31 maio 2008

Viver para amar - Lawrence Kelemen



Durante os últimos 13 anos tive o privilégio de estudar com um grupo essencialmente de anciãos judeus em Jerusalém que conduzem suas vidas de acordo como seus antepassados conduziram milhares de anos atrás. Estas pessoas têm a mente centrada num único objetivo de preservar a sua cultura e costumes, assim como seus pais e avós. Pelos seus olhos eu sou um ganho, um vislumbre de como as comunidades judaicas de muito tempo atrás abordavam a vida em geral e as questões educacionais em particular. Estes judeus tradicionais representam uma mina de ouro.
Eu nunca me esquecerei da noite em que um estudioso tradicional judeu falou sobre a centralização do amor. Enquanto seus alunos, sentados ao seu lado estavam prontos para ouvir e assimilar aquelas instruções, o professor ergueu um grande volume da Torá, abriu-o, e começou a ler: "Veja que eu [D'us] coloquei perante ti a vida e o bom, a morte e o mal; e estou mandando você amar..."
O estudioso de idade avançada parou, fechou seus olhos, pensando profundamente. Então, de olhos ainda fechados, repetiu, "eu coloquei perante ti a vida... e eu estou mandando você amar." Ele trouxe o livro mais perto de seus olhos, piscou os olhos para ver a minúscula impressão, e leu o comentário do sábio espanhol do século 11, Rabino Abraham Ibn Ezra: "Este verso nos ensina que a vida é para amar."
O mestre do talmud fechou seus olhos novamente. Então, repetiu, "A vida é para amar."Toda criatura tem seu propósito, e o nosso é fazer amizades, criar proximidade.
Atenção é a chave Hoje, meus colegas da UCLA e Harvard estão alcançando os judeus tradicionais de Jerusalém. Os pesquisadores mais antigos acreditam que as crianças são melhores quando criadas em lares em que a vida é para amar, ou seja, em que há amor pela vida. Principalmente as pessoas na universidade estão começando a enfatizar a importância da atenção e do afeto, dois pilares da abordagem judaica tradicional para a criação dos filhos.
O primeiro passo em ser afetuoso com uma criança é ser sensível as suas necessidades e atendê-las. Isto não é uma tarefa fácil. Muitos pais novos estão surpresos pela dificuldade em sustentar a sensibilidade e a atenção durante o dia e a noite. Não temos escolha, pois o amor e a atenção e tudo o que eles representam são cruciais para o desenvolvimento da criança.
Quando estamos atentos às necessidades de uma criança, despertamos uma sensação de segurança e confiança, que os psicólogos chamam de afeto, e este dá as crianças a força interna que precisam para lidar com as tensões que virão mais tarde em sua vida. Quando os pesquisadores em Nova Jersey avaliaram os níveis de afeto em meninos de 1 ano de idade e depois acompanharam as crianças por vários anos, eles viram que 40 por cento dos meninos inseguros no afeiçoamento, mostraram sinais de psicopatologia, comparados a 6 por cento dos meninos que tinham segurança em sua conexão com os pais.
A pesquisa também liga a auto-estima com pais atentos. Além disso, os pais atentos não só produzem filhos que tem uma boa auto-estima como também esta auto-imagem positiva dura por 20 anos. Num estudo em mulheres criadas em Islington, na Inglaterra, investigadores descobriram que crianças criadas por pais mais responsivos tinham duas vezes mais probabilidade de ter imagem própria positiva quando adultos do que aquelas criadas por pais menos responsivos. E crianças que se sentem bem consigo mesmas têm aspirações mais altas, têm um desenvolvimento melhor na escola, ganham melhores salários quando crescem, e lidam com o estresse de forma mais eficaz.
Muitos pais se preocupam com o fato de que muita atenção pode enfraquecer a independência e confiança do filho. Mas, oposto é verdade. "As crianças que experimentam uma satisfação consistente e considerável das necessidades no início não ficam 'deterioradas' ou 'dependentes," explica o Dr. Terry Levy, Presidente da "Association for Treatment and Training in the Attachment of Children", ("Associação para Tratamento e Treinamento de Afeto das Crianças") "Elas se tornam mais independentes, seguras e confiantes."
As crianças choram menos freqüentemente e por menos tempo depois de seus primeiros nove meses, quando os responsáveis por ela respondem prontamente às suas necessidades durante seus primeiros nove meses. Reciprocamente, as crianças que não recebem atenção suficiente no começo tendem a ser muito grudada aos pais, sofrer de ansiedade na separação, e responder com pânico quando levado a explorar o mundo afora ou quando ficam com pessoas diferentes das que cuidaram delas.
Cuidados na noite As crianças precisam sempre de respostas sensíveis e isto ocorre principalmente à noite. A combinação de sonolência e escuridão faz com que as crianças se sintam mais vulneráveis. Temos que nos esforçar muito para ficarmos atentos para a angústia/aflição da criança durante a noite.
O ato de ignorar os gritos das crianças de noite está tragicamente ilustrado durante a única experiência cultural moderna em que crianças foram voluntariamente afastadas de seus pais durante as horas de sono. Começando nos anos 30, os pais que viviam em kibbutzim seculares de Israel preferiram que suas crianças dormissem longe de casa, em instalações públicas para crianças. O tamanho destas instalações tornava impossível atender prontamente a toda criança que chorava, mas os pioneiros do kibutz achavam que suas crianças se ajustariam com este fato, de terem menos atenção.
Porém, os estudos comprovaram que as crianças deste kibutz, que dormiam nestas instalações, sofreram de muitas desordens psicológicas, inclusive traumas de privação de afeto, depressão, esquizofrenia, baixa auto-estima, e problemas com álcool e droga. Em 1994, mais de metade das crianças israelitas dos kibutzim exibiram sintomas e psicopatologia associadas à insegurança na afeição, a falta de afeto.
O Professor Carlo Schuengel, um pesquisador da Universidade de Leiden (Países Baixos), repetiu as descobertas de muitos pesquisadores ao descobrir a causa da desintegração psicológica experimentada pelas crianças do Kibutz: "Embora o fato de dormir coletivamente possa permitir a monitoração da segurança das crianças, isso as deixa com uma sensação limitada e precária de segurança."
Como os dados revelados mostraram os danos que as crianças poderiam sofrer dormindo em instalações, os líderes do kibutzim abandonaram a experiência. O última instalação foi fechada em 1998.
Chorar? Espantosamente, algumas crianças estão sendo expostas a este tipo de experiência em sua própria casa. O programa de treinamento do sono "deixar chorar" oferece aos pais uma alternativa efetiva para os incômodos do cuidado da criança durante a noite. Os psicólogos Behavioristas que estão por detrás deste plano comprovam que quando os gritos da criança durante a noite não são respondidos, elas param de chorar dentro de três dias. Embora o programa tenha sido elogiado como "um novo, método revolucionário de ensino para que as crianças durmam a noite toda", isto não é nada mais que uma revivificação da desastrosa experiência do kibutz, e o que realmente ensina as crianças é o desespero.
As pessoas são atraídas pelo método do "deixar chorar" pela mesma razão pela qual são atraídas para muitas outras técnicas destrutivas de criar uma criança: elas oferecem uma rápida melhora. Porém, pedagogos inteligentes levam em conta os bens, em longo prazo, de toda as estratégias para criar uma criança. Ignorar o choro da criança durante a noite, pode, eventualmente, trazer tranqüilidade, mas não traz segurança.
Deste modo, crianças treinadas com este método despertam mais freqüentemente durante a noite, dormem menos eficazmente, e ficam mais cansadas durante o dia do que as crianças em que os pais foram mais atentos. Além disso, crianças destituídas de conforto à noite correm o risco de terem vários tipos de psicopatologias descobertas entre as crianças do kibutz.
Criar um ambiente cuidadoso Os pais mais atenciosos vão muito mais além do que o cuidado durante a noite. Por exemplo, durante o dia, os recém-nascidos anseiam por um olhar de seus pais ou de quem cuida deles. Eles visualizam objetos de 7 a 12 polegadas distante, exatamente a distância necessária para ver os olhos dos pais quando estão em seus braços.As crianças também respondem com prazer e interesse quando lhes mostram uma máscara de um rosto humano. Quando a parte mais baixa da máscara é coberta, a resposta da criança não muda. Porém, quando um olho da máscara é coberto, as crianças expressam desgosto e apatia.
Quando as crianças amadurecem, elas ainda precisam da atenção dos pais. As crianças entre 1 e 3 anos prosperam quando brincamos com elas, e as pré-escolares adoram quando lemos histórias para elas. Não importa muito para a criança do que brincamos ou que história lemos, desde que estejamos lhes dando toda a atenção.
Já as crianças do primário precisam que os pais escutem-nas recontar as aventuras do dia, e freqüentemente repetirão as mesmas histórias inúmeras vezes só para segurar nossa atenção. Elas querem nossa participação nas suas lições de casa e nos seus jogos. Se nossas crianças aprendem que podem contar com nossa atenção mesmo nos anos em que quase não precisam dela, que é no começo, elas continuarão a contar conosco durante a adolescência também.
O ingrediente de afeto
A afeição é muito mais do que somente atenção. A atenção exige que sejamos responsivos às necessidades da criança. Já o afeto é o próximo passo. É o ato amoroso, a maneira mais poderosa de transmitir o amor. Precisamos fazer esforços especiais para colocarmos este ingrediente mágico em nossas interações.
As mães de Uganda tendem a ser mais atentas e responsivas do que muitas mães Americanas. A Dr. Mary Ainsworth, Professora de Desenvolvimento de Criança na Universidade de Toronto e na Universidade de Virgínia, descobriu que as crianças de Uganda são muito mais seguras afetivamente do que as de um grupo em Baltimore. Mesmo que as mães de Uganda não expressam sinas de afeto como abraços ou beijos, os bebês de Uganda muito raramente manifestam qualquer padrão de comportamento próximo ao afeto.
Conter o afeto tem conseqüências. O Dr. Ainsworth descobriu que as crianças que foram privadas de afeto tratavam uns aos outros de modo indiferente. O Dr. Kevin MacDonald, Professor de Psicologia da Universidade do Estado de Califórnia, em Long Beach diz que este tipo de comportamento é previsível. As crianças que crescem em sociedades menos afetuosas expressam menor comportamento social e altruísta. Já os pais mais afetuosos tendem a produzir um comportamento mais social e amoroso.
O afeto também prepara as crianças para a amizade e intimidade. Uma pletora de literatura científica diz que as crianças que recebem mais afeto tendem a ter mais interações positivas e amizades mais íntimas. O Dr. Bowlby fala que as crianças que crescem em ambientes afetuosos tendem a casar e permanecer casados mais do que as criadas num ambiente sem afeto.
Prevenção da delinqüência Os abraços neutralizam a delinqüência. Assim dizem os pesquisadores do Centro da Universidade Médica de Duke, que compararam históricos de crianças normais com os de delinqüentes. Depois de verificarem uma série de fatores, os pesquisadores de Duque descobriram que a afeição paterna é o ingrediente ativo. Eles concluem sua pesquisa afirmando que, "Os meninos violentos provavelmente não tiveram pais que os abraçasse ou expressassem afeição verbalmente."
Criminologistas da Universidade de Illinois e Northeast também afirmam que a falta de afeto dos pais é "o prognóstico mais importante da delinqüência crítica e persistente." Os sociólogos da Universidade de Wisconsin e da Universidade do Estado da Flórida ao revisarem a literatura psicológica, também encontraram "ausência de amor, afeto, ou o carinho dos pais" associado a agressividade, delinqüência, abuso de drogas, e a criminalidade.
Preparando as crianças para a bondade Os psicólogos se diferem em relação ao fato de como o amor cultiva a bondade. Alguns sugerem que as crianças simplesmente estão mais dispostas a aceitar os valores dos pais e professores que têm a figura autoritária mais afetuosa. Outros propõem um mecanismo biológico, argumentando que a afeição desenvolve algumas partes do cérebro responsáveis pela conscientização e internalizacão da orientação moral.
O Dr. Harry Chugani, neurologista do Hospital das Crianças de Michigan, revelou em 1998 que as crianças criadas em ambientes privados de amor mostraram um evidente metabolismo anormal numa área especifica do lóbulo temporal do cérebro que envolve a função social. "Podemos supor," Chugani diz, "que o quê vimos nos testes esta relacionado a negligência, a uma falta de interação materna com a criança numa fase crítica."
Um grupo liderado por Elinor Ames, da Universidade britânica de Simon Framor, em Columbia, conduziu o que muitos julgam ser o estudo mais completo sobre crianças criadas em orfanatos romenos e concluíram sua experiência, "A experiência num orfanato tende a refrear todas as áreas da inteligência [inclusive] a motora, personalidade social e desenvolvimento da linguagem."
Juntando todos os ingredientes básicos do amor, a atenção e o afeto, constituem os fatores mais importantes no desenvolvimento humano. O amor não é apenas um luxo.
Arrumar tempo para o amor Praticamente, todos esses dados significam que precisamos ter muita atenção e afeto, e que isto leva tempo, mais tempo do que a maioria das pessoas pensa. Uma mãe americana que estudou em Stanford e na Universidade da Califórnia, tendo um grau avançado de estudo, confessou recentemente, "Enfrentei todos os desafios acadêmicos, inclusive escrever minha tese de doutorado, mas nada disso se compara ao desafio que enfrento agora para criar meus três filhos."
Freqüentemente, encontrar tempo para os filhos é o aspecto mais difícil para a educação dos pais. O Dr. Bowlby tratou deste desafio durante sua palestra para a equipe psiquiátrica do Hospital Michel Reese, em 1980:
Cuidar de um bebê ou de uma criança de até 3 anos é como um trabalho de 24 horas por dia, sete dias na semana, e com certeza um dia será mais preocupante do que os outros. E ainda que a carga diminua um pouco quando a criança fica mais velha, se ainda estiverem florescendo, exigirá muito tempo e atenção.
Para muitas pessoas hoje estas são verdades desagradáveis. Dar tempo e atenção para as crianças significa sacrificar outros interesses e atividades. Porém, creio que as evidências do que estou dizendo são irrepreensíveis. Estudo após estudo... atestam que adolescentes saudáveis, felizes e confiantes são os produtos de casas estáveis em que pai e mãe dão muito tempo e atenção para as crianças.
Muito antes de o primeiro filho nascer, devemos estar conscientes do fato de que nossa vida irá mudar dramaticamente, e que sacrifícios deverão ser feitos.

