Zacarias não saiu a seu encontro, como de costume, para abençoá-los. Puseram-se a esperá-lo para saudá-lo na oração e para glorificar o Altíssimo.
Ante sua demora, começaram a ter medo. Tomando ânimo, um deles entrou, viu ao lado do altar sangue coagulado e ouviu uma voz que dizia:
- Zacarias foi morto e não se limpará o seu sangue até que chegue o vingador.
Ao ouvir a voz, encheu-se de temor e saiu para informar os sacerdotes que, tomando coragem, entraram e testemunharam o ocorrido. Então, os frisos do templo rangeram e eles rasgaram suas vestes de alto a baixo.
Não encontraram o corpo, somente a poça de sangue coagulado. Cheios de temor, saíram para informar a todo o povo que Zacarias havia sido assassinado. A notícia correu em todas as tribos de Israel, que o choraram e guardaram luto por três dias e três noites.
Concluído esse tempo, reuniram-se os sacerdotes para deliberar sobre quem iriam pôr em seu lugar. Recaiu a sorte sobre Simeão, pois, pelo Espírito Santo, havia sido assegurado de que não veria a morte até que lhe fosse dado contemplar o Messias Encarnado.
XXV
Eu, Tiago, escrevi esta história. Ao levantar-se um grande tumulto em Jerusalém, por ocasião da morte de Herodes, retirei-me ao deserto até que cessasse o motim, glorificando ao Senhor meu Deus, que me concedeu a graça e a sabedoria necessárias para compor esta narração.
Que a graça esteja com todos aqueles que temem a Nosso Senhor Jesus Cristo, para quem deve ser a glória.


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24 novembro 2007

CHACRAS E MEDIUNIDADE


NOÇÕES BÁSICAS SOBRE OS CHAKRAS


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CHAKRAS e NÁDIS - Chakra é a denominação sânscrita dada aos centros de força existentes nos corpos espirituais do homem; também são chamados lótus ou rodas. Quando eles estão inativos assemelham-se a rodas; quando despertam, eles tomam a aparência de uma flor (lótus) aberta, irradiante, colorida pela freqüência da energia das pétalas.


No Mundaka Upanishad define-se o chakra como o local "onde os nádis se encontram como os raios no cubo de uma roda de carruagem". Os centros são formados pelo encontro destas linhas de força (nádis), do mesmo modo que os plexos, no corpo físico, são formados pelo encontro de nervos.


Existem centros maiores, aqueles que resultam do encontro de um número maior de nádis (21 vezes, segundo Coquet, Les Çakra L'anatomie occulte de L'homme, Paris, 1982), e os centros menores em que a confluência dos nádis é menor. Entre estes últimos existem 21 formados pelo encontro de 14 nádis e outros bem menores formados pelo cruzamento de sete nádis.


NÁDIS e MERIDIANOS - Os nádis são, portanto, linhas de força que não devem ser confundidas com os nervos do corpo físico, embora estejam em relação com eles, como os chakras estão em relação com os plexos e órgãos do corpo físico. São condutores de energia. Os estudos de Motoyama (Teoria dos Chacras, Ed.Pensamento), indicam que eles podem ser comparados aos meridianos sobre os quais trabalha a acupuntura. Esta é também a opinião de Coquet.


No corpo etérico, denominado também pelos teosofistas de corpo físico invisível, porque nasce com o corpo físico e com ele desaparece, os nádis se apresentam como se fossem milhares de finos filamentos de gás néon, entrecruzando-o em toda sua extensão.


O número deles difere na literatura hindu, pelo que se atribui um caráter esotérico às quantidades apontadas: 72.000, 550.000, 720.000, etc. Os mais importantes são Sushumna, Ida, Pingala, Gandhara, Hastajihva, Kuku, Sarasvati, Pusha, Sankhini, Payaswini, Varuni, Alambhusha, Vishvodhara, Yasasvíni. Os três primeiros são os mais importantes, sendo que o Sushumna domina a todos os demais.


IDA, PINGALA, SUSHUMNA - Para que se possa ter uma noção desses três nádis ao longo da coluna vertebral, tomemos uma série de números "8" e os coloquemos em posição horizontal, empilhando-os ao longo da coluna vertebral. Teremos então uma figura semelhante às serpentes no caduceu de Mercúrio. O nádi que sobe pela esquerda é o Ida; o da direita, o Pingala. Não estão, porém, dispostos de forma paralela. Eles entrecruzam-se como nos referimos acima.