Crianças solitárias Hoje nos Estados Unidos, mais de 60 por cento das mães de crianças pequenas trabalham. Mais de metade dos pais americanos dizem não ter tempo suficiente para cuidar de seus filhos. Realmente, durante os últimos 20 anos, o tempo médio que os pais passam por semana com os filhos diminuiu para 12 horas.
O adolescente americano passa três horas e meia do dia completamente sozinho todo dia, e nas palavras de um repórter da Newsweek, "A solidão pode se estender até a noite. O almoço para esta geração não passa de um toque no botão de esquentar do microondas".
Os internos pediátricos dos orfanatos da Romênia têm somente 10 minutos de conversação por dia. Um adolescente dos Estados Unidos fala mais ou menos sete minutos por dia com sua mãe e cinco com seu pai. A autora Patricia Hersch, ao descrever as experiências que teve escrevendo um livro sobre a adolescência em Virgínia confessa: "Toda criança que eu falei disse que queria mais adultos em sua vida, especialmente seus pais".
Perigos da profissão O Homem tem muito a ganhar e pouco a perder quando sua esposa vai trabalhar. Eles se beneficiam da renda adicional, e são menos sensíveis a solidão de seus filhos do que as mães. Como o professor da Universidade de Yale, David Gelernter explica:
A maioria das mães, suponho, valorizam muito mais os interesses dos filhos, acima do dinheiro, poder ou prestigio, e ainda são assim. E afirmo que os maridos mais típicos têm muito prazer em mandar suas esposas trabalharem. A sociedade costumava impedir que os maridos pressionassem suas esposas (publicamente ou sutilmente) a deixarem as crianças e conseguirem um trabalho. Não mais.
Mulheres, por outro lado, têm um estresse muito grande tentando equilibrar as exigências do trabalho com o cuidado dos filhos. Sem dúvidas, as mulheres têm uma carreira dupla com a casa e o trabalho. A colunista da Times, em Nova Iorque e mãe de dois filhos, Anna Quindlen, fala:
Betty Friedan escreveu em "The Feminine Mystique" ("A Mística Feminina")" que a pergunta para as mulheres nesses tempos é: "Isto é tudo?" Agora, é claro, nos sentimos diferente. Espero que isto seja tudo, porque não consigo lidar com mais do que isso.
Até a feminista radical de 1960, Sara Davidson, admitiu em 1984, "Como conciliar família e carreira é o assunto crucial não resolvido nas vidas das mulheres." Ela expressa as frustrações de milhões de mulheres quando escreveu, "Passo a maioria do meu tempo com três coisas: bebê, trabalho, e manter o casamento em ordem. Acho que posso lidar com dois maravilhosamente, mas três me levam a exaustão."
A tensão freqüente das mulheres no trabalho tem conseqüências na saúde. Os pesquisadores da Universidade de Duke descobriram que mulheres que trabalham tempo integral com um filho em casa excreta níveis mais altos do hormônio da angústia a cortisona do que os homens ou mulheres que trabalham tempo integral sem crianças em casa. Um estudo com as mães que trabalham tempo integral na Inglaterra descobriu que as mulheres que trabalham possuem 50 por cento mais enfermidades e danos à saúde do que as mulheres que ficam em casa cuidando de seus filhos.
Outros estudos descobriram também que as mães que trabalham recebem "pontuações mais altas para sentirem estresse e a pressão de tempo" entre os adultos dos Estados Unidos, ou seja, apresentam uma "tensão maior" e baixa auto-estima, mais do que as donas de casa com crianças que adotam um padrão de "menos atenção para seu bem-estar e saúde própria" a fim de lidar com o papel de mãe.
As mães que trabalham podem também se privar emocionalmente de seus recém-nascidos, evitar a ansiedade da separação ao retornarem a seu trabalho. "Muitos pais que trabalham se guardam contra a intimidade com suas crianças, o que pode trazer dor quando voltam a trabalhar," diz T. Berry Brazelton, Professor de Pediatria da Universidade de Harvard, "É muito doloroso reconhecer a proximidade somente para depois desistir dela".

Evitar o assunto
Muitos pais que têm essa dupla carreira sabem que há algo faltando, mas a procura por soluções não compromete suas carreiras. O mais velho truque de chamar a vovó não é mais uma opção válida desde que a maioria das avós já trabalham também. Um folheto distribuído pela MCI Telecomunicações oferece alguns serviços tecnológicos: enviar mensagens por fac-símile, fita com histórias gravadas para a hora de dormir, gravar eventos das crianças e mostrar enquanto os pais estão fora. Até mesmo o pai muito ocupado para registrar suas próprias histórias para a de hora de dormir podem contar com a era da informática, especialmente se vive em Nova Iorque, onde há um serviço de contador de histórias por telefone que cobra 0,85 centavos por minuto.
Muitas mães se voltam para o programa de cuidado das crianças, o daycare, mas esta solução falha em duas coisas. Primeiro, o custo é muito alto, e segundo esses programas não oferecem algo de que as crianças mais precisam: atenção e afeto.
Pesquisadores da Universidade de Chicago e da Universidade de Illinois demonstram que muitas crianças normais, de até oito meses, colocadas neste tipo de programa começam a sofrer desordens ao torno dos 12 meses de idade. Eles concluem a pesquisa com uma advertência, "As repetidas separações diárias sofridas pelas crianças cuja mãe trabalha tempo integral constituem um fator de risco para psicopatologias."
O Dr. Jay Belsky, professor da Universidade do Estado da Pennsylvania, também fala dos perigos de deixar a criança como a "insegurança afetiva, agressividade exaltada, desobediência, e afastamento."
Prover as necessidades emocionais de nossos filhos não é fácil. As crianças precisam de amor. Elas não conseguem prosperar sem nossa atenção e afeto. Se isto exige que organizemos novamente nosso estilo de vida, é algo de qual nunca lamentaremos depois.
Se viver é para amar, então as coisas habituais que os anciãos judeus de Jerusalém enfatizam, como estar sempre presente, dar um abraço e um pouco de carinho é, realmente, um grande negócio.

http://www.aishbrasil.com.br/new/artigo_viver.asp

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História do Baphomet



A história em torno do Baphomet está intimamente relacionada com a da Ordem do Templo.


A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, também conhecida como Ordem do Templo, foi fundada no ano de 1118. O objetivo dos cavaleiros templários era proteger os peregrinos em seu caminho para a Terra Santa. Eles receberam como área para sua sede o território que corresponde ao Templo de Salomão, em Jerusalém, e daí a origem do nome da Ordem.


Segundo a história, os Cavaleiros tornaram-se poderosos e ricos, mais que os soberanos da época. Segundo a lenda eles teriam encontrado no território que receberam documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Segundo alguns, eles ficaram com a tutela do Santo Graal, o cálice onde foi coletado o sangue de Jesus Cristo na cruz, e o mesmo que foi usado na última ceia.


Em 13 de outubro de 1307, sob as ordens de Felipe, o Belo (grande devedor de dinheiro para a Ordem) e com o apoio do Papa Clemente V, os cavaleiros foram presos, torturados e condenados a fogueira, acusados de diversas heresias.


A Igreja acusava os templários de adorar o diabo na figura de uma caveira que eles chamavam Baphomet, de cuspir na cruz, e de praticar rituais de cunho sexual, inclusive práticas homossexuais (embasado no símbolo da Ordem, que era representado por dois Cavaleiros usando o mesmo cavalo). O Baphomet tornou-se o bode expiatório da condenação da Ordem pela Igreja Católica e da matança de templários na fogueira que se seguiu a isto.


Origem da expressão "Baphomet"


A origem da palavra Baphomet ficou perdida, e muitas especulações podem ser feitas, desde a impossível derivação (corruptela, deformação) de Mahomet (o nome do profeta do Islã), até Baph+Metis do grego "Batismo de Sabedoria". Outra teoria nos leva a uma composição do nome de três deuses: 'Baph', que seria ligado ao Deus Baal; 'Pho', que derivaria do deus Moloc; e 'Met', advindo de um deus dos egípcios, Set.


A palavra "Baphomet" em hebraico é como segue: Beth-Pe-Vav-Mem-Taf. Aplicando-se a cifra Atbash (método de codificação usado pelos Cabalistas judeus), obtem-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletra-se Sophia, palavra grega para "Sabedoria".
Significados possíveis


O símbolo do Baphomet é fálico, haja visto que em uma de suas representações há a presença literal do falo devidamente inserido em um vaso (símbolo claro da vulva). O Baphomet de Levi possui mamas de mulher e o penis é metaforicamente representado por um Caduceu. Este tipo de simbologia sexual aparece com freqüência na alquimia (o coito do rei e da rainha), com a qual o ocultismo tem relação.


Pode ser interpretado em seu aspecto metafísico, onde pode representar o espírito divino que "ligou o céu e a terra", tema recorrente na literatura esotérica. Isto pode ser visto no Baphomet de Eliphas Levi, que aponta com um braço para cima e com o outro para baixo (em uma posição muito semelhante a representações de Shiva na Índia). No ocultismo isto representaria o conceito que diz "assim em cima como embaixo".


Eliphas Levi lista as mais freqüentes representações do Baphomet:


1. um ídolo com cabeça humana;
2. uma cabeça com duas faces;
3. com barba;
4. sem barba;
5. com a cabeça de um bode;
6. com a cabeça de um homem;
7. com a cabeça de um bode e o corpo de homem.


Baphomet Por Eliphas Levi


Na classificação e explicação das gravuras de seu livro Dogma e Ritual da Alta Magia, Eliphas Levi classifica a imagem de Baphomet como a figura panteística e mágica do absoluto. O facho representa a inteligência equilibrante do ternário e a cabeça de bode, reunindo caracteres de cão, touro e burro, representa a responsabilidade apenas da matéria e a expiação corporal dos pecados. As mãos humanas mostram a santidade do trabalho e fazem o sinal da iniciação esotérica a indicar o antigo aforismo de Hermes Trismegisto: o que está em cima é igual ao que está embaixo. O sinal com as mãos também vem a recomendar aos iniciados nas artes ocultas os mistérios. Os crescentes lunares presentes na figura indicam as relações entre o bem e o mal, da misericórdia e da justiça. A figura pode ser colorida no ventre (verde), no semicírculo (azul) e nas penas (diversas cores). Possuindo seios, o bode representa o papel de trazer à Humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, os quais são signos redentores. Na fronte e embaixo do facho encontra-se o signo do microcosmo a representar simbolicamente a inteligência humana. Colocado abaixo do facho o símbolo faz da chama dele uma imagem da revelação divina. Baphomet deve estar assentado ou em um cubo e tendo como estrado uma bola apenas ou uma bola e um escabelo triangular.

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30 maio 2008

O que é a terapia floral?


É uma terapia vibracional complementar, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Trata desarmonias emocionais, mentais e espirituais, que se refletem nas mais variadas formas de sintomas em nosso corpo físico.




Todas as essências florais atuam desde o corpo espiritual até o corpo físico por efeito de ressonância.




Por ser um método complementar pode ser associada a qualquer procedimento terapêutico físico, psíquico e espiritual, acelerando dessa forma o processo curativo de nossa consciência, pois age na causa das doenças e não nos sintomas .




Caso a pessoa esteja em tratamento médico, não deve interromper a medicação que estiver sendo usada. As essências florais dão apoio energético ao processo de recuperação da nossa saúde como um todo, melhorando nossa harmonia interior.




"A Terapia Floral não substitui os tratamentos médicos e psicoterapêuticos convencionais ou alternativos, mas complementa-os. "




A essência desobstrui o nosso inconsciente dos traumas, que causam sintomas de desespero, confusão mental, choque emocional (paralisia, apatia, etc.), lembranças repetitivas da situação traumática e o conseqüente medo que ela se repita.




No aspecto caracteriológico auxilia o indivíduo que, frente a situações difíceis, fica paralisado e confuso, perdendo a capacidade de reação pronta e eficaz, principalmente em situações em que é agredido.




Essa reação é comum em pessoas que mantêm muitas expectativas conscientes e inconscientes em relação a si e aos outros. Ela transmuta o trauma em compreensão e aceitação, desenvolvendo no indivíduo a capacidade de reação imediata.




Essa terapia foi redescoberta, pesquisada e sistematizada, no século XX, pelo médico inglês Dr. Edward Bach.




Ensinou como utilizar a energia das flores para acordar as virtudes mais sublimes da alma e, assim, reequilibrar nosso ser interior com a missão que viemos cumprir em nossa existência. Suas essências são conhecidas como Sistema Florais de Bach .




A partir dele, em muitos outros países, surgiram novos sistemas florais.




De acordo com Dr. Bach, as essências florais atuam da seguinte forma:




"A ação desses remédios consiste em elevar nossas vibrações e abrir nossos canais para a recepção do Eu Espiritual; em inundar nossa natureza com a virtude particular de que precisamos, e em expurgar de nós o erro que causa o mal.




Elas são capazes, como uma música bonita ou qualquer outra coisa gloriosa, que nos eleva e inspira, de alçar nossa própria natureza, de aproximar-nos de nossa alma e, por esse mesmo ato, de dar-nos paz e aliviar nossos sofrimentos.




Elas não curam atacando a moléstia, mas inundando-nos o corpo com as formosas vibrações da nossa Natureza Superior, na presença das quais a moléstia se derrete, qual neve ao calor do sol.




Não haverá cura verdadeira se não houver mudança na aparência, paz de espírito, e felicidade interior".






Scheffer, Mechtild. Terapia Floral do Dr. Bach, p. 13

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28 maio 2008

Yoga: fique bonita por dentro e por fora

Mente sã, corpo são e bonito. É verdade. Afinal, o bem-estar físico e mental reflete-se de forma positiva em nossa aparência.




De olho nesses benefícios, cada vez mais pessoas - mulheres e homens também - buscam algo mais, além dos tratamentos convencionais, para se sentir melhor e mais atraentes.




Isso não significa, porém, abrir mão de cremes, loções, ginástica, cabeleireiro e esteticista. A proposta aqui é encontrar o melhor de si dentro de si mesmo para provocar um agradável efeito exterior.




Alguns chamam tais métodos de terapias alternativas. Outros, de tratamentos complementares. Mas há quem os considere mesmo essenciais, uma vez que têm como objetivo a busca do autoconhecimento.




Que beleza espiritual, que nada! "O iogue trabalha a beleza externa mesmo", afirma De Rose, professor de ioga. Fundador da Confederação Nacional do Yôga, ele diz que a ioga trabalha a flexibilidade, que embeleza a forma como a pessoa se posiciona.




"E dá uma definição muscular a curtíssimo prazo." Para Regina Serrigno da Silva, professora de ioga do Instituto Ioga Dyvia, o autoconhecimento é o melhor caminho para encontrar a beleza, e o primeiro passo é trabalhar a respiração.




Regina diz que a busca pela harmonia do corpo faz com que o praticante dessa técnica escolha uma alimentação mais equilibrada. "O que acaba levando ao emagrecimento", ensina.




A iogue Márcia De Luca, proprietária do Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda (CIYMA), esclarece que o objetivo inicial da ioga não é a beleza, mas ela acaba florescendo.




"Nós trabalhamos a permanência e não a repetição dos exercícios, o que possibilita um corpo bem torneado e com formas delineadas", afirma ela, que desenvolveu um método de ioga integrada que usa princípios da ayurveda - técnica indiana que propõe a harmonia entre corpo, espírito e universo.






Fonte: beleza e moda

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O que é mantra?

Mantra:

Os mantras são orações sagradas que vêm do Tibet, Índia, China e Japão. Eles foram registrados por sábios através de inspirações divinas; são as canções religiosas, compostas por pessoas em estado de consciência comum.

Esses sábios teriam entoado cada um dos mantras que, hoje, estão impregnados por suas vibrações. Os mantras são carregados de poder divino. A vibração cósmica permeia as orações. Outra característica básica é a entonação que uma pessoa dá ao vibrar um mantra.

Há quem goste de associá-lo a uma melodia. Outros preferem apenas recitá-lo. Dependendo da preferência e dos locais onde se encontra cada um, pode-se repetir mentalmente, em voz baixa ou mais alta.

Como funciona os mantras? o som dos mantras produz uma determinada vibração, tanto espiritual como física. É essa mesma vibração que nos permite, sem conhecer determinada língua, escutar uma canção e identificar se ela é alegre ou triste.

O Yoga é praticado cada vez mais intensamente pelos brasileiros, os hábitos e religiões orientais tem encontrado uma ótima receptividade. Aos servos do Senhor não é conveniente praticá-lo; mesmo que as aparentes qualidades benéficas ao corpo humano seja invocadas; abraçar costumes não-cristãos resulta no afastamento do Espírito de Deus, resultando em morte espiritual. É impossível justificar aos olhos de Deus a prática do Yoga!

O verdadeiro servo do Eterno Senhor precisa estar atento, para não deixar-se guiar por costumes oriundos de religiões contrárias aos conceitos bíblicos. Envolver-se com tais práticas é abrir brechas na vida e serão opressos pelos espíritos.

O nosso testemunho, precisa ser visto e expresso não apenas no comportamento, mas, em todas as áreas da vida. Portanto, é inconcebível que após a leitura desta mensagem, estes ensinamentos não sejam assimilados.