No centro corre um canal: é o nádi Sushumna. Ao longo da coluna vai formando uma série de confluências, das quais a mais importante é a existente no chakra frontal, onde desembocam. Ida e Pingala estão sempre ativos, mas o Sushumna permanece inativo, pois o prana ainda não circula através dele.


No interior do Sushumna acham-se três outros nádis: o Vajna, o Chitrini, dentro do qual se encontra o Brahma nádi, ao longo do qual se elevará a energia kundalini.


NÁDI = NATUREZA - Coquet esclarece que: "Cada nádi tem uma natureza quíntupla e encerra cinco fibras de energia estreitamente ligadas no interior de uma bainha que os recobre. Estes filamentos de energia são unidos uns aos outros em relações transversais."


É preciso, entretanto, notar que cinco tipos de energia formam uma unidade e que, tomados em seu conjunto, eles formam a própria bainha etérica. É, diz-se, através destes cinco canais que correm os cinco pranas maiores, vitalizando assim todo o organismo humano. Não existe uma só parte do corpo que não possua uma rede de nádis subjacente à sua forma.



(In Spiritual Unfoldment I do espírito White Eagle pela médium Grace Cooke, iss, Inglaterra), The White Eagle Publishing Trust, 1972).


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22 novembro 2007

Rituais de Saúde


Para garantir boa saúde


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Pegue um papel branco ou verde claro, sem pauta, desenhe um círculo em sentido horário com lápis (use uma tampa ou outro molde para fazer um círculo perfeito); dentro do círculo desenhe uma estrela de seis pontas e no centro dela escreva o nome e a data de nascimento da pessoa que você quer que tenha bastante saúde.


Coloque azeite de oliva sobre o nome da pessoa e em volta do círculo coloque galhos ou folhas de três tipos de ervas (alecrim, boldo e manjericão). Sobre as ervas coloque nove pedras de cristal verde (jaspe-verde ou amazonita ou quartzo verde).


Ascenda uma vela de sete dias verde sobre o nome que está no centro da estrela; reze para Deus e para o Trono Divino da Saúde trazer muita saúde para aquela ou aquelas pessoas (você pode colocar o nome de todos de sua família no mesmo ritual). Ore o Salmo 23 e agradeça toda a saúde recebida.


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Faça isso durante 21 dias (quando acabar a primeira vela, tire e coloque outra no mesmo lugar até terminarem as três velas de sete dias).


Quando terminar o ritual, coloque o papel e as ervas em uma vasilha de barro, queime e as cinzas jogue em água corrente; os cristais verdes lave com água mineral e use com você e se tiver mais algum nome no ritual, dê um cristal para cada pessoa.


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O que é Gnose



Gnose é o substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer.



Gnose é conhecimento superior, interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra epistéme.



Em filosofia, epistéme significa "conhecimento científico" em oposição a "opinião", enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de ágnoia.



A gnose é um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna e maravilhosa.



O objeto do conhecimento da Gnose é Deus, ou tudo o que deriva dEle. Toda gnose parte da aceitação firme na existência de um Deus absolutamente transcendente, existência que não necessita ser demonstrada. "Conhecer" significa ser e atuar, na medida do possível ao ser humano, no âmbito do divino. Por isso, "conhecer" implica a salvação de todo o mal (Ego) em que possa estar imerso o homem que venha a possuir esse "conhecimento".



Gnose é ao mesmo um conceito religioso e psicológico, além de científico, filosófico e artístico. A partir desta visão, o significado da vida aparece como uma transformação e uma visão interior, um processo ligado ao que hoje se conhece como psicologia profunda.



O desejo e as tentativas de conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma, ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma. O desejo desse "conhecimento" é uma nostalgia das origens e procede de um original anelo humano de alcançar a Unidade, do desejo natural, perrene e universal, de fusão do homem com o Ser, do qual acredita ter sido originado.



A Gnose é o comportamento religioso que traduz esta profunda e dolorosa sensação que sentem os homens e mulheres pela separação dos pólos humano e divino. É, no fundo, uma tentativa de compreensão das relações entre o homem e a divindade.