As forças espirituais disponibiliza ao homem uma variedade grande de caminhos; é possível encontrar filosofias e religiões que agradam a todos os gostos. Partindo de rituais simplíssimos à complexidade de religiões seculares.

Amados, somos chamados a uma vida de santidade, de acordo aos princípios ditados por Deus através da Bíblia; esta opção de vida exige de nós uma reflexão sobre a conveniência ou não de participarmos de determinas situações comuns à humanidade.

Toda e qualquer prática, mesmo saudável ao corpo físico, no entanto, incompatível com os princípios da nossa fé em Deus, precisa ser eliminado urgentemente de nossa vida cotidiana.

A Deus toda a honra e glória!

Elias R. de Oliveira
Fonte: Sites esotéricos

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27 maio 2008

O que é Pensamento Positivo ?



Há diversas interpretações para o pensamento positivo. Algumas delas são interpretadas de uma maneira que acabam alienando ainda mais o indivíduo do que trazendo consciência e presença daquilo que realmente está se apresentando.


Alguns livros e autores pregam que pensar positivo é apenas mentalizar aquilo que você deseja alcançar. Filmes e livros como "O Segredo" e "Quem Somos Nós" utilizaram bastante deste recurso para tentar explicar o poder da nossa mente. Não há nada de errado nisso. Realmente, a mente tem um poder sobre nós. É ela que controla o seu corpo, que causa os seus sentimentos e que lhe dá a capacidade do discernimento. Porém, a mente ainda é apenas um fator da sua manifestação nesta existência. Há também o seu corpo com suas ações, atitudes e percepções. O corpo também pode afetar a mente. Quando você recebe um estímulo físico, a mente poderá interpretar a sensação como confortável ou desconfortável. Dessa forma, não adiantaria muita coisa apenas focar naquilo que você deseja sem que haja a ação em conjunto.


Pensar positivo não está apenas associado à pensar naquilo que se deseja, e sim em interpretar cada situação como já sendo positiva para a sua Vida e para o seu aprendizado e desenvolvimento pessoal. Pensar positivo vai além do que uma técnica ou método para se conseguir algo, mas é uma filosofia e maneira de viver as situações e desafios do dia-a-dia. Pensar positivo é enfrentar (estar de frente para) cada situação que se aprensenta e dizer SIM à Vida do jeito que ela se apresenta, pois em cada situação há sempre uma lição que, se aprendida, o levará para um nível ainda mais amplo de compreensão, paz e serenidade.


Algumas vezes, a Vida nos traz situações que geram desconforto e este desconforto é uma grande porta para que olhemos para nós mesmos e aprendamos um pouco mais sobre nós mesmos.


A Vida é sábia e amorosa. Basta olhar para a natureza e na maneira como ela se aprensenta e flui. Cada situação é apenas uma ferramenta que a Vida nos traz para que possamos perceber e integrar nossos medos, inseguranças e qualquer outro sentimento que nos aflija. Cada pessoa já está tendo aquilo que merece e precisa para o seu desenvolvimento. Caso contrário, ela não estaria passando por esta situação. E quando se percebe e se aceita à Vida do jeito que ela se aprensenta, pode ser que uma sensação de tranquilidade, gratidão e felicidade tome conta da pessoa e, somente a partir daí ela possa seguir de mãos dadas com Vida para o seu próprio caminho.


Autor: Saulo Nagamori Fong


Instituto União


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24 maio 2008

Como funciona a poligamia

No popular drama da HBO "Big Love", Bill Paxton faz o papel de um homem com três esposas, que moram uma ao lado da outra e dividem um quintal. É uma série de ficção, mas para muita gente a poligamia é realidade. A Suprema Corte de Utah aprovou a proibição da poligamia no Estado e um líder polígamo de uma igreja, Warren Jeffs, foi preso após estar na lista dos 10 fugitivos mais procurados do FBI por fugir de processos de acusação, incluindo conduta sexual com menor de idade.


Atualmente, a maioria dos ocidentais encara a monogamia como uma forma "normal" de casamento. Mas ao que se constatou, práticas estritamente monogâmicas são minoria. Na verdade, culturas que praticam alguma forma de poligamia excedem, em grande número, as culturas monogâmicas. Alguns críticos sugerem que a prática ocidental de freqüentes divórcios e seguidos casamentos representa uma forma de poligamia. No entanto, a maioria dos antropólogos a considera como monogamia em série, pois ninguém se casa com mais de uma pessoa ao mesmo tempo.










Mais sobre poligamia

A poliandria é rara, mas sociedades que aceitam tanto múltiplos maridos quanto múltiplas esposas são ainda mais raras. A tribo Zo'é, da Amazônia, é um exemplo desta prática.


O povo Nyinba, do Nepal, pratica a poliandria fraterna. Poliandria é uma forma de poligamia em que uma mulher tem vários maridos. Na cultura Nyinbian, quando uma mulher se casa com um homem, ela também se casa com todos os seus irmãos. Todos os irmãos têm igual acesso sexual à esposa e toda a família cuida das crianças, embora reconheçam cada irmão como pai de uma determinada criança. Este tipo de estrutura matrimonial concentra a riqueza e recursos de todos os irmãos dentro da família e também as terras e riquezas de seus pais.

Por outro lado, a poligamia contempla homens que têm acesso a mais dinheiro e recursos do que outros. É preciso muito trabalho e dinheiro para sustentar várias esposas e filhos. Em termos biológicos, este homem é uma ótima opção para reprodução e transmissão de genes para a próxima geração, que, provavelmente, também seria bem-sucedida. Um homem pode ter muitas crianças em pouco tempo, enquanto uma mulher é limitada a uma gravidez a cada nove meses. Se o homem de sucesso tiver muitas mulheres, ele pode transmitir seus genes mais freqüentemente. Isto é uma vantagem em sociedades em que a reprodução rápida e freqüente é vital para a sobrevivência. A doutrina judia antiga encorajava a poligamia porque os judeus eram minoria e precisavam aumentar seus números rapidamente. Atualmente, alguns grupos de judeus ortodoxos defendem a poligamia, e alguns estudiosos acreditam que o Talmude contém passagens sugerindo a tolerância e até mesmo encorajando a poligamia.


No Brasil, o regime de casamento é monogâmico e não poligâmico. Mas, pela primeira vez na história brasileira, a poligamia foi reconhecida judicialmente, em 2005, no caso que envolveu o interesse de três viúvas que - pelas "leis dos silvícolas" - casaram, quase ao mesmo tempo, com o mesmo homem, o índio Parara Waiãpi. As irmãs Massaupe, Anã e Sororo, todas filhas do cacique Kumaré Waiãpi eram as esposas de Parara e dessas relações nasceram quatro filhos.
Em 2005, quase cinco anos depois do falecimento do índio Parara, a Justiça Federal no Amapá reconheceu que as três viúvas têm direito à imediata liberação do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, depositado em nome do índio e à pensão por morte, cujo valor deve ser dividido entre elas e os filhos.


Tradições islâmicas discutem diretamente a poligamia. O Corão determina que um homem pode ter até 4 esposas, mas somente se puder sustentá-las e tratá-las igualmente. Muitas sociedades islâmicas continuam a permitir a poligamia, mas normalmente apenas os homens de maior poder aquisitivo conseguem dar conta de várias mulheres. A ocidentalização tem levado muitos jovens muçulmanos a encarar a poligamia como fora de moda.


No Vietnã, a poligamia é ilegal, mas existe uma razão prática para isso: décadas de guerra desgastaram seriamente a população masculina. A poligamia também era comum na China antes do Confucionismo, que apoiava a prática, mas acabou caindo em desuso. Muitas tribos africanas, tribos indígenas americanas e celtas pré-cristãos praticavam a poligamia, normalmente sem restrições conservadoras em relação aos aspectos sexuais que caracterizam a poligamia dos mórmons.


A seguir, daremos uma olhada nos mórmons, na poligamia e no sistema legal americano.










Poliamor, bigamia e "swingers"

A poligamia é normalmente confundida com poliamor e bigamia. A bigamia ocorre quando um homem se casa ilegalmente com mais de uma mulher. Por exemplo, ele pode se casar com uma segunda mulher antes de concluir seu divórcio. Em raros casos, homens têm vida dupla, casando com duas mulheres e sustentando duas famílias, sem que uma saiba a respeito da outra. Praticar poligamia em um país com leis que a proíbe é tecnicamente bigamia.




Poliamor é o conceito de estar apaixonado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Polígamos praticam poliamor, mas poliamoristas não necessariamente praticam poligamia. Podem viver de forma que vários adultos formem uma família, dividam os gastos, cuidem das crianças e façam sexo uns com os outros. No entanto, normalmente não tentam formar um casamento de acordo com a lei. Existe uma linha tênue entre uma família poliamorosa e uma poligamista. Poliamoristas tendem a ter visão comunitária e liberal, enquanto polígamos normalmente vêm de ambientes de religiões conservadoras.



Swingers são pessoas casadas que praticam sexo abertamente com outras pessoas, além de seus parceiros. Normalmente não entram em relacionamentos duradouros, além de amizades, nem mesmo formam estruturas familiares: o foco é somente no sexo.



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quintessencia 60

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23 maio 2008

Magia e os poderes do ser humano (Eliphas Levi)

Definição e escolas principais


A crença na realidade dos poderes mágicos do ser humano é um fator comum a todas as culturas. Não há povo, tribo ou civilização, desde os primórdios da história até os nossos dias, que não traga o relato de pessoas especiais ou possuidoras de segredos e técnicas que os tornam capazes de operar efeitos surpreendentes ou mesmo aparentemente impossíveis.


A Magia, de um modo geral, nada mais é do que a arte de causar EFEITOS VISÍVEIS a partir de CAUSAS INVISÍVEIS. O Mago, a bruxa ou o pajé são, portanto "colegas" de ofício, já que as leis mágicas pouco diferem entre si, apesar das diferenças culturais.


O uso concentrado e determinado do pensamento, da emoção e da vontade constitui o material básico que permite ao Mago atingir os efeitos que procura. No entanto, para que esses conteúdos interiores tornem-se mais efetivos, são apoiados em sinais físicos, concretos, surgindo assim uma infinidade de símbolos, ritos e métodos específicos.


Devido a seu potencial perturbador da Ordem Social, a Magia na Antigüidade ficava restrita à classe sacerdotal. O acesso aos Arcanos da Natureza era considerado um processo sagrado, sendo minuciosamente regulado. Também é importante observar que, muitas vezes, o acesso à própria escrita era também restrito aos Magos e Sacerdotes, categorias que muitas vezes confundiam-se em uma só.


A Magia apresenta uma série de conceitos básicos, idênticos ou muito semelhantes entre si. Os Magos postulam que o Ser Humano possui uma capacidade inata para o exercício da Magia. Essa capacidade, modernamente, recebeu o nome de função psi, conhecida há milênios e também chamada de manas, ju-ju, od, vril, gri-gri, axé...


"TUDO TEM A VER COM TUDO"


Outro conceito importante é o da unidade de todas as coisas em um outro plano, mais sutil, no qual trabalham os Místicos e os Magos. Esse campo, conhecido por alguns como PLANO ASTRAL, corresponde, em linhas gerais, a um conceito moderno de INCONSCIENTE COLETIVO, embora englobe muitas outras derivações. Outro dado importante, e que também extrapola os limites do inconsciente coletivo, é o de que nesse "mundo" os Magos se encontram, convivem e até duelam.


O QUE É A MAGIA?


Magia, imagem, imaginação: A noção de que todos os seres e coisas da natureza integram um Todo articulado e coerente entre si, nos traz o terceiro conceito essencial para que se compreenda o que é a Magia: A LEI DA ANALOGIA. Esta Lei Mágica nos propõe que tudo no mundo possui um valor simbólico natural, intrínseco.


Assim, por analogia:


PARA OS MAGOS, O SOL NO UNIVERSO...
O CORAÇÃO PARA O HOMEM...
O LEÃO ENTRE OS ANIMAIS...
O OURO ENTRE OS METAIS...
E O DIAMANTE ENTRE AS PEDRAS...


... EXPRESSAM uma energia semelhante, cada um em seu REINO.


Essa concepção deriva da relação entre o Microcosmo (o Ser Humano) e o Macrocosmo, pela qual o Homem representa no plano físico todas as Potências Espirituais. Assim, cada um é um universo único, singular, mas possui de forma potencial todos os poderes do Cosmo e da própria Divindade.


Além dessas, outra lei universalmente reconhecida entre os Magos de todos os tempos é a de que é imprescindível optar por uma das Forças: da LUZ ou das TREVAS. Mesmo nos raros casos em que a dualidade sobrexiste, há sempre uma tendência predominante, persistindo um antagonismo inevitável. Apenas hoje em dia começaram a surgir, pelo influxo de novas concepções filosóficas, escolas mágicas que propõem a unificação das duas Forças, numa visão não - dualista da Existência.


Escolas Principais


Como qualquer outra forma de Arte e principalmente por ser muito antiga, a Magia ramificou-se em uma infinidade de escolas e linhas distintas, de forma inumerável. Modernamente salientam-se algumas pelo seu caráter filosófico singular ou pelo expressivo número de seus adeptos.


Inglesa A Escola Inglesa apresenta três correntes principais de grande importância na História da Magia. A mais antiga é a escola dita enochiana , a partir dos trabalhos do célebre mago John Dee (1527-1608)e de seu discípulo Edward Kelley, que levaram a cabo uma série de operações mágicas que culminaram com a descoberta, através de anjos, de uma poderosa linguagem mística que seria o próprio idioma angélico, ou enochiano. Suas obras e os alentados tratados que legaram continuam sendo objeto de intensa pesquisa e experimentação por parte dos Magos ainda hoje.


Magia Wicca


Outra escola inglesa clássica de grande relevância é a da Magia Wicca, que também apresenta divisões. De modo geral, trabalha com o culto às Forças da Natureza através dos Antigos Deuses pagãos: a Grande Deusa-Mãe e o Grande Deus Chifrudo Cernunnos, que não se confunde com o Diabo, como querem alguns de seus detratores. A Wicca resgata os valores, ritos e instrumentos da antiga magia medieval e mesmo pré-cristã, de marcada influência celta.


Os ciclos lunares, bem como os equinócios e solstícios, desempenham papel fundamental nessa escola. Também são essenciais as datas específicas do culto, relacionadas com o ciclo das Terra e das colheitas.


As antigas sacerdotisas, para burlar a repressão, transformavam os próprios apetrechos domésticos em instrumentos mágicos, como a célebre vassoura, o caldeirão, a colher de pau, a faca, a corda, etc. Hoje em dia é uma das correntes mais atuantes dentro da Magia Moderna.


Crowley


A mais moderna dentre as linhas da escola inglesa é também a mais radical. Deriva diretamente das obras de Aleister Crowley (1875-1947), um caso à parte na História da Magia. Auto-intitulado "A Besta do Apocalipse", devido à sua irredutível orientação anticristã, Crowley integrou e fundou algumas das mais poderosas sociedades secretas de seu tempo, como a Golden Dawn, na Inglaterra, a qual transformou completamente imprimindo a sua marca pessoal; e a O.T.O. , "Ordo Templi Orientis", grupo alemão de magia sexual de grande importância no cenário ocultista da época.


Em suas inúmeras obras, tais como "Magick", "777"e "O Livro da Lei", Crowley propôs uma nova visão da Magia e do papel do Homem no Universo. Apesar de sua intensa crueldade pessoal e de uma trajetória cheia de incidentes sinistros, Crowley deixou um legado cultural fundamental para aqueles que procuram entender como a Magia pôde adentrar o século XX como uma forma ainda válida para compreender o mundo.


França


A chamada escola francesa também lança raízes profundas no tempo. Desde o famoso alquimista Nicholas Flamel (1330-1418) e o legendário Michel de Notredame (1503-1566), até toda uma longa geração de "grimoires" (grimórios), livros quase sempre apócrifos com símbolos, encantamentos e receitas mágicas quase sempre macabras, dificílimas, grotescas ou tudo isso ao mesmo tempo.


Dentre esses sobressaem-se "Le Grimoire de Honoire", atribuído talvez falsamente a um Papa do séc.XIII e "Le Grand Albert", ou "Le Dragon Rouge" e "Le Petit Albert", atribuídos errôneamente a Alberto Magno.


Alta Magia


Também merecem destaque o "Heptameron", de Pietro de Abano e o "Lemegeton", suposta obra do próprio Rei Salomão. Toda essa base histórica lançou as sementes para o florescimento, no séc. XIX, da chamada Alta Magia, a partir dos trabalhos de Papus, Eliphas Levi, Stanilas De Guaita, Josephin Péladan e Saint-Yves D'Alveydre. Integrados entre si por identidades doutrinárias ou por vínculos de mestre e discípulo, esses autores propõem uma visão eticamente orientada, enfatizando a importância do Mago alinhar-se com as Forças da Luz.


O apelo aos anjos católicos, à Jesus e mesmo à Virgem Maria não era descartado. Ainda hoje existem muitos adeptos dessa linha em todo o mundo.


A Grade Chave de Salomão:


O texto essencial de evocar, proteger e prender espíritos de todos os gêneros, creditado a Salomão, o Sábio, mas este livro foi muito alterado de edição para edição, perdendo muito de sua versão original.


O Lemegeton - A Chave Menor de Salomão:


Uma completa descrição judaico-cristã de anjos e demônios, alem de ritos para evoca-los.


Escolas Orientais


Muitas escolas orientais também influenciam o moderno pensamento mágico e constituem uma importante corrente filosófica dentro das Ciências Ocultas. Dentre elas sobressaem-se algumas, principalmente as linhas Tântricas, que utilizam magia, sexo e meditação de forma integrada para atingir as transformações interiores desejadas.


Tantra


Originárias da região da Cachemira, na Índia, as seitas tântricas remontam a tempos imemoriais e propõem uma visão do mundo baseada no culto ao Deus Shiva e às forças femininas da Natureza, principalmente à Shakti, a força sexual feminina que permite ao adepto e sua parceira cavalgar o êxtase e abraçar os mundos!


Divisão


De forma geral divide-se em duas linhas: a da "Mão Esquerda", que trabalha com práticas sexuais concretas e a da "Mão Direita", que utiliza materiais simbólicos como mandalas e mantras para evocar a energia sexual do Cosmo.


O ponto comum entre elas é o trabalho sobre a Kundalini, o poder sexual que jaz mais ou menos adormecido em todo ser humano. As doutrinas Tântricas constituem um importante elemento incorporado pelos Magos modernos.


Nas Antilhas, principalmente no Haiti, originaram o Vodu, marcado por seu potencial mágico extremamente forte e mesmo agressivo. Tribos de outras regiões da África originaram, principalmente no Brasil, a Macumba e suas derivações: a Umbanda e a Quimbanda.


Apesar das diferenças, todos esses cultos são caracterizados por uma atitude de familiaridade com as divindades e de resistência à opressão social que atinge os devotos, quase sempre oriundos das camadas mais desfavorecidas da sociedade. Devido à sua natureza de resistência social e de apoio aos oprimidos, são cultos que preservam intensamente os seus segredos e suas técnicas.

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21 maio 2008

quintessencia 58

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Como Atuam as Essências Florais


Elas atuam profundamente nas desarmonias dos corpos sutis ( emocional e mental) facilitando a ampliação da consciência daquilo que está acontecendo dentro de nós.


Trabalham no sentido de elevar nossas vibrações e abrem os canais de circulação interna, permitindo maior contato com nossa essência, ou Self.


As Essências Florais não agem atacando a doença, mas sim inundando nossos corpos sutis com suas vibrações harmônicas específicas das quais necessitamos.


Assim dissolvem padrões internos indesejáveis ou inadequados que causam dor, doença ou sofrimento em geral.


Dessa maneira possibilitam um relaxar mental, emocional e físico em cadeia, proporcionando alívio das tensões e dissolução de padrões inadequados, ocorrendo verdadeira transformação, resultando em serenidade, confiança, coragem e felicidade interior.


Condições indispensáveis para a verdadeira cura nos diversos níveis, principalmente no físico.




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20 maio 2008

Acupuntura/shiatsu: bem estar físico e emocional


A acupuntura é uma terapia holística muito utilizada na medicina tradicional chinesa para restabelecer o equilíbrio no nosso corpo.

Através da pressão nos pontos meridianos (pontos de energia localizados ao longo do corpo) é possível aliviar a tensão existente e libertar energia que se vai fluir pelo corpo todo até ao cérebro.

Cada meridiano é associado a um órgão, mas como o corpo está interligado entre si, um órgão acaba por influenciar outros órgãos e, posteriormente, o corpo todo.

Com a estimulação destes pontos, consegue-se um relaxamento total. Para nos sentirmos saudáveis, não deve haver nenhum tipo de bloqueio nestes canais de energia. Este método utiliza agulhas finíssimas que são totalmente indolores, apenas causam uma leve impressão. O objetivo é libertar ou sedar a energia que circula ao longo dos meridianos, melhorando a saúde do paciente.