Para Jung, muitos gnósticos nada mais eram do que psicólogos. "A gnose é, indubitavelmente, um conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente. Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da atenção sobre o chamado "fator subjetivo" que consiste, empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia profunda".



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20 novembro 2007

Astrônomo grego calculou com precisão a distância entre a Terra e o Sol


Em 280 antes da Era Cristã, já se sabia que a Terra e a Lua giravam em redor do Sol. O astrônomo grego Aristarco formulou esta teoria e calculou com muita precisão a distância da Terra ao Sol e à Lua. Seu método de cálculo era de tal forma engenhoso que, no século 17, Joannes Kepler ainda o utilizava em seus trabalhos.



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para alguem te procurar


Esta simpatia deve ser feita por quem está ansiosa para ver certa pessoa, que está demorando muito para vir falar com ela. Acenda uma vela numa quarta-feira e diga: "Anjo de guarda, faz com que.. volte para mim, pois eu o amo muito e, livrai-me de todo o mal". Feito isso, reze um Pai-Nosso pro anjo de guarda dele



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19 novembro 2007

blogcamp curitiba 2007 - eu vou



O evento agora acontecerá oficialmente no dia 01 de Dezembro, sábado. O local será o mesmo, ou seja, na Unicenp.


Já estamos desenvolvendo toda a programação, mas podemos adiantar que a idéia básica é a seguinte:


Sexta: 30\11
Teremos um Welcome Blogdrink, em algum lugar central, para justamente recepcionar os blogueiros de outras cidades e estados, bem como todos os inscritos no evento. Neste dia, nos conheceremos, trocaremos cartões e bem provavelmente já iniciaremos a escolha de temas para o debate no dia seguinte.


Sábado: 01\12
Já temos uma programação de horário sugerida, mas ainda será debatida. De qualquer forma, é um modelo:
8hs - Recepção dos participantes
8:30hs - Auditório - Debate
10hs - Coffee Break
10:30hs - Auditório - Debate
12hs - Almoço no Campus.
13:30 - 03 Grupos de Discussão (auditório, Sala 01 e Sala 02)
15hs - Coffee Break
15:30 - 03 Grupos de Discussão (auditório, Sala 01 e Sala 02)
17:30 - Todos juntos no Auditório para debate final e encerramento
19:00 - Encerramento


- BotecoBaladaCamp


Domingo: 02\12
Estamos planejando um encontro para confraternização!


Portanto, organizem suas agendas, esperamos a participação de todos!


Inscrições: Vagas iniciais para 100 pessoas


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18 novembro 2007

glossario - B - 2


Bs.jpgBelzebu: Demônio descrito na Bíblia e em textos cabalísticos, Senhor das Moscas e dos Besouros, ou seja, das forças involutivas da natureza. Era reverenciado por diversos povos semitas. Segundo Samael Aun Weor, em sua obra altamente recomendável A Revolução de Bel (que se encontra em nossa Biblioteca Gnóstica para download), esse demônio foi um poderoso chefe de legiões infernais, porém foi recentemente reabilitado, tornando-se ditinguido iniciado da luz e seguidor dos mestres da Grande Fraternidade Branca.

Beni Elohim: (hebr.) Filhos dos Deuses. (Beni é o plural de Ben: filho.)

Berossus: Sacerdote de Marduk na Babilônia. Escreveu Babiloniaca em grego, cerca de 281 a.C. para Antióquio I, a fim de narrar as antigas tradições gnósticas da Mesopotâmia para os gregos. O trabalho apenas é conhecido em partes, de citações feitas por outros escritores gregos.

Bes: (egípcio) Deus tebano. Deus alado e dançante, protetor do lar. Espírito benfeitor, o qual com sua esposa assistia às jovens parturientes; protegia o amor e a alegria, e afugentava os maus espíritos. Mestre dos mundos subterrâneos, ensina os profundos segredos da Alquimia e seu uso para a desintegração do Ego.