No Oriente, esta técnica é muito utilizada para curar todo o tipo de doenças. No Ocidente, já há alguns médicos que aconselham a acupuntura ou o shiatsu como complementos da medicina tradicional. Segundo a filosofia oriental, a doença deve ser combatida do interior para o exterior, ou seja, dar energia ao órgão afectado e fazer com que essa energia flua pelo corpo todo fortalecendo-o.

Acredite que vale a pena! Se as agulhas lhe causam algum tipo de repúdio, experimente o Shiatsu, que tem o mesmo objectivo e a mesma filosofia de equilíbrio que a acupuntura, só que em vez de agulhas o terapeuta utiliza apenas os dedos para fazer pressão sobre os meridianos.

Este método produz efeitos milagrosos não só a nível físico, na medida em que fortalece o sistema imunitário, como a nível psicológico combatendo depressões, fobias, etc.

A acupuntura utiliza-se para vários tratamentos como enxaqueca, dores musculares, problemas de rins, bexiga, fígado, constipações, amigdalites, celulite, tensão arterial alta, varizes, ou seja, todas os "males" que possam surgir no nosso corpo esta terapia ajuda a combater. E os resultados são perfeitos.

No fundo, promove o bem-estar físico e emocional, fornecendo harmonia e equilíbrio entre o corpo e a mente. Experimente!


Fonte: cco.pt


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19 maio 2008

TRATADO DAS CIÊNCIAS MALDITAS por Stanilas de Guaita

Stanilas de Guaita (Marques Marie Victor Stanilas de Guaita - 6 de abril de 1867 a 19 de dezembro de 1897), que dizem ter sido um dos discípulos preferidos de Eliphas Levi, escreveu o Tratado das CIências Malditas composto por três títulos, baseados na sequencia dos Arcanos Mainores do Taro. O terceiro trabalho, não chegou a ser terminado, Stanilas faleceu antes.
Sua abordagem entretanto, não significa que foi um mago negro, pelo contrário, foi fundador e Grande mestre da Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix. Conteporâneo de Papus, de Eliphas Levi e outros ocultistas daquela época.


A seguir transcrevemos o Plano do Tratado das Ciências Malditas:


Primeiro Setenário - O Templo de Satã



I - O DIABO
O Malabarista = A Unidade = O Princípio = O Objeto



II - O BRUXO
A Papisa = O Binário = As Faculdades


III - OBRAS DE BRUXARIA
A Imperatriz = O Ternário = O Verbo


IV - A JUSTIÇA DOS HOMENS
O Imperador = O Quaternário = A Base Cúbica = O Poder


V - O ARSENAL DO BRUXO
O Papa = O Quinquenário = A Vontade e seus instrumentos...


VI - OS AVATARES MODERNOS DO BRUXO
O Namorado = O Senário = Oposição = Reciprocidade = Produto = Meio Termo


VII - FLORES DO ABISMO
O Carro = O Setenário = Triunfo = Consumação = Plenitude = Riqueza = Supérfluo



Segundo Setenário - A Chave da Magia Negra



VIII - O EQUILÍBRIO E SEU AGENTE
A Justiça = Equilíbrio = Balança = Harmonia


IX - OS MISTÉRIOS DA SOLIDÃO
O Eremita = Isolamento = Poder sobre o Astral


vX - A RODA DO QUE VIRÁ
A Roda da Fortuna = Causalidade = Vida Coletiva = O que Virá

XI - A FORÇA DA VONTADE
Força = Energia = Seus meios de ação


XII - A ESCRAVIDÃO MÁGICA
O Enforcado = Sacrifício Voluntário = Interferência dos Planos
XIII - A MORTE E SEUS ARCANOS
A Morte = Desintegração = Despreendimento


XIV - A MAGIA DAS TRANSMUTAÇÕES
A Temperança = Mutações = Trocas = Combinações = Intercambios



Terceiro Setenário - O Problema do Mal



XV - ADÃO-EVA E A SERPENTE
O Diabo = Correntes Fatais do Instinto = Nahash o Tentador do Éden


XVI - A QUEDA
A Torre = Derrubada = Queda = Desepêro = A queda de Adão (involução)


XVII - A ENCARNAÇÃO DO VERBO
A Estrela = Idealismo = Resgate = Esperança = Redenção = Evolução


XVIII - TROMPAS DO INIMIGO
A Lua = Engano = Constição (Hereb) = Trompas da Viagem


XVIX - A FOGUEIRA DE HERAKLES
O Sol = Esplendor = Riqueza = Expansão (Jonah)


XX - RESSUREIÇÃO
O Juízo = Restituição = Volta = A Ressureição dos Mortos


XI - A GLÓRIA DA APOTEOSE
O Louco = Subversão = Desordem = Dissolução = O Suicídio do Mal
Vencido por suas próprias Armas = A Loucura do Amor


XX - O VERDADEIRO PANTEÍSMO
O Mundo = Sincretismo Universal = Satã Panta se desvanece em Deus



O MAL E O BEM


O Mal existe independentemente do Bem ? Ou é apenas o seu reflexo ? O mesmo podemos perguntar das Trevas, ausência de Luz.
Para que a Luz possa ser percebida é necessário a ausencia de luz...
Se Lúcifer é o Portador do Archote da Luz, o que significa o Diabo, Satã (o eterno daversário) ?
Stanilas baseou a sua metafísica através deste caminho, como podemos ver nos comentários que seguiram a sua morte:


"Vá direto ao fundo do mistério e nos conduza alí contigo para interpretarmo-lo.
Esta astúcia, agora permitida, e que tiveste cuidado, em tua primeira exposição dos feitos de falarmos sobre todo o perigo, em lugar de desejarmos seduzir pelo encanto do mistério.
Revestidos por tí com esta armadura protetora vamos atravessar seguindo-te a esta região perigosa do mundo médio, para chegar ao fim das esferas divinas, único fim verdadeiro desta exploração de tua obra. Assim é a Trindade. Serpente do Genesis onde tu guardas os feitos ocultos; "Chave da Magia Negra" onde os comenta; "O Problema do Mal" onde tu devias iluminá-los com tua luz divina, se a fatalidade da morte não tivera te arrebatado tão cedo de nossa admiração crescente."
Bartlet - na publicação L'Iniciation - janeiro de 1898 - pags. 9 e 10."No terceiro volume da Serpente do Genesis Guaita se reservara ao dever de sondar as profundidades deslumbrantes do primeiro Ternário, mas a Previdencia não quiz que tais luzes chegassem até nós; respeitemos a obscuridade misteriosa de teus desígnios..."
Sedir - L'Iniciation - janeiro de 1898 - pag 43.


Guaita baseia sua obra no livro do Genese "que os doutores entendem num espírito material e antropomórfico verdadeiramente revoltante, o Genesis "onde a verdade científica está oculta, assustadora na sua altura e profundidade" (Fabre d'Olivet - Mission des Juifs) vai fornecer o texto de um estudo que se extenderá por três livros suscessivos: porque desenvolveremos os dois sentidos ocultos deste texto, após haver exposto o sentido demótico e vulgar.


Como exemplo tomemos o texto hebraico do Sepher Bereshit ou Genesis, III, 1; a tradição oficial sé fornece o significado literal e a casca material: "Ora a serpente era mais sagaz que todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito" (como lemos na Bíblia). Fabre d'Olivet (Cain, Paris 1823, pag 27 e Language Hebraique Restituée - Paris 1815-1816, 2 vol, tomo II, pag 95) deixando filtrar o espírito límpido através da espessura confusa da letra, traduz assim: "Ora, a sedução original (a cobiça e o egoísmo) era a paixão dominante de toda vida elementar (a mola interior) da natureza, obra de Ihôah, o ser dos seres".


O Genesis trata da Criação do Mundo e do decaimento do Homem, desde o paraízo (Jardim do Éden) onde viviam Adão e Eva...
"Uma única árvore foi proibida à curiosidade deles, e quatro rios, que nascem em suas raízes formando uma cruz ao longe e dividen o Éden em um número igual de penínsulas, rivais em graça e abundância. E o Senhor disse ao Homem: - É aqui a árvore do conhecimento do bem e do mal; seus frutos dão a morte, tú não tocarás neles."
..."A serpente dirigiu-se a mulher: - Eloim te enganou, este fruto não dá a morte, muito ao contrário, torna semelhante a Deus o audacioso que a provou...".


..."- Adão onde estás ?
- Senhor, ouvi tua voz no jardim e porque estava nu, tive medo e me escondi.
- E quem te fez saber que estavas nu ? Comeste do fruto ?
- A mulher que me deste por companheira, ela me deu o fruto da árvore e eu comi...
- Porque agiste assim, mulher ?
- A serpente me enganou e eu comi.
- Visto que isso fizeste, ó serpente - disse o Senhor - maldita és entre todos os animais da criação! Rastejarás sobre teu ventre e te alimentarás das imundíces do solo.
E porei inimizade entre tí e a mulher, entre sua descendência e a tua... e de seu sangue nascerá uma virgem que te ferirá a cabeça, enquanto tentarás em vão mordê-la no calcanhar.
Depois dirigindo-se a mulher:
- Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio a dores darás a luz a teus filhos, o teu desejo será para o teu marido e ele te governará.
- Quanto a tí - diz ainda o Senhor ao homem - visto que atendeste à voz da mulher e comeste o fruto da árvore que te ordenei não comer: maldita é a terra por tua causa será estéril e rebelde. Tua vida será um trabalho incessante; comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até o dia em que a morte irá devolver o teu corpo ao pó de onde saiu.


"Eis portanto, em substância, com pequenas variantes, a fábula mosaica do pecado original. Isto é, na versão mais material e velada, assim como apresentam os tradutores ingênuos ou que fingiam sê-lo.


"Indaguemos agora quem pode ter sido a serpente mística e temível, cuja perfídia seduziu Eva e depois Adão... E segundo os diversos sentidos dessa alegoria, indicaremos as divisões de nossa obra. (Stanilas de Guaita - Introdução de "O Templo de Satã" Paris 1891)
Quem é a serpente ?
No sentido vulgar aparente, não temos dificuldade em adivinhar: é o espírito do mal disfarçado em réptil; é o eterno adversário, o diabo, em hebraico Satan.
No primeiro sentido esotérico é a luz astral, esse fluido implacável que governa os instintos; é o dispensador universal da vida elementar, agente fatal do nascimento e da morte; cortina do invisível, atrás da qual escondem-se as diversas hierarquias de poderes às quais ele serve ao mesmo tempo de véu e de veículo. Este ser hiperfísico - inconsciente, logo, irresponsável - domina o feiticeiro como o dono da casa, e obedece ao mago como um criado. Devemos dominá-lo a qualquer preço, para não nos tornarmos joguete das grandes correntes que se movem nele, segundo leis invariáveis.