Bhagavad Gita: (sânscr.; O Canto do Senhor) Nono livro do Mahabhárata. Poema composto por 700 versos e dividido em 18 capítulos, considerado pela maioria dos hindus como seu texto religioso mais importante e essência mesma de suas crenças. Quase todos os filósofos hindus importantes escreveram algum comentário sobre o Gita, e ainda continuam aparecendo novas interpretações e traduções desta obra. O Gita, que está incluído dentro do poema épico O Mahabhárata, foi escrito em forma de diálogo entre a encarnação do divino Krishna e um herói humano, o príncipe Arjuna, no campo santo de Kurukshetra, antes da grande batalha de Mahabhárata. Arjuna expressa sua indecisão à hora de batalhar contra amigos e parentes. A resposta de Krishna é uma exortação para que Arjuna cumpra seu dever, ou seja, que como guerreiro que é, deve lutar e vencer. Krishna, logo em seguida, explica a natureza da Alma, o Caminho verdadeiro para chegar ao Absoluto. O Gita recolhe diversas doutrinas, como a imortalidad do Ser do indivíduo (Atman) e sua identidade com a Deidade Suprema (Brahma), o processo da reencarnação e a necessidade de renunciar aos frutos da própria ação pessoal, estabelecendo os principais ensinamentos dos Upanishads e a filosofia de Sankhya. O espírito (Purusha) e a matéria ou natureza (Prakriti), que se divide na tríplice tendência da bondade, paixão e obscuridade, são complementares. Krishna reconcilia as afirmações opostas de sacrifício e dever mundano, por um lado, com a meditação e renúncia por outro, através da devoção a Deus (Bhakti). Esse Deus aparece em uma breve passagem sob sua forma terrífica de Dia do Juízo Final antes de transformar-se na forma humana compassiva de Krishna.


Bhaishajyaguru: (sânscr.; chin. Yao-Hs-Fu; jap. Yakushi Nyorai; tib. Mengyi Lama/ Sman Gyi Bla Ma) No budismo Mahayana, o Buda da Medicina, o buda curador. Também chamado de Buda Azul. Seu mantra é Begandze Begandze Maha Begandze.

Bhákti: (sânscr.; feminino) Devoção ardente.

Bhava-Chakra: (sânscr.; tib. Sipe Khorlo/ Srid Pa'i Khor Lo) A roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (Gati) do Samsara.

Bhavana: (sânscr. e páli) Meditação.

Bhogyá: (feminino) Nome dado à companheira sexual, àquela da qual se obtém o deleite supremo.

Bhumi: (sânscr.) No budismo mahayana, cada um dos dez estágios do Bodhisatva até alcançar a iluminação (Bodhi).

Bíblia: Também chamada Santa Bíblia, Livro Sagrado ou Escrituras de judeus e cristãos. Sem embargo, as bíblias do judaísmo e do cristianismo diferem em vários aspectos importantes. A Bíblia judaica é a escritura hebraica, com 39 livros escritos em sua versão original, à exceção de umas poucas partes que foram redigidas em aramaico. A Bíblia cristã consta de duas partes: O Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento. Os dois ramos principais do cristianismo estruturam o Antigo Testamento de modo algo diferente. A exegese do Antigo Testamento, lida pelos católicos, é a Bíblia do judaísmo mais outros sete livros e adições. Alguns dos livros adicionais foram escritos em sua versão primitiva em grego, como o Novo Testamento. Por sua parte, a tradução protestante do Antigo Testamento se limita aos 39 livros da Bíblia judaica. Os demais livros e adições são denominados apócrifos pelos protestantes, e livros deuterocanônicos pelos católicos. O termo Bíblia chegou ao latim do grego, que significa "livro", forma diminutiva de byblos, termo para "papiro" ou "papel" que se exportava desde o antigo porto comercial fenício de Biblos (atual Líbano). Na Idade Média, os livros da Bíblia eram considerados como uma entidade unificada. Infelizmente, da Bíblia foram suprimidos mais de 160 livros, considerados hoje como apócrifos.


Bija: (neutro) Semente (vegetal, sêmen), os adeptos do tantra utilizam essa palavra para designar as vogais que, segundo eles, fecundam as consoantes, centro das fórmulas sagradas (Mantras). Também designa a Força Sexual que dá o verdadeiro poder aos mantras.

Binah: (hebreu) Inteligência. O nome da terceira Séfira da Tríade Suprema. É denominado o Grande Mar, a Mãe Suprema. Representa a potência feminina do Universo e equivale ao Espírito Santo dos cristãos e ao terceiro aspecto do Logos Cósmico. O primeiro Logos, o Pai, é o Espaço; o segundo Logos é o Filho, o Sol e o Cinturão Zodiacal; e o terceiro Logos é a Natureza.

Bindu: (masculino; sânscr.; páli Thigle/ Thig Le) No budismo Vajrayana, essência ou gota de energia sutil. Gota (principalmente do esperma), ponto essencial luminoso ou sonoro de onde procede toda a manifestação cósmica. O Átomo Ultérrimo, criado pela Mente Cósmica do Divino Espírito Santo.

Birdu: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo, consorte da deusa Manungal. Assimilado com Meslamta'ea, um nome de Nergal.

Blavatsky: (Helena Petrovna Hann Fadeel de Blavatsky, ou HPB, ou somente Madame Blavatsky, 1831-1891) Ocultista, teósofa e autora russa de notável e acidentada vida. Realizou numerosas viagens pelo mundo, fundando en 1875, em Nova York, con Henry S. Olcott e outros a Sociedade Teosófica. Em síntese, foi a mensageira que através de suas obras Ísis sem Véu, A Doutrina Secreta, A Voz do Silêncio, etc., transmitiu à cultura ocidental importantes conhecimentos esotéricos e deu testemunho da presença, na Terra, de uma Hierarquia Oculta formada por Meestres de Sabeduria. Fala-nos o Mestre Samael maravilhas acerca da Grande Mestra, recomenda o estudo de todas as suas obras, em especial A Doutrina Secreta e Ísis sem Véu, e nos diz que a Mestra se reencarnou na cidade de Nova York, desta vez com corpo masculino, e que cumprirá uma Grande Missão oculta mundial.

Boaz: (hebreu) ou Bohaz. Símbolo cabalístico e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de bronze fundidos por Hiram Abif, supremo Arquiteto de Tiro, chamado "O Filho da Viúva", que estavam unidas por um véu que cerrava a entrada do Santuário do Templo de Salomão. Boaz, a coluna negra, era o símbolo da Inteligência: Binah, feminina, a terceira Séfira.

Bodhi: (sânscr. e páli; chin. Wu; jap. Satori, Kenshô; tib. Changchub/ Byang Chub) Iluminação, despertar.

Bodhicita: (sânscr.) Mente da iluminação; no budismo mahayana, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do Bodhisatva.

Bodhidharma: (sânscr.; chin. P'u-T'i-Ta-Mo; jap. Bodai Daruma) Um dos ancestrais do Zen (sécs. 5° - 6°) que introduziu esta escola na China.

Bodhisatva: (masculino; sânscr.; páli Bodhisatta; chin. Pu-Sa; tib. Bosatsu, Bodaisatta; tib. Chang Chub Sempa / Byang Chub Sems Dpa) Ser da iluminação; no budismo Mahayana, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (Paramita) e realizando a mente da iluminação (Bodhicita). Diz-se daqueles seres que obtiveram a Bodhi, porém renunciam, por compaixão aos humanos, sua entrada no Nirvana.

Bön: [-Po] (tib. Bon Po, ou Bön) Religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo. Teve forte influência sobre o budismo tibetano, especialmente na linhagem Niyngma. Existem duas linhas Bön (ou Bonzo): os Böns propriamente, que são magos xamânicos completos, ligados à magia branca, e os Dugpas (ou Dagh-Dugpa), os famosos magos negros tibetanos, os quais são o pólo contrário da Sagrada Ordem do Tibet, esta última presidida pelo Mestre Ascenso Bhagavan Aclaiva. Uma terrível guerra astral entre essas duas últimas "ordens" refletiu-se no mundo físico como a Segunda Guerra Mundial.

Borobudur: Grande construção em forma da Mandala Dupla Swástica, na ilha de Java, Indonésia. Sobre esse templo há um gigantesco Deva que ilumina, cura e inspira a todos os devotos da Senda que ali visitam.