No sentido superior a serpente simboliza o egoismo primordial, essa atração misteriosa do sí para sí mesmo, que é o princípio propriamente dito da divisibilidade: essa força que, ao solicitar a todos os seres que se afastem da unidade original, para que se tornem centros e se comprazerem no ego, provocou a queda de Adão.


A passagem citada no Genesis, nos conduz ao problema do mal: devemos ver alí a lenda da queda humana, tanto coletiva quanto individual, a que se segue, como complemento necessário, a grande epopéia da redenção."


Stanilas se propos a revelar todos os mistérios em sua trilogia, infelizmente não concluida...


..."Iremos mais longe do que já ousaram outros adeptos, até esse limite derradeiro, tão assustador de transpor, onde está o querubim emblemático, com a espada de fogo na mão, ameaçando de cegueira os contempladores temerários do mais cegante dos sóis.
O que é o mal ? Deus o criou ? Qual é a origem do mal, uma vêz que não possui positivamente um princípio ? O que é, no sentido verdadeiro, a queda do Éden ? Como era o grande Adão antes da queda ? Como se tornou depois ? Em que sentido o mistério da criação identifica-se aos da queda e da encarnação ? Em que sentido o mistério da redenção é complementar aos dois últimos ? O que é redentor ? O Cristo Doloroso ? o Cristo Glorioso ? Como são analisadas cabalísticamente as cinco letras (Iod-He-Shin-Vau-He) do nome de Jesus ? A que se resume, do ponto de vista esotérico, o problema social ? Como a unidade inacessível se revela pelo ternário no mundo inteligível e se manifesta pelo quaternário no mundo sensível ? Onde termina a evolução ?..."




8 - CONVERSAS COM O DIABO - Ouspensky


Vejamos agora a concepção de Ouspensky, em seu livro "Conversas com o Diabo", que aliás ganhei de uma grande amiga de nossa família, já falecida, por ocasião do meu aniversário em 1984, mas que só li realmente este ano, ou seja dez anos depois...


"... Naquele livro antigo, está escrita a história de Adão e Eva. Ora bem, esta história não está certa, e a enganosa teoria sobre a origem do homem confunde todas as suas idéias subsequentes a respeito dele. Quanto à nova teoria da origem do homem a partir do protoplasma, é muito interessante.... Tentarei explicar o que realmente aconteceu:"


Prossegue o Diabo:
... Adão e Eva são os nomes dos descendentes do Grande Ser. É o que dizem... havia um Grande Ser chamado o Portador da Luz, que lutou e que brigou, não com o céu, mas com a terra, com a matéria, ou com a falsidade, e a dominou. Só muito depois, ao que dizem, ele brigou com o céu...Ele subiu muito, mas dizem que no fim teve as mesmas dúvidas quanto à verdade, e, por um momento, acreditou na mesma falsidade contra a qual vinha lutando. Isso provocou sua queda e ele partiu-se em mil pedaços. Foi de seus descendentes que vieram Adão e Eva...


Veja, conto esta história com a melhor boa vontade do mundo, e ela chega às fronteiras de assuntos que não compreendo. E aquilo que não compreendo não existe! É muito desagradável falar do que se encontra à beira de algum vácuo, além do qual nada existe.


Pois bem, Adão e Eva não viviam no paraíso, viviam na terra, ou melhor eles apenas brincavam de viver na terra, pois apenas uma pequena parte deles estava na terra mesmo, nove décimos do seu ser viviam naquele vazio que tanto detestamos e que é hostil à vida.
Chamam este vazio de mundo do milagroso. Na minha opinião eles não eram pessoas normais, tinham alucinações visuais e auditivas; veja a afirmação de que viam Deus e falavam com Ele.


O Diabo, neste ponto tremeu e enrolou-se em sua capa, mas continuou: É claro que não acredito em Deus. Mesmo assim transmito a lenda de que ele existe, aliás a parte de nossa rebelião contra Ele foi inventada por nós mesmos ...


Mas voltando a Adão e Eva, eles não eram homens inocentes inicialmente, eram como deuses e sabiam o que era o bem e o mal.
Para nós isso era muito desagradável e assustador. Era como se eles fossem mais fortes do que nós. É claro que tudo isto era fantasia, mas para eles estávamos no mesmo nível dos animais.


Também devo dizer que não estavam sozinhos na terra. A terra era habitada por outra raça, os decendentes dos animais. Mas o seu livro (a Bíblia) nada fala a respeito dessa outra raça, que era completamente dominada por nós.


Mas o que queríamos mesmo era dominar Adão e Eva, sua presença nos constrangia. Davam a impressão de que a qualquer momento poderia fazer desaparecer todo o mundo. Diziam que nada existia e que tudo era apenas um sonho,e que era possível acordar e não encontrar mais nada.


Assim a luta começou. Tinhamos que livrá-los daquelas fantasias e convencê-los de que o mundo realmente existe, que a vida não é uma bricadeira, mas uma coisa muito séria, difícil e perturbadora mesmo, e que as idéias do bem e do mal são apenas relativas, sem permanência.


Queríamos expulsá-los daquele paraíso que nos enojava. Eram conversas constantes sobre Deus, amor eterno e muitos beijos. Diziam que o amor era a sua força principal e uma mágica poderosa; que através dele ressucitariam o Grande Ser, e assim restaurariam o mundo perdido.


Quando entregavam-se ao sentimento puro do amor, ou concentravam-se em determinada coisa ou sentimento, chegavam mesmo a desaparecer de nossas vistas, ficávamos mesmo confusos sem saber o que acontecia com eles.


Além disso eles não tinham a menor consciência de seus corpos, andavam nús, não se cobriam, negavam a matéria e mesmo assim admiravam sua beleza.


Só havia uma maneira de fazer Adão e Eva melhorarem: introduzir sofrimento em suas vidas e obrigá-los a acreditar na realidade da matéria.


Mas como ? Pensamos nisso durante muito tempo. Finalmente um de nós teve uma idéia, baseado num dos hábitos dos descendentes dos animais. Eles comiam todos os dias o frutos de uma determinada árvore, em grandes quantidades.
Tinham uma lenda, que no passado, um deus distante havia descido à terra e lhes ensinara a comer do fruto daquela árvore. Assim eles comiam sempre a fruta e chegavam mesmo a estocá-la em grande quantidades. Chegamos então à conclusão de que se pudéssemos fazer com que Adão e Eva comessem desta fruta, talvêz pudéssemos fazê-los entender o nosso senso comum.


Assim um de nós procurou Eva e lhe ofereceu do fruto. Como só podiamos aparecer na forma de animais, nosso amigo tomou a forma de uma serpente. Assim Adão e Eva começaram a apreciar esta nova atração. Com o tempo passaram a buscar o fruto diretamente nas árvores, como os filhos dos animais, e a começaram a comer mais do que o necessário.


vVeja, aquele seu livro antigo, diz que Adão e Eva não tinham autorização para comer do fruto daquela árvore, isto não é verdade, eles podiam comer do fruto de qualquer árvore.



Certo dia Eva notou que estava engordando, e isso a aborreceu muito...
Uma pequena causa às vezes tem grandes efeitos, e bastou que Adão e Eva, no caso da fruta, admitissem a realidade da matéria para que a realidade se inflitrasse neles em todas as direções.
Adão e Eva logo compreenderam que lhes faltavam muitas coisas de que precisavam, e foram aos poucos perdendo os seus nove décimos de dimensão imaterial e mergulhando no universo material, com a nossa ajuda é claro....
Aos poucos foram perdendo o seu amor, e a magia que dele provinha, agora o sol queimava-os, a chuva os encharcava, os trovões lhes davam medo, o vento fazia-os sentir frio e assim por diante... "


Assim Ouspensky resume magistralmente a função do Diabo, manter-nos ligados ao mundo material. Evitar que possamos encontrar nossas outras dimensões, de mergulharmos no amor e nos unirmos uns aos outros com esta finalidade.


Complementando este trabalho, resumimos agora do mesmo trabalho, o conto "O Diabo Bondoso" do livro "Conversas com o Diabo" de Ouspensky, a parte em que Leslie White ouve de seu amigo indiano que morava no Ceilão, um relato sobre a Ioga:


"A ioga é precisamente a sujeição da vida ao jugo das idéias. A palavra "yoga", que vem do sânscrito, quer dizer unir...


Aquele que compreende fala de outras coisas, da vida interior e não da exterior. O caminho certo é acabar com o conflito entre a vida das idéias e a vida quotidiana. Para isso é necessário conhecer a sí mesmo. Saber a cada momento o que se está fazendo e porque. Só então seremos senhores das coisas e não seus escravos. Em geral satifazemos nossos desejos, antes de pensar se são necessários a nossos objetivos superiores.


Procure viver de maneira a manter-se vigilante quanto às suas ações e não fazer nada que não sirva aos propósitos mais elevados. Ou, em outras palavras, aprenda a fazer tudo de modo a servir a um propósito superior.


Isto é possível. Se alguma coisa for particularmente difícil, considere-a como um exercício. Lembre-se que tudo que é difícil de ser feito tem o objetivo de sujeitar-nos ao espírito. Assim, tudo se tornará mais fácil e terá um significado. Mas, não importa o que estejamos fazendo, é de importância vital perguntar, antes de cada pensamento, de cada palavra, de cada ato: Porque faço isso ? É necessário ? E então, imperceptívelmente, muitas de nossas ações e atos deixarão de ser desnecessários, e passarão a servir a fins superiores.
O conflito interno em nossa vida, então começará a desaparecer e será substituido pela harmonia. Aprenda então a repousar: isto talvêz é o mais importante. Aprenda a não pensar, a controlar seus pensamentos. Pergunte-se com frequencia, se é necessário pensar no que está pensando, ou se seria melhor pensar sobre outra coisa, ou melhor ainda não pensar em nada ?
Isto é o mais difícil, mas é essêncial. Aprenda a pensar e não pensar. Saiba coma parar os pensamentos. Seja capaz de criar um silêncio interior. Chegará o momento em que ouvirá a voz do silêncio. Esta é a primeira e mais importante ioga.
Quando ocorrer, quando começar a ouvir a voz do silêncio, então novas forças e capacidades começrão a aparecer.


A princípio serão vagas e imprecisas; mais tarde, porém, tornar-se-ão tão obedientes à sua vontade quanto o olhar, a audição e o tato.