Brahma: (sânscr., masculino) O Deus Criador (primeira manifestação Brahman, o Imanifestado, o Ser do Ser do início dos ciclos cósmicos. O Pai, da Trindade judaico-cristã. Brahama: o Brahmâ, masculino, con a final larga (â), é o Deus ou Princípio Criador do Universo, ou, em outras palavras, é a personificação temporal do poder criador de Brahma. Existe periodicamente tão-somente no período de manifestação do mundo, depois do qual entra de novo em Pralaya, y volta a Brahman, do qual procedeu. Brahmâ, em união com Shiva e Vishnu, forma a Trimurti ou Trindade hindu.

Brahman: (sânscr.) ou Brahmân, é o impessoal, supremo e incognoscível Princípio do Universo, de cuja essência tudo emana e ao qual tudo volta, e que é incorpóreo, imaterial, inato, eterno, sem princípio nem fim. É onipresente, onipenetrante, anima desde o deus mais elevado até o mais diminuto átomo mineral. Segundo os Vedas, Brahma, neutro, com a final breve, ou Brahman, é o Supremo, o Absoluto, a Suprema Divindade, o Espírito Universal e Eterno, que enche, penetra, sustém e anima todo o Universo; é princípio e fim de todos os seres, pois todos emanam d'Ele e a Ele todos voltam ao terminar o Kalpa. O Absoluto, o princípio único de todas as coisas, essência que transcende todas as formas de existência, é idêntico ao Eterno Pai Cósmico Comum, o Pai de nosso Pai, o próprio Absoluto, o sem forma, Aelohim.

Brahma-Vihara: (sânscr. e páli) Meditações ilimitadas; amor (Maitri), compaixão (Karuna), alegria (Mudita) e equanimidade (Upeksha).

Buda, Budha: (sânscr.; chin. Fo; jap. Hotoke, Butsu; tib. Sangye/ Sangs Rgyas) Desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (Bodhi), um dos três preciosos (Triratna).

Budaghosha: Monge da escola Theravada (séc. 4º) que estudou no Sri Lanka; autor do Visudhi-Magga.

Budata: (sânscr. budatva; jap. Bushô; tib. Sangyen Yid/ Sangs Rgyas Nyid) Natureza búdica. Essência espiritual, fragmento da Consciência Divina encerrado nas formas mentais egóicas.

Budhi: (feminino): Inteligência, ser superior ao ser humano, sua principal função é a de refletir sobre a mente (Manas) e a Matéria a luz que emana de Atman.

Bulwer-Lytton: (Edward Cayse, 1803-1873) Escritor, político e esoterista inglês. Pertenceu ao Metropolitan College da Societas Rosicruciana in Anglia. Suas duas principais noveles ocultistas são: Zanoni (1842) e a Vril, a Raça Futura (1872), já clássicas em seu gênero.

Burka: Vestimenta feminina, que mantém o corpo, a face e as mãos cobertas. Representa a virtude do pudor. Conceito infelizmente deturpado.

Butsudan: (jap.) No budismo japonês, pequeno altar familiar.


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ASTROLOGIA DO CONFORMISMO X ASTROLOGIA DA TRANSFORMAÇÃO


Adeus ao Conformismo,
Urano em Peixes nos convida à Transformação

Sílvia Bacci

A entrada de Urano em Peixes marca um momento importante para a humanidade. O signo de Peixes tem como características marcantes a receptividade, a dualidade e a mutabilidade. Representa o amor incondicional e a doação, que pode assumir uma conotação positiva ou negativa, dependendo da sua intensidade e direcionamento. A dependência está profundamente ligada a Peixes. Já Urano é original, rebelde por natureza, repentino e implacável quando se faz necessária uma ruptura, um redirecionamento e um processo de libertação. A independência é sua marca. Que nos reserva esta incomum associação? Certamente o adeus ao conformismo. A percepção aguda de que não há tempo a perder.

Tudo o que Urano não permite é a acomodação e adoção de estereótipos. Sua natureza inquieta e radical nos lembra que a vida não dá garantia de nada.
A astrologia assume definitivamente seu papel transformador, a partir do momento em que Urano traz à consciência até os conteúdos mais submersos e nebulosos, bem à moda de Peixes. Tudo o que Urano não permite é a acomodação e adoção de estereótipos. Sua natureza inquieta e radical nos lembra que a vida não dá garantia de nada. E a impressionabilidade de Peixes, que tudo absorve, como uma verdadeira "esponja energética", torna esta conscientização ainda mais profunda.

O processo de transformação torna-se urgente por Urano e abrangente, por Peixes, que concentra em si as lições de doze signos, por ser o último, por representar a síntese de um percurso zodiacal. A alma já não pode se manter indiferente diante da perturbação elétrica de um insight que este conjunto de símbolos e arquétipos nos traz, com a iminência de revoluções, internas e externas, em nossas vidas. A causa é mais nobre de todas: a liberdade de ser quem somos.

A localização, no final do zodíaco, dos signos de Aquário - regido pelo planeta Urano - e de Peixes nos dá uma pista desta poderosa associação. Em Aquário chegamos a um ponto da jornada zodiacal em que a identidade é menos importante que o coletivo, o grupo, a causa, o ideal. Já em Peixes a identidade vive uma verdadeira dissolução, diante da diversidade de sensações e impressões provocadas pelo mundo e que facilmente penetram sua essência.
Arquétipos do final de um ciclo, eles nos lembram que muito já foi aprendido e que é tempo de colher frutos destas lições.

Como poderíamos interferir no processo de nossos clientes, poupando-os de suas lições?

E os astrólogos? Urano, regente da astrologia, vem nos trazer a lição da transmutação, em Peixes, da nossa maneira de atuar. Toda a sensibilidade, percepção e adaptabilidade deste signo mutável, unidas à irreverência, quebra de padrões e sede de liberdade de Urano, resultam numa proposta de trabalhar a astrologia de maneira diferente.

A impessoalidade e o espírito científico - tipicamente aquarianos - podem ser "umedecidos" pela água de Peixes e suas emoções e resultar em padrões de atendimento não menos éticos, porém mais afetivos e pessoais. As certezas podem ser mutáveis e adaptáveis, como é o último signo do zodíaco; afinal, estamos lidando com pessoas, e não símbolos. Em contrapartida, a tentação de sermos redentores das almas em conflito - à moda pisciana, onde os papéis de vítima, perseguidor e salvador são recorrentes - caem por terra diante da imprevisibilidade de Urano.
Quando ele atua, não existe choro, não há rota de fuga, somos obrigados a ficar e presenciar sua revolução. Assim é em nosso próprio aprendizado... como poderíamos interferir no processo de nossos clientes, poupando-os de suas lições?

Nossa missão é estimular processos de conscientização. A tradução que realizamos dos sinais do céu tem como objetivo expandir a percepção do ser humano sobre si mesmo, seus conteúdos e sobre o contexto no qual está inserido. Urano em Peixes vai identificar a necessidade de transformações no mundo e nas almas em busca de progresso pessoal com uma grande dose de entrega, intuição e fé.
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17 novembro 2007

O Mapa de Piri Reis



Em 9 de novembro de 1929, enrolado em uma prateleira empoeirada do famoso Museu Topkapi, em Istambul, dois fragmentos de mapas foram encontrados. Tratava-se das cartas de um almirante turco, Piri Reis, célebre heroi(para os turcos) e pirata(para os europeus), que nos deixou um extraordinário livro de memórias intitulado Bahrye, onde relata como preparou estes mapas.


Sua obra já era conhecida há muito tempo, mas somente adquiriu importância após a descoberta de tais cartas, ou melhor, após as cartas e o livro terem sido confrontados e averiguados sua veracidade.


Descendente de uma tradicional família de marinheiros, suas façanhas contribuiram para manter alto no Mediterrâneo o prestígio da marinha turca. Em sua obra são descritas em detalhes as principais cidades daquele mar e apresenta ainda 215 mapas regionais muito interessantes. Afirma ainda em sua obra que: "a elaboração de uma carta demanda conhecimentos profundos e indiscutível qualificação".


No prefácio de seu livro Bahrye, Piri Reis descreve como se baseou e preparou este tão polêmico mapa, na cidade de Galibolu, entre 9 de março e 7 de abril de 1513. Declara aí que para fazê-las estudou todas as cartas existentes de que tinha conhecimento, "algumas delas muito antigas e secretas". Eram mais de 20, "inclusive velhos mapas orientais de que era, sem dúvida, o único conhecedor na Europa".