Mas tudo deve ser aceito calmamente, sem pressa, sem forçar a atenção sobre o progresso interior - a atenção pode impedir o desenvolvimento de novas capacidades.


Então será necessário aprender a ver cada objeto como um todo. Compreende o que isto significa ? Normalmente vemos apenas as partes de uma coisa; seja apenas o começo sem qualquer continuação e o fim; ou o meio, ou o fim. Procure ver sempre tudo como um todo. Para chegar a este ponto, comece a pensar em tudo ao inverso; não tome o princípio sem o fim.


E começará então a ver muito mais das coisas que vê hoje.
Clarividencia é ver cada vêz de uma perspectiva mais alta, mais abrangente, aos poucos nos apercebemos de muito mais.


Para alcançar estas capacidades, em primeiro lugar é preciso que nos tornemos senhores daquilo que já possuimos: nós mesmos. Para isso podemos nos indagar, a cada hora, o que fizemos durante esta hora ? Os iogues fazem isto a todo instante. A prática constante é necessária e imprescindível para adquirir auto-controle.


E quando sua alma começar se habituar com esta nova ordem de idéias, a este novo plano de vida, então quando realizares alguma coisa, juntamente com o florescimento dos novos poderes na sua alma, começará a observar que não está sozinho em seu caminho.
Na noite escura, por toda parte, na estrada, começará a ver luzes, e compreenderá que são os viajantes que caminham na mesma direção, para o mesmo templo, para a mesma festa...


O que devo fazer para seguir este caminho ? Perguntou.
Comece observando a sí mesmo. Tente limitar-se, mesmo que seja apenas uma questão de eliminar coisas de que não precisa, mas que consomem a maior parte do seu tempo e da sua energia. Procure compreender que está muito distante do objetivo, mas que este é possível de ser alcançado, acredite nisto, e em pouco tempo, à distância, começará a vislumbrar o caminho

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18 maio 2008

Quer fazer Yoga?


Com a crescente popularização do Yoga, há de tudo no mercado. Mas para os que desejam começar a praticar num lugar idôneo e profissional, é bom saber que há alguns procedimentos que podem ajudar a evitar aborrecimentos desnecessários, os quais enumero a seguir:

1. Primeiramente, seja seletivo, isto é, pergunte, se informe e converse antes de tomar uma decisão .

2. Pergunte ao candidato a professor sobre seus cursos de formação, sobre quem foram seus professores, sobre o tipo de Yoga que ministra, sobre a formação dos grupos, tamanho do local da prática e o preço cobrado. Como consumidor, você tem direito a essas informações.

3. Se for por indicação de colegas, converse sobre a rotina das aulas e sobre a conduta do professor. Procure distinguir entre respeito e apreço dos alunos por seu professor de submissão e aceitação incondicionais para com o seu "mestre". Fora dos meios acadêmicos, o título de mestre deve surgir espontaneamente e está sempre ligado a uma tradição legítima de mestres antecessores. O autodidatismo e algumas histórias excusas e sombrias, ligadas a transmissões proféticas de iniciação, devem ser totalmente descartados.

4. Procure um professor que seja também um estudioso sério, dedicado e produtivo. Na maioria das vezes, os professores são muito mais competentes e sensíveis às reais necessidades de seus alunos do que um suposto "mestre".

5. Aja criteriosamente e se ainda assim não se sentir à vontade por qualquer motivo, retire-se educadamente e comece uma nova seleção. Sempre haverá um profissional e um estilo de Yoga que tenha a ver com você. É só não desistir de buscar.

6. Tenha em mente que o Yoga não opera mágicas e nem milagres. Portanto, fuja das promessas de cura e de saúde de ferro. Como em todas as atividades, discernimento e reflexão constantes são fundamentais.

7. Saiba que ao decidir-se pelo Yoga, você estará fazendo uma opção de vida pelo aprendizado, pelo autoconhecimento, pelo auto-aperfeiçoamento e pela ação consciente.


Fonte: Rosana Biondillo


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16 maio 2008

O Poder dos Espelhos

Espelho, espelho meu,
Sai do espaço profundo
E vem dizer se há no mundo
Mulher mais bela do que eu...
(Fala da Madrasta no conto "A Branca de Neve")


Na cena clássica da ora citada, a madrasta, como sempre a pessoa má que substitui a mãe, figura que a Igreja deturpou na Idade Média, para evitar a aceitação do rompimento dos casamento dos casamentos mal realizados e os de conveniência tão comuns na época e hoje em dia, era uma feiticeira que pede conselhos ao espelho, o qual desempenha seu papel de consciência representante da sabedoria interior e intermediário entre o presente, o passado e o futuro, e conselheiro das soluções dos problemas. A madrasta é a representação das pessoas independentes, inteligentes, e alcançam seus objetivos, e o que não aceita as histórias falsas das criadas que vão se casar com príncipes, por isso a Igreja criou este estigma sobre as pessoas que trazem a razão da realidade sobre o povo que crê em dar pouco e receber muito, ou nada fazer e tudo receber. E nós buscamos esclarecer e restabelecer o Plano que os Mestres Druidas conhecem e servem, vemos que deturparam uma história e mostram uma falsa realidade e solução de problemas sociais com fadas madrinhas adulteradas que dão sapatinhos de cristal, que é uma analogia aos espelhos mágicos, para os príncipes encantados as reconheçam, mas não e o que a realidade mostra, pois espelhos mágicos foram quebrados e escondidos, os "príncipes encantados" estão pobres, as cinderelas abandonadas, e os espelhos estão calados, como por acaso, no espelho mágico da madrasta da Branca de Neve, que também foi calado.


O Espelho Mágico


A palavra espelho vem do latim SPECULUM, e deu nome à "especulação", que originalmente, significava observando as estrelas através do "espelho". E da palavra "estela" (SIDUS), vem consideração, que etmologicamente significa olhar o conjunto de estrelas. E essas duas palavras abstratas, que hoje representam operações intelectuais, nasceram do estudo dos astros refletidos no espelho. O que reflete o espelho? A verdade, a sinceridade, e o conteúdo do coração e da consciência.


No panteão indo-budista, o deus YAMA, senhor do reino dos mortos, que julga as almas através de seu espelho do Karma, pois não há como esconder nada do reflexo do espelho. Segundo as lendas contadas nos livros druidas, os espelhos mágicos são símbolos lunares e femininos, símbolo da realeza, e representa a união conjugal e o espelho partido a separação. Sendo o número oito sagrado para os druidas, usava-se um espelho octogonal nas casas para poder reconhecer e afastar o mal. Este tipo de espelho é intermediário entre o modelo redondo (celeste) e o quadrado (terrestre). O reflexo do homem não lhe é dado apenas pelo bronze polido ou água adormecida, segundo o Arquidruida SELGEN: -"o homem se utiliza do bronze como espelho. O homem se utiliza da antiguidade como espelho. O homem utiliza o próprio homem como espelho."


O uso do espelho para adivinhação remonta à PÉRSIA. E, PITÁGORAS, segundo a lenda, tinha um espelho mágico dado pelos druidas, que ele apresentava à face de uma determinada LUA, antes de ver nele o futuro, como faziam as druidas e as feiticeiras da TESSÁLIA, e seu emprego é o inverso da necromancia, simples evocação dos mortos, porque ele faz aparecer homens que ainda não existem ou que desempenham uma ação qualquer que, na verdade, só executarão mais tarde.


Nas "escolas druidas" haviam o espelho de grau, no qual o aprendiz via seu reflexo e nele mostrava a forma física, e só passava após o reflexo bem claro, este era o espelho de bronze, no grau dois, ao olhar via o reflexo de sua alma, e muitas vezes se assustavam com a essência de seu interior que refletia o horrendo, e trabalhava até que o reflexo da alma fosse claro, e este era o espelho de água. No grau três, o iniciado busca não ter reflexo no espelho, é o de cristal.


Para quem quer possuir seu espelho mágico, que é pessoal e intransferível, que é como sua senha bancária, ninguém pode saber e usar, a não ser seu professor, deve tomar os seguintes cuidados e dicas:


1 - Procure uma pessoa que conheça o assunto, pois você não estará revelando somente segredos físicos e astrais;


2 - Faça você o espelho com uma face virgem, e a moldura de sua escolha, terrestre, celeste, etc...


3 - Em quarto escuro sob a luz de uma vela na cor azul índigo, e seu reflexo deve ser o primeiro;


4 - Espelhos de previsão devem ser guardados envoltos no linho branco e em uma caixa negra;


5 - Estes procedimentos são práticas e requerem maiores detalhes, mas lembrem-se que a família imperial japonesa guarda o seu espelho sagrado em um santuário especial, o qual é vedada a presença de não membros da família real.


Estes ensinamentos e referências têm o propósito de orientar e esclarecer dúvidas daqueles que estão no Caminho e buscam maiores fontes para completar seus trabalhos iniciáticos, mas que alcançaram este conhecimento através de trabalho árduo de pesquisa e dedicação à causa maior da Fraternidade Branca, e não para aqueles que se auto-iniciam, e que sabem muito pouco o muito que têm que saber, e orientam mal e perigosamente àqueles que buscam a luz e caminho real, poucos conhecem que o único reflexo, neste objeto de tamanha importância de auto conhecimento até agora despercebido, era o da personalidade e não da alma, e muito poucas pessoas estão prontas para verem o reflexo da alma, muito menos para ajudarem a outros verem...

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14 maio 2008

Conheça a cromoterapia


A cromoterapia usa as cores do espectro solar para equilibrar o ser humano e promover uma melhora na sua saúde integral. Seus princípios eram conhecidos no Antigo Egito, na Grécia, além da medicina tradicional chinesa e da medicina ayurvédica (indiana).




Os princípios da terapia pelas cores presentes na medicina ayurvédica influenciaram muito a formação da cromoterapia ocidental moderna.




As sete cores do espectro solar (as mesmas do arco-íris e dos sete chakras principais), correspondem aos princípios da constituição do ser humano.




Quando eles se encontram equilibrados entre si, sem a predominância de um e a falta de outro, o ser humano também se encontra equilibrado em todos os seus níveis de existência - físico/energético, emocional, mental e espiritual.




Porém, quando há desequilíbrio entre estes princípios, nós nos desequilibramos em um ou mais níveis de nossa existência.




A cromoterapia pode corrigir ou prevenir estes desequilíbrios, favorecendo maior qualidade de vida e mais saúde para cada um de nós.




Pode ser utilizada, sem problemas, como tratamento complementar à medicina convencional, não interferindo na ação das prescrições de seu médico. Ou, como terapia preventiva, para manter o equilíbrio energético interno.


Site Médico

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