Piri Reis era um erudito, e o conhecimento que tinha das línguas espanhola, italiana, grega e portuguesa, muito o auxiliou na confecção das cartas. Possuia inclusive um mapa desenhado pelo próprio Cristóvão Colombo, carta que conseguira através de um membro de sua equipe, que fora capturado por Kemal Reis, tio de Piri Reis.


Os mapas de Piri Reis são uma preciosidade ilustrados com imagens dos soberanos de Portugal, da Guiné e de Marrocos. Na África, um elefante e um avestruz; lhamas na América do Sul e também pumas. No oceano, ao longo dos litorais, desenhos de barcos. As legendas estão grafadas em turco. As montanhas, indicadas pela silhueta e o litoral e rios, por linhas espessas. As cores são as convencionalmente utilizadas: partes rochosas marcadas em preto, águas barrentas ou pouco profundas por vermelho.


A princípio não lhes foram atribuidas o devido valor. Em 1953, porém, um oficial da marinha turca enviou uma cópia ao engenheiro-chefe do Departamento de Hidrografia da Marinha Americana, que alertou por sua vez Arlington H. Mallery, um especialista em mapas antigos. Foi então quando o "caso" das cartas de Piri Reis veio a tona.


Mallery fez estudar as cartas por algumas das maiores autoridades mundiais do assunto, como o cartógrafo I. Walters e o especialista polar R. P. Linehan. Com a ajuda do explorador sueco Nordenskjold e de Charles Hapgood e seus auxiliares, chegaram a uma conclusão sobre o sistema de projeção empregado nos mapas que fora então confirmada por matemáticos: embora antigo, o sistema de Piri Reis era exato. Além disso, o mapa traz desenhadas, na parte da América Latina, algumas lhamas, animais desconhecidos na Europa, àquela época. Também as posições estão marcadas corretamente, quanto à sua longitude e latitude. O mais impressionante é que até o século 18, os navegadores corriam risco de que seus barcos batessem em litorais rochosos, pois lhes faltava algo. A capacidade de calcular a longitude. Para isso necessitavam de um relógio extremamente preciso. Somente em 1790 o primeiro relógio marinho preciso foi inventado e os navegadores puderam saber sua posição nos mares.


Comparado a outras cartas da época, o mapa de Piri Reis as supera em muito.


A análise das cartas de Piri Reis esbarrou em outra polêmica: se tudo ali aparece representado com notável exatidão, então como explicar as formas das regiões árticas e antárticas, diferentes das da nossa era? O resultado das pesquisas é incrível. As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exatamente como estavam à mostra antes da última glaciação. E de maneira perfeita. Confrontando as indicações dos mapas com os levantamentos sísmicos realizados na região em 1954, tudo batia em perfeita concordância, exceto por um local, o qual Piri Reis indicava por duas baías e o mapa recente, terra firme. Realizados novos estudos, verificou-se que Piri Reis é que estava certo. O estudioso soviético L. D. Dolgutchin julga que as duas cartas foram elaboradas após a derradeira glaciação terrestre, com o auxílio de instrumentação avançada; o que nada nos esclarece.


Levando-se em conta a história como nos é contada e aos conhecimentos que temos em mãos, fica a pergunta: de onde vieram estes instrumentos e como existiriam tais instrumentos antes de Colombo?


A resposta deve estar nos "mapas antigos e secretos" que ele usou como orientação para suas cartas. Estudos mostram que a glaciação dos pólos ocorreu depois de uma época situada aproximadamente entre 10.000 anos atrás. Naquela época, o que havia de mais civilizado, segundo os historiadores clássicos, eram os Cro-Magnon da Europa. Além disso, Mallery chama atenção de que para elaborar um mapa como aquele, Piri Reis precisaria de toda uma equipe perfeitamente coordenada e de levantamento cartográfico aéreo. Mas quem teria, naquela época, aviões e serviços geográficos?


O mistério continua: de onde vieram estes mapas? Quem cartografou o globo com uma acuidade que mal podemos conseguir hoje?


Bibliografia:




  • Grandes enigmas da humanidade, Editora Vozes - Luiz C. Lisboa & Roberto P. de Andrade;

  • The Orygins of Man - NBC;

  • Maps of the ancient seas - Charles H. Hapgood



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